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domingo, 16 de novembro de 2014

VIDA E MORTE DE SHARON TATE

Ela foi considerada sucessora de Marilyn Monroe. Era cotada como uma das atrizes mais promissoras de Hollywood no fim dos anos 60. Sex-symbol, modelo de sucesso, invejada, admirada e copiada. Chegou a ser indicada ao Globo de Ouro de Atriz Mais Promissora. 

Ela e o diretor Roman Polanski eram um dos casais mais badalados e assediados da época. Seu futuro seria brilhante se sua vida não tivesse sido brutalmente interrompida. 

Relembre agora a vida e morte de Sharon Tate.
SHARON TATE 1956 FOTO: INSTYLE

Nascida em 24 de janeiro de 1943, Sharon Marie Tate foi descrita por seus familiares como uma criança muito tímida. Anos depois, ela revelou que as pessoas costumavam confundir sua timidez com indiferença até conhecê-la melhor. Sharon ganhou seu primeiro concurso de beleza com apenas seis meses de idade, foi o Miss Tiny Tot of Dallas Texas, cidade onde nasceu. 

Seu pai era militar, e por isso a família mudava de endereço constantemente, entre os Estados Unidos e a Europa. Aos 16 anos ela já havia morado em seis cidades diferentes. Tate teve de aprender a fazer amigos rapidamente e esquecê-los com a mesma velocidade. 

Por causa disso, a menina desenvolveu uma profunda compreensão da amizade e do valor da família; era muito apegada à sua irmã, Debra Tate, quase 10 anos mais velha que ela.
 
Sharon Tate fotografada por Terry O'Neill, 1969.

Muitos foram os concursos de beleza que Sharon conquistou entre a infância e a adolescência. Obstinada e decidida a ser atriz, ela resolveu percorrer seu sonho, e para isso, não mediu esforços. Por outro lado, os produtores de cinema e agentes de artistas ficavam impressionadas com aquela estrelinha tão bela e fascinante. Sharon não teve dificuldades em conseguir trabalhos como modelo; nessa época, ela constantemente fazia figurações, comerciais de televisão e fotografava para revistas de moda. 

Era muito bonita, trabalhava demais, não era fácil conseguir se destacar no excêntrico universo de Hollywood; poucas garotas conseguiam, Sharon sabia disso e seria uma delas. Em um dos muitos golpes de sorte de sua vida, aos 19 anos, ela conseguiu ser apresentada a Martin Ransohoff - um importante produtor de cinema, presidente da companhia Filmways. 

Imediatamente, ele ficou encantado pela sua beleza, e determinado no propósito de torná-la uma estrela, para isso, contratou-a e investiu pesado na preparação da atriz. Ransohoff dispendeu tanto em seus treinos, que Sharon Tate viria a ser conhecida como "The Million Dollar Baby", uma das últimas estrelas do star-system hollywoodiano.
 
Sharon Tate durante as filmagens de O Olho do Diabo.

Ransohoff logo lhe entregou alguns papéis em séries de televisão, como The Beverlly Hillbillies e O Agente da UNCLE, mas, Sheron sentia que aquilo ainda era muito pouco para suas ambições. Ela fez vários testes para papéis importantes em grandes filmes, todos deram errado, sua grande oportunidade demorou a chegar. Em 1964, ela namorou Jay Sebring, que então, já se estabelecia como o cabeleireiro das celebridades em Hollywood. Ele chegou a pedi-la em casamento, mas ela recusou. Apesar do romance não ter ido longe, Sebring e Tate se tornaram grandes amigos; ele seria assassinado cinco anos depois, tentando protegê-la da morte.

Em 1966, a hora de Sheron finalmente chegou. Martin Ransohof conseguiu-lhe um papel secundário, porém importante, no filme britânico O Olho do Diabo (The Eye of the Devil), dirigido por J. Lee Thompson e co-estrelado por David Hemmings e Deborah Kerr. 

No começo, Thompson e Ransohoff temeram pelo desempenho da atriz, por sua personagem ser muito importante para o desenvolvimento da trama. Entretanto, ela teve um bom desempenho e conseguiu se fazer notar, chamando atenção do público e da imprensa. 

As filmagens ocorreram entre a França e a Inglaterra, e depois do fim das gravações, Sharon decidiu permanecer em Londres, foi nessa época que ela conheceu o promissor cineasta polonês Roman Polanski.
 
Sharon Tate fotografada por Sharok Hatami.

Sharon logo se envolveu romanticamente com ele, e apesar das desconfianças, Polanski decidiu lhe dar o principal papel feminino em seu próximo filme - A Dança dos Vampiros (The Fearless Vampire Killers, 1967) - uma comédia de humor negro de alto orçamento, filmada na Europa. Para a publicidade do filme, Sharon foi fotografada por Francesco Scavullo na neve, vestindo casaco de pele e peruca ruiva para a revista Vogue. 

Além disso, ela também fez um ensaio para a revista Playboy; quando o editorial foi publicado, em março, a Playboy proclamou 1967 como "The year Sharon Tate Happens", e de fato, o ano seria dela. A Dança dos Vampiros acabou sendo um grande êxito para ela e Polanski, Tate fora definitivamente lançada ao estrelato internacional. Imediatamente após o fim das filmagens de A Dança dos Vampiros, ela embarcou de volta para os EUA para filmar Não Faça Ondas (Don't Make Waves, 1967); uma típica comédia de praia sessentista, ambientada na Califórnia, co-estrelada por Tony Curtis e Claudia Cardinale. 

O filme foi um fracasso comercial e de crítica, apesar de ter sido um ótimo veículo para a promoção de Sharon Tate, que interpretava a para-quedista e ginasta Malibu. Ela foi o principal chamariz da produção, sendo fotografada de biquíni incontáveis vezes; 

Sharon ainda angariou o posto de garota propaganda do protetor solar Coppertone.
 
Sharon Tate fotografada por Walter Chappell.

Tudo parecia correr muito bem na vida artística e amorosa, contudo, Tate estava incomodada com os rumos que sua carreira estava tomando, achava que Martin Ransohoff não se empenhava em conseguir para ela personagens mais complexas. Tinha medo de ficar marcada como uma sex-symbol, presa à papéis de deusas loiras superficiais. 

Em 1967, ela foi escalada para a adaptação cinematográfica do best-seller de Jacqueline Susann - O Vale das Bonecas (Valley of the Dolls); Sharon não estava contente com este filme, e apesar dele hoje ser considerado um camp classic, naquela época foi enxovalhado pela crítica especializada, à despeito do alto faturamento nas bilheterias. Suas apreensões, afinal, se confirmaram, mas a Playboy não mentiu quando definiu 1967 como o ano de Sharon Tate.

 Não foi à toa que a edição de 1968 do Globo de Ouro nomeou Tate na categoria Atriz Mais Promissora, por sua performance no Vale das Bonecas.
 
Sharon Tate em O Vale das Bonecas.

No dia 20 de janeiro de 1968, Sharon Tate e Roman Polanski se casaram em Londres, numa cerimônia atípica, porém altamente assediada pela imprensa do mundo inteiro. O casal Tate-Polanski foi provavelmente o mais badalado da sua época. Amigo deles, o fotógrafo Peter Evans classificou-os como "Douglas Fairbanks e Mary Pickford dos nossos tempos" - fazendo referência ao famoso casal de astros do cinema mudo. 

Tate-Polanski eram os anfitriões perfeitos, jovens, bonitos, populares, em franca ascensão. Faziam parte de um círculo social bastante restrito, que incluía as estrelas mais populares de Hollywood daquela época, como Steve McQueen, Warren Beatty, Mia Farrow, Jacqueline Bisset, Leslie Caron e Jane Fonda, músicos como Jim Morrison e os The Mamas & The Papas. Sua casa vivia cheia de gente, sempre, conhecidos e estranhos. 

Era um casal livre, que desfrutava do espírito libertário do fim dos anos 60.
 
O casal Tate-Polanski no dia do seu casamento.

No verão de 1968, Sharon começou a filmar Arma Secreta Contra Matt Helm (The Wrecking Crew), ao lado do veterano Dean Martin. O filme era uma sátira de espionagem aos filmes do estilo James Bond, esta foi mais uma comédia para Sharon, que como já se esperava, foi muito bem comercialmente, mas mal recebida pela crítica; os elogios ficaram por canta da beleza e do talento dela como comediante. 

Este foi o último filme de Sharon que estreou com ela ainda viva. Seu derradeiro filme seria a produção franco-italiana 12+1 (1969), um filme que seguia a linha do anterior que ela estrelou. As filmagem ocorreram na Itália, no começo de 1969, embora o filme só tenha estreado, postumamente, em outubro, na Itália, e só em 1970 nos Estados Unidos, onde foi rebatizado The Thirteen Chairs.

Sharon Tate engravidou no fim de 1968, e em em 15 de fevereiro de 1969, o casal se mudou para uma mansão em Bel Air, 10050 Cielo Drive. A mansão, de propriedade de Rudi Altobelli, tinha sido ocupada antes por seus amigos Terry Melcher e Candice Bergen. Tate-Polanski visitaram-na várias vezes e Sharon ficou excitada quando soube que ela tinha ficado vaga, referindo-se a ela como "a casa dos sonhos". 

Aquela casa grande, bela e luxuosa seria a última residência de Sharon Tate, ali foi onde ela viveu os últimos meses de sua vida até o seu assassinato.
O casal Tate-Polanski fotografados por David Bailey, 1969.

Na madrugada do dia 9 de agosto de 1969, a mando de Charles Manson, um grupo de seus seguidores, todos eles jovens entre 20 e 23 anos, formado por Charles "Tex" Watson, Susan Atkins, Patricia Krenwinkel e Linda Kasabian, invadiu a casa de Cielo Drive e massacrou seus moradores. Foram mortos Sharon Tate, seus amigos Jay Sebring, Abigail Folger, Wojciech Frykowski, o caseiro William Garretson e seu amigo Steven Parent. 

Na noite seguinte, o mesmo grupo, acrescido de Steve Grogan e Leslie Van Houten, cometeria outro bárbaro assassinato nos mesmos moldes, em outro local da cidade, matando o casal Leno e Rosemary LaBianca. Todos mortos com requintes de extrema crueldade e barbárie. A comoção causada pelo que foi chamado Caso Tate-LaBianca foi sem precedentes. 

Além da onda de choque que atingiu o mundo inteiro, a população de Los Angeles entrara em pânico, os ricos e famosos estavam aterrorizados, todos se sentiram em perigo, o clima de tragédia somou-se à tensão esmagadora que amedrontara todos diante de um episódio tão macabro. Sharon Tate foi sepultada em 13 de agosto de 1969, no Holy Cross Cemetery, em Culver City; ela tinha apenas 26 anos de idade.

Sharon Tate costumava dizer que sua vida inteira fora decidida pela fatalidade, pelo destino ou pela sorte, que ela nunca havia planejado nada. Porque Sharon? Porque tão triste? Às vezes o destino se faz incessantemente cruel, e o destino, infelizmente, pôs a jovem Sharon na rota de colisão de um ícone do mal.Porque ela? São perguntas sem respostas. O futuro dela seria lindo e luminoso, se sua vida não tivesse sido interrompida daquela maneira tão horrorosa. Sharon não tinha que morrer, 

Sharon ainda não tinha vivido sua vida, nem o seu filho. Ela tinha apenas 26 anos de idade, não estava no auge da sua carreira, era uma estrela em ascensão, seu bebê nasceria dali a menos de um mês e ela sentia muitas saudades do marido que tanto amava. De fato, tinha muito o que viver. Sharon não podia ter tido sua vida bruscamente acabada. Nesta história, não existem lições a serem ensinadas, existem vítimas e Sharon Tate foi uma delas. 

Ninguém nunca poderá responder porque as coisas tiveram de ser tão horríveis com ela. Triste.
Nos anos que se seguiram ao seu assassinato, Doris Tate, sua mãe, saiu da depressão e começou a lutar pelos direitos da vítima. Em nome de Sharon, ela participou dos julgamentos dos membros da Família Manson que tinham assassinado sua filha. Ela conseguiu uma mudança na legislação, permitindo que parentes de vítimas pudessem dar seus depoimentos pessoais nas audiências de pedidos de liberdade condicional de presos por assassinato na Califórnia, e ela foi a primeira pessoa a exercer este direito. 

Doris lutou ativamente para que a lei começasse a valer nos livros de direito e fosse cumprida. Então, a lei foi ampliada e passou a valer em todos os estados da nação norte-americana. Ela também falou com outros membros de famílias vítimas de crimes hediondos.

Doris falou aos presidiários que sentia que eles podiam ser reabilitados, contando-lhes sua perda e os anos de depressão que se seguiu, na esperança de que eles não iriam, após a libertação, passar a cometer mais e cada vez mais crimes violentos. Quando Doris Tate morreu, em 10 de julho de 1992, Patti, a irmã caçula de Sharon, assumiu a luta que sua mãe iniciou. Em nome de Doris foi fundada a Doris Tate Crime Victim's Bureau.

A fundação serve para ajudar as vítimas de crimes e suas famílias. Infelizmente, em 03 de junho de 2000, Patti Tate faleceu aos 42 anos de idade. A última irmã sobrevivente de Sharon, Debra, é quem continua a luta em nome de Sharon, por todas as vítimas. Este é o legado de Sharon e do resto da família Tate.

 
Sharon Tate fotografada por Terry O'Neill, 1969.


AUTOR: VITOR DIRAMI/OBVIOUS

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