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segunda-feira, 21 de maio de 2018

VOCÊ SABE O QUE SÃO PLANETAS ÓRFÃOS???

Às vezes, ouvimos termos de astronomia que nos deixam curiosos, para mim um deles é o conceito de planeta órfão. Você sabe o que são planetas órfãos? Vem comigo, vamos descobrir juntos!

Então, planetas órfãos são corpos celestes que estão soltos pela galáxia já que não orbitam nenhuma estrela. Eles também podem ser chamados de errantes, interestelares ou ainda nômades. É interessante observar que esses planetas são formatos como os demais através de discos protoplanetários de poeria e gás que se unem e se tornam planetas estáveis.

A questão é que os discos são formados sempre em torno de alguma estrela, porém eles apresentam diversas colisões entre os planetas recém-formados, assim podendo acabar sendo expulsos da órbita estelar e se tornando órfãos.
O mais interessante é que eles ainda orbitam o centro da galáxia como qualquer outro astro. 

É difícil definir a localização deste tipo de planeta, logo também é difícil saber onde eles ficam. Até o momento os cientistas localizaram apenas 16 planetas deste tipo. 

Os cinco maiores são: UGPS J072227.51-054031.2, WISE J1741-464, OTS 44 e Cha 110913-773444, apesar de nenhum ter sua existência comprovada.

E agora você deve estar pensando: Por que não localizamos um destes e o colonizamos? Seria impossível já que os planetas órfãos não orbitam nenhuma estrela, logo não possuem luz ou calor, o que é necessário para a vida humana se desenvolver. 

Sinistro, não acha? Comente!
AUTOR: TRICURIOSO

sábado, 19 de maio de 2018

SAIBA DO ENIGMA RESOLVIDO HÁ 300 ANOS PELO MATEMÁTICO LEONARD EULER E QUE HOJE NOS PERMITE NAVEGAR NA INTERNET

O matemático e físico suiço Leonhard Euler (1707-1783) fez descobertas em geometria, trigonometria, álgebra, teoria de números, física e teoria lunar, entre outros SCIENCE PHOTO LIBRARY

O desafio matemático anual apresentado pela Academia de Ciências em Paris em 1727 foi este: "Qual a melhor maneira de organizar mastros num barco?"

À primeira vista, é um problema muito prático, mas o jovem matemático suíço Leonhard Euler abordou-o como um quebra-cabeças puramente matemático.

Apesar de nunca ter posto o pé num barco, ele se sentiu perfeitamente qualificado para calcular a melhor disposição dos mastros.

"Não me pareceu necessário confirmar esta teoria com experimentos práticos, porque ela deriva dos princípios mais seguros da matemática. Não há dúvida sobre sua validade e funcionamento na prática", declarou.

Leonhard Euler tinha uma fé absoluta na matemática. Ele emprestou o nome a várias fórmulas e princípios e, 50 anos após a morte, seu trabalho ainda segue sendo publicado.

Euler fez reformulações de quase todas as áreas da matemática. Como que por hobby, resolveu o problema das sete pontes de Königsberg, um popular enigma do século 18.

"Para Euler, resolver o problema foi uma forma de entretenimento. Era algo ameno para ele", disse à BBC o especialista em tecnologia Bill Thompson.

"Claro que ele não tinha ideia de o quanto aproveitaríamos o seu trabalho, de como construiríamos sobre suas ideias e nem que as usaríamos para criar uma plataforma de buscas que mudaria o mundo por completo."
Thompson se refere à internet.

'Calcular era como respirar'

Desde criança. Leonhard Euler fazia cálculos sem qualquer esforço aparente. Fazia isso assim como os homens respiram ou como as águias se sustentam no ar, dizia o matemático francês François Arago.

Testava teoremas por divertimento, assim como eu e você poderíamos fazer o Sudoku. Mas o pai de Euler, que era sacerdote, queria que o filho seguisse seus passos.

"Tive que me inscrever na faculdade de teologia e me esforçar no aprendizado dos idiomas grego e hebreu, mas não progredi muito, porque dedicava a maior parte do meu tempo aos estudos da matemática. Para a minha alegria, as visitas de Johann Bernoulli aos sábados continuaram", escreveu o matemático.
A matemática era uma paixão tão grande para Euler que, ao final da vida, quando ficou quase cego, ele disse: "Suponho que agora terei menos distrações" GETTY IMAGES

Johann Bernoulli foi um destacado matemático da Basileia, cidade natal de Euler. A família de Bernoulli "produziu" oito bem-sucedidos matemáticos em apenas quatro gerações.

Johann foi tutor de Euler e convenceu o pai deste a permitir que estudasse matemática em vez de teologia.

E foi o filho de Johann, Daniel, grande amigo de Euler, que conseguiu para ele o primeiro emprego na Academia de São Petersburgo, onde trabalhava.

Euler assumiu uma função na área médica, o que não era o ideal. Dedicado, antes de ir à Rússia, o matemático leu tudo o que podia sobre medicina. Conseguiu converter a fisiologia da orelha em um problema matemático.

No dia em que Euler chegou a São Petersburgo, a czarina Catarina 1ª, da Rússia, grande patrona da Academia de São Petersburgo, morreu.

Em meio à confusão, Euler discretamente se transferiu do departamento de medicina para o departamento de matemática.

Cruzando pontes
A cidade de Königsberg tinha um passatempo aos domingos que chamou a atenção do matemático

Enquanto trabalhava em São Petersburgo, o matemático suíço tomou conhecimento do enigma das sete pontes de Königsberg.

A cidade prussiana de Königsberg estava dividida em quatro regiões diferentes banhadas pelo rio Pregel. Sete pontes conectavam essas quatro áreas e, na época de Euler, um passatempo comum entre os residentes era tentar encontrar uma maneira de cruzar todas as pontes apenas uma vez e voltar ao ponto de partida.

Euler escreveu uma carta ao astrônomo da Corte de Viena em 1736, descrevendo o que pensava sobre o problema:
É possível cruzar as pontes uma só vez e voltar ao ponto de partida? CREATIVE COMMONS

"Esta pergunta é tão banal, mas me parecia digna de atenção porque nem a geometria, nem a álgebra, nem sequer a arte de fazer contas eram suficientes para respondê-la. Diante disso, me ocorreu perguntar se a resposta estaria na geometria de posição. Portanto, depois de um pouco de deliberação, obtive uma regra simples, com a ajuda da qual pude decidir de imediato se esta ida e volta é possível."

Em vez de caminhar interminavelmente pela cidade, testando diferentes rotas, Euler criou uma nova "geometria de posição", pela qual medidas como longitude e ângulo são irrelevantes. O que importa é verificar como as coisas estão conectadas.

Euler decidiu pensar nas diferentes regiões de terra separadas pelo rio como pontos, e as pontes que as unem, como linhas que conectam os pontos.
Usando pontos e linhas, Euler encontrou a solução não só para o enigma de Königsberg, mas para inúmeros problemas CREATIVE COMMONS

Descobriu o seguinte: para que uma viagem de ida e volta (sem retornar pelo mesmo caminho) seja possível, cada ponto - com exceção do ponto de partida e do ponto final - deve ter um número par de linhas entrando e saindo.

A vantagem da regra de Euler é que ela funciona para qualquer situação.

Quando analisou o mapa das sete pontes de Königsberg dessa maneira, o matemático descobriu que cada ponto - ou pedaço de terra - tinha um número ímpar de linhas ou pontes que emergiam delas.

Assim, sem ter que caminhar pela cidade, Euler descobriu matematicamente que não era impossível andar por toda a cidade cruzando cada ponte apenas uma vez.
Do século 18 ao 21

A regra de Euler é fácil de aplicar. E não é preciso ser um matemático para perceber que ela é útil em diferentes situações.

A solução matemática ao enigma de Königsberg agora impulsiona uma das redes mais importantes do século 21: a internet, que conecta milhões de computadores em todo o mundo e move dados digitais entre eles numa velocidade incrível.

"Se tenho meu computador em casa e quero entrar num site, preciso fazer uma conexão entre meu computador e o site na web, que pode estar em qualquer lugar", diz Bill Thomson.
Graças a Euler, os mecanismos de busca pela internet são tão eficientes GETTY IMAGES

"Consigo fazer essa conexão porque meu computador está programado pela regras baseadas no trabalho que Euler desenvolveu no século 18, ao resolver o enigma das pontes de Königsberg", explica o especialista em tecnologia.

O enigma de Königsberg estava longe de ser um problema urgente naquele momento - era mais uma curiosidade -, mas sua solução perdurou e revolucionou a era da informação do século 21.

O que para Euler foi apenas um passatempo teve papel decisivo no mundo em que vivemos hoje.

*Marcus du Sautoy é matemático, professor da Universidade de Oxford e apresentador da BBC

AUTOR: BBC

quarta-feira, 9 de maio de 2018

NO RIO GRANDE DO SUL, FÓSSIL DE RÉPTIL QUE VIVEU HÁ MAIS DE 230 MILHÕES DE ANOS É DESCOBERTO

Como seria o Pagosvenator candelariensis no seu habitat da época (Foto: Ilustração Renata Cunha/ UFRGS /Divulgação)

Um grupo de pesquisadores do Rio Grande do Sul descobriu uma nova espécie de réptil fóssil pré-histórico, que viveu há aproximadamente 237 milhões de anos. O estudo foi feito por paleontologistas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), e um artigo foi publicado no periódico britânico Zoological Journal of the Linnean Society, em abril deste ano.

A nova espécie foi denominada como "Pagosvenator candelariensis", e teria sido encontrada no município de Candelária, no Vale do Rio Pardo, distante cerca de 190 km de Porto Alegre. Como o fóssil foi doado anonimamente para o Museu Municipal Aristides Carlos Rodrigues, em Candelária, não é possível saber com exatidão o local em que foi encontrado. Porém, os pesquisadores dizem que a análise dos elementos químicos presentes no objeto, as características da espécie e o período de sua formação indicam que é bastante provável que o fóssil estivesse na região.

"Cada fóssil tem como se tivesse uma impressão digital, falando metaforicamente, que identifica a localidade a partir da rocha de onde ele veio. Se você conseguir analisar isso, consegue estabelecer uma conexão, para identificar o local. Nós analisamos a taxa de terras raras encontrada e é possível identificar de onde veio", relata o líder da pesquisa, Marcel Lacerda, ao G1.

O fóssil entregue aos pesquisadores tinha crânio e uma mandíbula quase completos, o que é considerado bastante raro. Algumas vértebras do pescoço e placas ósseas também chegaram ao grupo de pesquisa, que diz ser similar aos dos crocodilos atuais. Para realizar o estudo, foram utilizadas técnicas de tomografia computadorizada, a partir das quais os cientistas tiveram acesso a diversas informações sobre a anatomia do animal sem danificar o material.
Acima, foto do crânio do fóssil. Abaixo, imagem de tomografia computadorizada (Foto: UFRGS/ Divulgação)

Lacerda conduziu o trabalho durante seu doutorado no Programa de Pós-Graduação em Geociências da UFRGS, e conta que Pasgosvenator era um animal de médio porte, com até três metros de comprimento, e, com base na comparação com outras espécies semelhantes já conhecidas, existe forte evidência de que seria um quadrúpede. Os dentes longos e recurvados indicam que o animal apresentava uma dieta carnívora, possivelmente baseada em pequenos e médios animais.

O professor de Paleontologia da Univasf Marco França, coautor do estudo, explica que o Pagosvenator pertence ao grande grupo dos arcossauros, que apresenta duas linhagens evolutivas: uma formada pelos ancestrais dos crocodilianos modernos e outra que inclui aves e dinossauros.

"A nova espécie descrita não tem relação com as aves e os dinossauros, ela está na linhagem que deu origem aos crocodilos, embora ainda seja muito distante destes. Mais especificamente, o grupo em que o Pagosvenator se insere é denominado de Erpetosuchidae, sobre o qual, apesar de ser conhecido e estudado há muito tempo (desde o século XIX), não se possui muitas informações sobre a anatomia e as relações de parentesco entre seus componentes, já que é representado apenas por espécimes incompletos", explica França.

Fósseis desse grupo foram encontrados na Europa, nos Estados Unidos, no leste da África e na Argentina. O fóssil que está no Rio Grande do Sul é a primeira ocorrência desse grupo no Brasil.

O nome da nova espécie foi dado em homenagem a Candelária, considerado um município importante para a paleontologia. Pagosvenator candelariensis significa "o caçador da região de Candelária". Pagos é um jargão gaúcho usado para se referir ao lugar de onde veio o material, derivado do latim pagus, que significa aldeia, região, província; e venator é um termo em latim que significa caçador.

Espécie vivia no Período Triássico

De acordo com o estudo, essa espécie vivia no Período Triássico – que durou entre 251 até 201 milhões de anos. Esse é o primeiro período da Era Mesozoica, considerado um importante momento na história da vida dos animais terrestres, por ser o intervalo temporal no qual surgiram os primeiros dinossauros, além dos ancestrais dos lagartos, dos crocodilos e dos mamíferos atuais.

"Este trabalho é importante porque soma aos outros trabalhos na área que buscam compreender como era a região há 230 milhões de anos", afirma o professor do Departamento de Paleontologia e Estratigrafia da UFRGS Cesar Schultz, que também participou da pesquisa.

"Graças a estes estudos, hoje sabemos que os predadores desta época eram bem diversos. Vários deles, como Pagosvenator candelariensis, eram maiores que os dinossauros nessa época", complementa França.

Para o líder da pesquisa, a descoberta amplia o conhecimento das espécies fósseis do Rio Grande do Sul e aumenta a compreensão dos processos evolutivos que levaram à diversidade de registros fósseis do estado.

"Toda informação nova é útil para conseguirmos entender como eram o ambiente e a fauna daquela época. São informações que ajudam a contar a história da diversidade da vida daquele período", enfatiza o pesquisador.

"Todo mundo conhece o Tiranossauro Rex, até mesmo por causa dos filmes, mas aqui no Brasil temos vários outros que muita gente nem sabe, que podem ter sido encontrados na sua cidade até", salienta Lacerda.

O trabalho foi realizado com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe).

AUTOR: G1

domingo, 6 de maio de 2018

DE ONDE VEM A LENDA DA MALDIÇÃO DA MÚMIA???

Descoberta da tumba de Tutancâmon foi tema de vários filmes de Hollywood GETTY IMAGES

O complicado processo de mumificação usado no Egito Antigo começava com a extração - através do nariz - do cérebro e dos órgãos da pessoa mumificada.

"Devia ser bem estranho", explica John J. Johnson, da Sociedade de Exploração Egípcia (EES, na sigla em inglês). "O corpo era então lavado e coberto com óleos."

Já se passaram 95 anos desde a escavação do túmulo do faraó egípcio Tutancâmon. Mesmo assim, o fenômeno continua a provocar fascínio, alimentando a imaginação de cineastas.
Descoberta da tumba de Tutancâmon repercutiu fortemente nos EUA THE NEW YORK TIMES

Isso porque a "múmia que volta à vida" seria inspirada na chamada Maldição de Tutancâmon.

Tal lenda ganhou força quando vários integrantes da expedição que descobriu seu paradeiro, liderada pelo arqueólogo britânico Howard Carter em 1922, morreram de forma prematura, incluindo seu financiador, o lorde Carnavon.
Ideia de múmia que busca vingança vem dos filmes, como A Múmia, de Karl Freund, estrelando Boris Karloff UNIVERSAL

Apesar de a história compartilhar semelhanças com outras representações de monstros vivos, como Drácula ou Frankenstein, a Maldição de Tutancâmon parece estar mais enraizada na memória coletiva porque seu ponto de partida é um fato verídico: a exumação do rei Tut.
'Egiptomania'

O frenesi da mídia sobre a escavação fez com que o Egito passasse a dominar a imaginação popular, alimentando até mesmo o desenvolvimento de um estilo arquitetônico: o Art déco.

Na verdade, muitas salas de cinema nos Estados Unidos da década de 1920 também foram adornadas com decorações extravagantes que imitavam a opulência do Egito antigo.

Para capitalizar em cima dessa febre pelo Egito, o estúdio de cinema Universal Studios produziu A Múmia, em 1932.

O filme é lembrado acima de tudo pela atuação de Boris Karloff como Imhotep, um sumo sacerdote mumificado que voltou a vida ao ler um pergaminho mágico.
Romance de 1827 de Jane Louden foi o primeiro a explorar ideia de múmia que ressuscita de sarcófago WIKIPÉDIA

No longa, Imhotep está convencido de que seu amor perdido, Ankh-es-en-Amon (que ganhou esse nome devido a Ankhesenamun, meia-irmã e esposa do rei Tut), reencarnou em uma mulher que tem uma notável semelhança com sua esposa morta.

O roteirista do filme, John L. Balderston, havia sido um dos jornalistas que noticiaram a abertura do túmulo do rei Tut, dando legitimidade ao filme.

Essencialmente, esse thriller psicológico dirigido pelo cineasta expressionista alemão Karl Freund é uma história sobre os perigos de interferir com os costumes ancestrais de uma cultura estrangeira.

Oito anos se passaram antes que a Universal produzisse o próximo filme sobre múmias: A Mão da Múmia (1940), muito mais simples do que o original.

Apesar da crença popular, nesse filme, Karloff só aparece durante a memorável abertura de 10 minutos.

Mas a ideia de uma múmia ressuscitada seria completamente estranha aos egípcios antigos. Também iria contra todo o conceito de mumificação, que era usado para preservar os mortos e garantir uma vida pacífica e tranquila após a morte.
Perseguido pela própria maldição

Em 1959, o estúdio de cinema Hammer Studios trouxe o tema de volta com A Múmia, de Terence Fisher, um filme que fez justa homenagem à lenda original e reconheceu o apelo romântico da criatura ao relembrar a figura de Ankhesenamun na pele da princesa Ananka (interpretada por Yvonne Furneaux).

O roteirista Jimmy Sangster retomou as sequências irregulares da Universal e apelidou a criatura de Kharis (interpretada por Christopher Lee), supondo erradamente que se tratava do verdadeiro nome de um deus egípcio.

Uma maldição mortal também afetou uma equipe de arqueólogos em O Manto da Múmia (1967), produzido pelo mesmo estúdio: todos são assassinados, um por um, pelo ser que volta à vida.
Escritora americana Louisa May Alcott também contribuiu para a legenda da múmia em 1869 WIKIPÉDIA

Já em a Tumba da Múmia, de 1971, uma bela, mas letal rainha egípcia e sua encarnação moderna (papeis desempenhados por Valerie Leon) substitui a figura da múmia mais convencional. O filme era uma adaptação do romance de 1903 de Bram Stocker A joia das sete estrelas e também pareceu perseguido pela própria maldição.

Após cinco semanas de produção, seu diretor, Seth Holt, morreu repentinamente de um ataque cardíaco. Já Peter Cushing, que interpretou o pai de Leon, teve que ser substituído após a morte inesperada de sua mulher.

Tendo claramente esgotado o material - e provavelmente incomodado bastante os faraós -, Hollywood não produziu nenhum filme sobre múmias até a virada do século.

Apesar disso, muitos longas lembraram o Egito Antigo, a mumificação e as escavações.

O primeiro filme da série Indiana Jones, de Steven Spielberg, Em Busca da Arca Perdida (1981), foi baseado na busca pela Arca da Aliança no Egito.

Spielberg também produziu O Jovem Sherlock Holmes (1985), sobUniversalre a descoberta de uma seita egípcia pelo famoso detetive.

Já A Porta do Tempo (1994), de Roland Emmerich, fazia referência ao portão de entrada a um planeta distante que refletia o Egito antigo e narrava um regime despótico no qual um alienígena encarnava no deus Rá.
A transformação da múmia

O século 21 trouxe de volta uma série de múmias (1999-2008) interpretadas por Brendan Fraser e Rachel Weisz, e ressuscitou a lenda de Imhotep, que após ser revivido, invoca as "10 pragas do Egito".

Mas enquanto as pessoas sentiam pena da múmia de Karloff, sua versão contemporânea é um vilão totalmente desprovido de simpatia.

Como a série não obteve sucesso nas bilheterias, apenas mais duas múmias foram "exumadas" por Hollywood.

Mas isso não significa que o mundo cinematográfico tenha decidido enterrar o assunto para sempre, como prova a superprodução A Múmia, estrelada por Tom Cruise.

Nesse caso, a vingança é realizada por uma antiga feiticeira mumificada, interpretada por Sofia Boutella.

E, mesmo com um desempenho aquém do desejado nas bilheterias, é pouco provável que as múmias deixem de vagar nas telas dos cinemas.

AUTOR: BBC

quarta-feira, 2 de maio de 2018

POR QUE TANTAS MULHERES CONTINUAM EM RELACIONAMENTOS ABUSIVOS?

(innovatedcaptures/iStock)

É muito provável que você conheça alguém que já esteve – ou que está – em um relacionamento abusivo. Relações em que há agressões físicas, verbais ou psicológicas são, infelizmente, algo muito comum.

Apesar de o tema estar sendo mais amplamente discutido na mídia, e de aquele papo antigo de não “meter a colher” em briga de casal estar finalmente sendo deixado de lado, ainda é muito comum que se culpe a vítima pela situação. Afinal, pensam muitas pessoas, por que as mulheres ainda “deixam” que isso aconteça? Por que “submetem” a isso em vez de simplesmente irem embora?

Em um artigo publicado no site The Conversation, o professor e pesquisador Daniel G. Saunders, da Universidade de Michigan, fala sobre seus estudos a respeito desse assunto e traz alguma luz para que se entenda o que impede as mulheres de se livrarem de relacionamentos abusivos.

A resposta, como se pode imaginar, está ligada a uma série de fatores. Um dos mais comuns é a falta de recursos – a mulher talvez não tenha um emprego, ou não ganhe o suficiente para se sustentar sozinha. Se ela tiver filhos, a situação fica ainda mais complicada.

Outro motivo é a falta de apoio da família, amigos e colegas, que muitas vezes não acreditam ou até culpam a vítima pelo abuso; e há ainda o medo: afinal, as mulheres podem ter motivos reais para temer por sua vida caso deixem seu companheiro. Um estudo feito pelo próprio professor Saunders constatou que o risco de homicídio aumenta logo depois de a vítima deixar o abusador.

Mas há outras razões, menos visíveis, que mantêm a vítima presa a essa relação:

– o parceiro não é violento o tempo todo, mas também se mostra gentil e sensível;

– o parceiro se mostra arrependido e a vítima fica com pena;

– o parceiro diz que vai procurar tratamento e a vítima cria esperanças de que ele vá mudar;

– o parceiro menospreza a vítima e destrói a sua autoconfiança, o que faz com que ela se sinta presa a essa situação e tenha vergonha de pedir ajuda.

“Deixar o parceiro é frequentemente um processo complexo com vários estágios: minimizar o abuso e tentar ajudar o agressor; abrir os olhos ao fato de que o relacionamento é abusivo e perder a esperança de que vai melhorar; e, finalmente, focar nas próprias necessidades de segurança e sanidade e lutar para superar os obstáculos externos”, escreve o professor.

Quando o abusador é um homem de status ou alguém querido na comunidade, a vítima tem ainda outros dois fortes motivos para ficar relutante: por um lado, o medo de destruir a carreira do parceiro; de outro, o de não acreditarem em sua palavra.

Descrença pública

O medo da descrença de outras pessoas é bem fundamentado. “Em um estudo, o público via um ataque contra um parceiro íntimo como menos grave do que um ataque a um estranho, ainda que o mesmo nível de força fosse usado”, escreve Saunders.

“Embora a aceitação pública do abuso doméstico tenha diminuído com o tempo, a culpabilização das vítimas está ligada a pontos de vista machistas, como a crença de que a discriminação contra a mulher não é mais um problema e homens e mulheres têm oportunidades iguais”, completa.

Esse tipo de comportamento não está restrito a pessoas leigas: profissionais de saúde, terapeutas conjugais, juízes, policiais e outras autoridades que deveriam proteger as vítimas muitas vezes as ignoram, as desacreditam ou minimizam as agressões.

Para ajudar a combater esse tipo de erro, o professor sugere que se envolvam meninos e homens no combate à violência doméstica, educando-os sobre o assunto e incentivando um comportamento mais cuidadoso e respeitoso para com as mulheres.

E há ainda uma solução mais imediata: “É preciso pouco ou nenhum treinamento para que os profissionais, ou qualquer outra pessoa, deem crédito às experiências das vítimas e, assim, possam ajudá-las a cultivar a força interior para conseguir sair dessa relação”, escreve. Para isso, basta mostrar a essas mulheres que elas não estão sozinhas e que você acredita nelas. Isso já faz muita diferença.

AUTOR: SUPERINTERESSANTE

terça-feira, 1 de maio de 2018

ADRENOCROMO: O OURO DOS "VAMPIROS", O QUE A CIÊNCIA NOS DIZ A RESPEITO?

Sobre essa controversa substância, alegadamente psicotrópica, muito se diz, tanto da parte dos místicos e religiosos quanto de químicos. Há quem diga que o adrenocromo é apenas uma droga, outros que não passa de lenda urbana. No entanto, podemos entrever, em relatos de povos antigos, que o mesmo pode estar relacionado a coisas obscuras, inclusive a sacrifícios humanos.

Vejamos, mais de perto, do que se trata o adrenocromo! 😮

Segundo a Wikipedia, o adrenocromo (ou adrenochrome) é um composto químico orgânico, derivado do processo de oxidação da adrenalina (também conhecida como epinefrina, ou norepinefrina). Há, ainda, um outro derivado da adrenalina, o carbazocromo, que é utilizado na Medicina como medicação hemostática (isto é, que combate ou previne hemorragias).

A adrenalina é um hormônio secretado pelas glândulas suprarrenais com o objetivo de preparar o corpo biológico para uma reação física ou emocional diante de um perigo, desafio ou de intenso estresse. Ela aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial, dilata os brônquios, aumenta a taxa de glicemia no sangue e otimiza a ação dos neurotransmissores, entre outros efeitos. Um dos subprodutos deste processo é, justamente, o adrenocromo.

O que nos diz a Ciência, a respeito?
Estudos de menor monta, da década de 50 e 60, davam conta de efeitos psicóticos do adrenocromo, tais como confusão mental, alterações drásticas da percepção e intensa euforia1. Pesquisadores, tais como Abram Hoffer e Humphry Osmond, afirmaram que o adrenocromo é uma substância neurotóxica e que induz a estados psicóticos, tendo um papel importante no acometimento de esquizofrenia e outros distúrbios mentais2. Atualmente, no entanto, a comunidade científica não atribui efeito psicodélico algum ao adrenocromo.

Como veio a ser conhecido?
Creio que, na modernidade, o adrenocromo ganhou popularidade com o escritor Aldous Huxley, em The Doors of Perception (“As Portas da Percepção”), em que ele descreve a tal substância como um composto derivado da adrenalina que pode provocar efeitos semelhantes aos observados nos casos de intoxicação por mescalina.

Sacrifícios humanos
Sabe-se, tanto pelos conhecimentos legados por cultos antigos (como o Candomblé, por exemplo) como por relatos de outras culturas, que a força vital que jorra com o sangue de uma vítima de sacrifício é extremamente agradável a certas entidades astrais. Diz-se no Candomblé que o orixá não agrada rejeita o sangue de um animal que sofreu. Para uma entidade menos “luminosa”, importa que o “cabrito bom não berre”.

Mas, por que importaria aos “senhores da Vida” o sangue de um animal, ou mesmo a “força” contida nele se, segundo seus seguidores, eles já dispensam todas as coisas? Por que se “alimentam” eles desse sangue oferecido, como se fosse um tributo se já são “donos” de tudo? Perguntas sempre incômodas essas, das quais muitos se esquivam para não responderem!
Arte suméria representando Inanna, deusa-mãe. 

Note-se as corujas como mascotes ao lado do personagem
(lembrando as bruxas e mitos imemoriais acerca de Lilith e das “mães ancestrais” dos iorubá, as Yiamí Oshorongá.

Fato é que as entidades que se servem dos seres humanos como “cavalos” (médiuns) necessitam desse sangue de vítimas imoladas, sejam elas irracionais ou humanas, para ter poder, manter sua vitalidade e sustentar sua manifestação junto aos corpos físicos quentes dos seres humanos. Por isso é que sempre bati na tecla de que as entidades astrais (espíritos, orixás, exus, gnomos, sacis e a puta que o pariu) não passam de seres reptilianos se servindo da raça humana como gado a ser engordado e abatido. Somos um cultivo autossustentável de energia vital a assegurar-lhes domínio sobre os seres da 3a. dimensão a partir da 4a..

Como eu já havia exposto em outra oportunidade, sendo o ser humano atual apenas um robô biológico, híbrido de réptil e primata, e tendo seu DNA virado lixo controlável, nós não passamos de >gado, na mais pura acepção da palavra. Comida, repasto, motivos de risos e palhaços de um Circo mambembe planetário: é nisso que nos tornamos.

Desde a mais remota antiguidade, os sacrifícios humanos são praticados para a obtenção do adrenocromo (além do sangue derramado através de uma secção da jugular). Entre os maias da América Central, por exemplo, era conhecido como ch’luel, como bem me apontou meu novo amigo Dinarte Araújo Neto em uma postagem no Soberano Grupo Divergente (nosso Grupo no Facebook).

Os maias costumavam operar sacrifícios humanos aos “deuses”, cujas vítimas eram, geralmente, reis e guerreiros inimigos, que eram queimados vivos, esfolados, decapitados, enterrados vivos ou tinham seu coração, ainda batendo, arrancado através de uma incisão no lado esquerdo do peito. Os druidas celtas também operavam sacrifícios humanos, geralmente por incisão torácica ou no pescoço, para oferecimento do sangue da vida aos seus “deuses”. Pierre Verger, o mais conhecido cronista especializado em tradições africanas no Brasil, relatou como eram feitos os orós de vítimas oferecidas a Elegba (conhecido como o orixá Exu, no Brasil)3.

O produto é extraído da base da nuca ou do sangue e é servido às entidades acopladas aos corpos dos sacerdotes e de outros “cavalos”. Quanto mais terror e medo impõe-se à vítima, mais o sangue produzirá o tal “ouro” dos vampiros, uma espécie de “elixir da longa vida” dos répteis. Quanto maior o sofrimento e dor, mais o corpo inunda-se de adrenalina e, por conseguinte, de seus subprodutos.
Conjunto de estátuas hindus, tendo, ao centro, a deidade Kali, deidade sugadora de sangue e esposa de Shiva, considerada “mãe universal” (Templo Sri Veeramakalimman, Singapura).

Na verdade, os Reptilianos não procuram impor-nos terror pelo terror, porque valemos nada, absolutamente nada, para eles. Valemos tão pouco diante deles que nosso sofrimento não lhes serve para nada, além do fornecimento de sua droga, que lhes traz vitalidade, temperatura adequada para permanecerem presentes na 3a. dimensão por mais tempo e, claro, o prazer erótico de reafirmar seu poderio. Logo, eles não sentem prazer em ver uma criança ser estuprada, espancada, torturada e degolada, pois o que lhes vale é a droga que ela lhes fornece, não o “grito histérico e irritante de um filhote do gado humano”.

Sexo e medo: Fontes de Poder?
Sexo é poder. Medo é escuridão. Simples assim. Ambos são usados como formas de reprimir o desenvolvimento da psique humana, além de que, quando alimentam vícios, contribuem para degenerar a estrutura fisiológica do ser humano. Quando deixamos que nossas relações humanas sejam infiltradas pelo medo da perda ou pela angústia do sexo, como que segurar areia entre os dedos, somos enfraquecidos e temos nossas faculdades mentais confundidas.

A ejaculação masculina de sêmen, se não voltada à procriação, deveria ser controlada ou mesmo, se possível, evitada. Ela causa imenso desperdício de energia vital, drenada por vampiros astrais. Uma relação puramente humana deveria mesmo ser se pautar pela contenção e adormecimento das paixões instintivas, o que tiraria boa parte da influência que os répteis têm sobre os seres humanos. Nisso, os teólogos católicos sempre acertaram em cheio.

No entanto, num mundo onde a ansiedade é estimulada em forma de diversão e o desperdício (ostentação) é tido como sinal de status, entregamos, de forma ingênua (senão, mesmo, indolente) nosso ouro aos vampiros. Com vícios de toda ordem, todos estes visando o nosso enfraquecimento físico e a obliteração de nossa faculdade racional, adoecemos mental e fisicamente, sucumbindo envenenados à degradação e à perdição.

Perspectivas de combate às Trevas
Todos têm, na ponta da língua, estratégias variadas para combater o domínio que as forças trevosas exercem sobre a humanidade. Não pode-se perder de vista, entretanto, que:

Nossa raça humana é híbrida e herdou, em sua composição genética, elementos radicais (ou seja, de raiz) da raça reptiliana;

Eles controlam, há milhões de anos, a evolução de quase todas as espécies vivas deste planeta, especialmente a da subespécie humana;

A sociedade humana, em seu topo (Elite), é controlada por elementos não humanos.

Portanto, devemos mirar naqueles ingredientes do problema que tornam a sopa humana desejável aos nossos “deuses” vampiros e corrigi-los. Obviamente, isso pode gerar uma reação violenta de nossos “donos”, tais como extinção em massa por desobedecermos a “Deus”. Afinal, estamos em seus domínios (sim, este planeta é colônia penal dos dragões reptilianos).

Eis algumas sugestões para que comecemos a nos desvencilharmos do domínio dos lagartos:

Falar menos, ouvir e trabalhar mais (em silêncio);

Disciplinar o sono, evitando a vigília na madrugada e/ou o ócio em demasia;

Evitar o consumo de bebidas alcoólicas, gaseificadas e café (mínimo possível), dando preferência à água pura e a chás de folhas colhidas no mesmo dia;

Se você for homem, contenha a ejaculação o quanto for capaz, evitando o desperdício de sêmen pelo sexo casual, sem vínculos afetivos ou pela masturbação recorrente;

Se você for mulher, não mantenha relações sexuais durante a menstruação, também evitando a masturbação (para que não se torne uma vaquinha dos répteis);

Não alimentar o medo, agindo sempre de acordo com a sua Consciência e evitando o estresse causado pelas dúvidas prolongadas (o que causa dispersão de energia e inércia mental).

NOTAS

1 Smythies, J. (2002). The adrenochrome hypothesis of schizophrenia revisited. Neurotoxicity Research. 4 (2): 147–150.
2 Hoffer, A. Osmond, H., Smithies, J. (1954). Schizophrenia: a new approach. Journal of Mental Science #100.
3 Pierre Verger (1999). Notas sobre o culto aos orixás e voduns na Bahia de Todos os Santos, no Brasil, e na antiga costa dos escravos, na África. São Paulo: edUSP, 1999.
Fonte

Veja o Vídeo:
AUTOR: EXTRATERRESTRE ONLINE

BASE ALIENÍGENA EM YELLOWSTONE, RELATO DE CONSTANTES AVISTAMENTOS NO LOCAL

Em Yellowstone existe histórias sobre avistamentos de naves extraterrestres contadas também pelos antigos nativos da região.

Uma das histórias contadas pelos índios Idaho, descreveu o encontro com uma grande nave que pousou no parque e sequestrou um grande búfalo.

Eles avistaram seres com cabeças grandes e enormes olhos negros.

Yellowstone seria um dos locais onde existe um grande número de avistamento de objetos voadores não identificados.

Veja o Vídeo:

AUTOR: EXTRATERRESTRE ONLINE

domingo, 29 de abril de 2018

A HISTÓRIA BRUTAL E QUASE ESQUECIDA DA ERA DE LINCHAMENTOS DE NEGROS NOS EUA

Em 2005, o Senado dos Estados Unidos pediu desculpas por não ter aprovado uma legislação proibindo linchamentos GETTY IMAGE

* ATENÇÃO: ESTA REPORTAGEM CONTÉM CONTEÚDOS PERTURBADORES.

Em 1904, o afro-americano Luther Holbert foi amarrado a uma árvore em Doddsville, no Estado americano do Mississippi, por uma multidão que o acusava de matar um fazendeiro branco. Naquela época, os Estados Unidos viviam um período de violência e segregação raciais.

Junto de Holbert, também presa a uma árvore, estava uma mulher - acredita-se que era sua esposa. Ambos foram obrigados a erguerem as mãos. Em seguida, seus dedos foram cortados um a um, e depois jogados para a multidão, como uma espécie de souvenir macabro. Suas orelhas também foram cortadas.

Além disso, os dois foram espancados. Uma espécie de saca-rolhas foi usada para fazer buracos em seus corpos e retirar pedaços de suas carnes. Finalmente, Holbert e a mulher foram jogados em uma fogueira e morreram queimados.
A tortura e o assassinato de Holbert e da mulher desconhecida foram assistidos por uma multidão de homens, mulheres e até crianças, todos brancos. Enquanto presenciava o linchamento, o público comia ovos recheados e bebia limonada ou uísque, com a mesma atitude tranquila de quem está fazendo um piquenique.

Este episódio de linchamento brutal está longe de ter sido o único nos Estados Unidos. Entre 1877 e 1950, 4,4 mil pessoas foram linchadas no país, segundo registros da Iniciativa por uma Justiça Igualitária (EJI, na sigla em inglês), uma organização não governamental. A grande maioria delas eram pessoas negras.

É o que os historiadores chamam de "era dos linchamentos". Não era uma forma de fazer justiça pelas próprias mãos. Tratava-se, na verdade, de crimes raciais.
Mais de 4,4 mil afro-americanos morreram durante a 'era dos linchamentos' GETTY IMAGES

Linchamentos foram anunciados nos jornais da época

A "era dos linchamentos" se estendeu até meados do século 20. Seu ápice foi entre 1890 e 1930, explica Stewart Tolnay, professor de Sociologia da Universidade de Washington.

Em alguns casos, inclusive, eram publicados anúncios nos jornais, convocando as massas para participarem. "Três mil pessoas vão queimar um negro", dizia uma notícia do New Orleans State, de 1919. "John Hartfield será linchado por uma multidão de Ellisville às 5 da tarde de hoje", falava o Daily News de Jackson, Mississipi, do mesmo período.

"Os casos em que os linchamentos foram anunciados nos jornais são poucos, ainda que tenham resultado em algumas das maiores multidões. Mais frequentes foram os casos em que massas pequenas detinham e linchavam alguém, a quem acusavam de ter cometido um tipo de crime. Eram eventos rotineiros e silenciosos", indica Tolnay, que publicou dois livros e diversos artigos sobre o tema.

O fato de estas mortes poderem ser anunciadas na imprensa, com antecedência, demonstra que não se tratava de ações impulsivas executadas por uma turba exaltada. Havia um planejamento. Some-se a isso que era muito raro que os linchadores fossem julgados.

A EJI destaca que as mortes não eram resultado da ação de uns poucos extremistas, mas sim atos públicos violentos que contavam com a participação de toda uma comunidade. Além disso, eram toleradas pelas autoridades e os responsáveis não enfrentavam nenhum tipo de consequência legal.

"Os linchamentos eram atos de violência racial que estavam no centro de uma campanha sistemática de terror que perpetuava e respaldava uma ordem social injusta. Estes linchamentos eram terrorismo", aponta a organização em seu informe.
Público de um linchamento de afro-americanos em Indiana, em 1930 GETTY IMAGES

De supostos crimes ao simples fato de esbarrar em brancos

A maior parte de vítimas de linchamentos era negra. Entre 1882 e 1889, a proporção era de 4 negros para cada branco. Posteriormente, entre 1890 e 1900, aumentou para 6 negros para cada branco. Depois disso, chegou a 17 para 1.

Segundo o estudo da EJI, cerca de 30% dos afro-americanos linchados foram acusados de homicídio. Outros 25% foram acusados de agressão sexual. "A definição de violação sexual de um negro a uma branca no Sul dos Estados Unidos era incrivelmente ampla. Não era necessário o uso da força, porque a maior parte dos brancos rechaçava a ideia de que uma mulher branca poderia consentir uma relação sexual com um negro", considera a organização.

Outras centenas de negros perderam a vida acusados de provocar incêndio, praticar roubo ou simplesmente por "vadiagem".

Havia acusações mais banais. Segundo o estudo da EIJ, o afro-americano Jesse Thornton foi linchado em Luverne, Alabama, em 1940 por ter se referido a um policial pelo nome, e não por "senhor". Já em 1916, Jeff Brown foi linchado em Cedarbluff, Mississipi, por tropeçar acidentalmente em uma jovem branca enquanto corria para pegar o trem. O soldado Charles Lewis foi linchado em 1918, em Hickman, Kentucky, por se negar a esvaziar os bolsos enquanto estava vestindo seu uniforme militar.

O professor Stewart Tolnay aponta que os linchamentos não eram uma forma de justiça popular frente a um sistema de justiça oficial que não funcionava.

"Havia um sistema penal perfeitamente adequado que podia lidar com os delinquentes, fossem eles brancos ou negros. O linchamento dos negros tinha um objetivo diferente: deixar uma mensagem muito clara para a comunidade negra de que havia limites para sua ascensão social", afirma Tolnay.

Já os brancos que eram linchados costumavam fazer parte de uma camada marginalizada da sociedade, explica Tolnay. Eles "nunca eram linchados pelos motivos banais pelos quais os negros eram mortos. Além disso, não costumavam sofrer torturas", afirma Tolnay.
Depois da Primeira Guerra Mundial, os linchamentos recomeçaram pela ação de grupos supremacistas, como a Ku Klux Klan GETTY IMAGES

Negros foram privados de direitos

A "era dos linchamentos" teve seu epicentro no Sul dos Estados Unidos. Se iniciou depois do fim da Guerra Civil americana e da declaração formal de fim da escravidão, em 1863. Para os pesquisadores, não se trata de coincidência.

"Depois da Guerra Civil, cerca de 4 milhões de escravos negros se tornaram livres e passaram a competir com os brancos (por empregos) nas economias dos estados do Sul", explica Tolnay.

"Os negros foram ameaçados até que ficaram completamente privados de direitos de participação política, por volta do ano 1900, e o Sul ficou governado pelo sistema de castas raciais, no qual havia uma clara linha de separação entre a 'raça branca superior' e a 'raça negra subordinada'".

"Os brancos ricos eram a elite e os brancos pobres usavam o linchamento para reforçar esse sistema de castas raciais e reduzir as probabilidades de ascenção social dos negros do Sul", acrescenta.
Afro-americanos fugiram do Sul para o Norte

Os linchamentos foram uma das causas da migração massiva de cerca de 6 milhões de afro-americanos do Sul para o Norte dos Estados Unidos, entre 1915 e 1970. No Norte, se estabeleceram em guetos.

Essa redistribuição da população reduziu a disponibilidade de mão-de-obra barata no Sul, algo que segundo Tolnay pode ter convencido as elites do Sul sobre a necessidade de mudanças.

"Os linchamentos se converteram em algo vergonhoso para o Sul, à medida que a economia se desenvolvia. A elite branca tentava atrair capitais externos, então precisava mudar a imagem do Sul. Essa era uma prática brutal, espantosa e desumana, que não ajudava", assinala o professor.

Deste modo, o fenômeno foi se reduzindo até acabar. Mas sem que, segundo a ONG EJI, houvesse um processo de reconhecimento da brutalidade do passado e de reconciliação, como ocorreu na Alemanha com relação ao Holocausto ou na África do Sul sobre o apartheid.
Depois da abolição da escravidão, em 1865, aumentaram os ataques racistas contra os afro-americanos GETTY IMAGES

Monumento para lembrar as vítimas

Apesar de ser uma parte importante da história dos Estados Unidos, a "era dos linchamentos" é pouco conhecida. Para mudar isso, em 26 de abril, foi inaugurado o Monumento Nacional pela Paz e Justiça em Montgomery, no Estado americano do Alabama.

"Diga o nome de um afro-americano linchado entre 1877 e 1950? A maior parte das pessoas não conhece nenhum. Milhares de pessoas morreram, mas não se pode nomear uma sequer? Por quê? Porque não temos falado sobre isso", comentou Bryan Stevenson, fundador da EJI, sobre o motivo por trás da criação do Monumento.

O Monumento espera apresentar para o público o contexto da história do terror racial nos Estados Unidos, com o uso de recursos artísticos. Além disso, foram criados mais de 800 memoriais de aço de cerca de 2 metros de altura, um para cada condado dos Estados Unidos onde afro-americanos foram linchados. Neles, estará grafado o nome das vítimas.

Cada um desses monumentos tem uma réplica, que a EJI espera entregar para as regiões correspondentes. A ideia é que as esculturas sejam expostas nos próprios locais, recordando as histórias de linchamento.

Para os responsáveis da EJI, o número de regiões que solicitarem o envio dessas réplicas será um indicador de quanto se avançou no caminho da verdade e da reconciliação.

AUTOR: BBC

sexta-feira, 27 de abril de 2018

SAIBA QUEM ERAM OS 3 AMIGOS DISSOLVIDOS EM ÁCIDO, EM CRIME QUE CHOCOU O MÉXICO

Salomón Aceves, Marco García e Daniel Díaz foram assassinados por bandidos de um cartel de drogas de Jalisco ao serem confundidos com membros de facção rival quando voltavam de uma filmagem para a universidade

A divulgação de detalhes sobre o assassinato de três estudantes de cinema no Estado de Jalisco, no oeste do México, chocou novamente o país, que já tem mais de 200 mil homicídios registrados na última década.

Javier Salomón Aceves, Marco García e Daniel Díaz foram sequestrados (em 19 de março), mortos e tiveram seus corpos dissolvidos em ácido por membros de um cartel de drogas, o Jalisco Nova Geração (CJNG).

Os três estudantes voltavam para casa depois de concluir um projeto da faculdade nos arredores de Guadalajara, a segunda maior cidade do México, quando foram interceptados pelos criminosos.

Eles teriam sido confundidos com membros de um grupo rival da CJNG, de acordo com a investigação da Promotoria de Jalisco.

A BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, conta o que se sabe sobre esses três estudantes assassinados e o que esse crime diz sobre a situação da violência no país.
O desaparecimento dos três estudantes de cinema, que após um mês revelou-se foram assassinados cruelmente, gerou manifestações em cidades do México Javier Salomón Aceves Gastélum/AFP

Javier Salomón Aceves Gastélum
Javier Salomón Aceves Gastélum, conhecido como "Salo", tinha 25 anos e era da cidade de Mexicali. Ele estudava cinema na Universidade de Meios Audiovisuais de Guadalajara.

Sua irmã Michelle escreveu uma mensagem na página que ele tinha no Facebook. Ela o descreveu como uma pessoa muito dedicada, apaixonada pela cinematografia.

"Me deixa triste que tenham interrompido assim seus sonhos. Eu sei que você tinha um futuro, dava para ver como você segurava sua câmera, como dirigia", escreveu ela.

"Havia cores em você, uma luz que brilhava em seus olhos com tantas ideias e imaginação que você tinha, você nunca estava em branco."

Outra de suas paixões era tocar bateria.

Ele tocava com uma banda chamda Betray Me, que também publicou uma mensagem de despedida: "Até sempre, irmão. Você sempre viverá em nossos corações, você foi e será parte essencial deste projeto".

Marco Francisco García Ávalos
Marco Francisco García Ávalos era de Tepic, a capital do estado de Nayarit, e tinha 20 anos.

Ele estava terminando o segundo semestre da faculdade de cinema. Segundo colegas ouvidos por jornais de Jalisco, sua especialidade até então era a edição de vídeo e o gerenciamento de programas de pós-produção.

"Seu sonho era ser o melhor diretor e ninguém duvidava disso, porque todos sabíamos o quão talentoso ele era e o dom que tinha para se comunicar com as pessoas", disse a amiga Aylin Michelle ao jornal El País.

Ela também o descreveu como o garoto que "dava diversão" aos encontros dos amigos.

Jesús Daniel Díaz García
Daniel Díaz gostava de futebol e compartilhava no YouTube vários dos vídeos que fazia DANIEL DÍAZ/CAAV

Jesús Daniel Díaz García, também de 20 anos, era originalmente da cidade de Los Cabos, no Estado de Baixa Califórnia do Sul.

Ele frequentemente compartilhava seus trabalhos audiovisuais em uma plataforma da universidade.

Díaz García também gostava de jogar futebol. Quando foi sequestrado, usava muletas por conta de uma lesão que sofreu jogando futebol.

Seus colegas se lembram dele por sua alegria e por ser uma pessoa muito calma.

"Fazíamos os trabalhos da faculdade juntos, nos encontrávamos em minha casa para fazer vídeos, para escrever roteiros", disse uma colega ao jornal Mural.

Vários dos vídeos que os três estudantes fizeram juntos foram compartilhados pelo YouTube.

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O que esse crime diz sobre a situação no país?

O governo de Enrique Peña Nieto começou com índices de criminalidade em queda, em contraste com as altas taxas de homicídios durante a gestão de Felipe Calderón.

Segundo analistas consultados pela BBC Mundo, essa queda gerou a percepção errônea de que a segurança no país estava melhorando.

No entanto, Pienã Neto, que termina o seu mandato de seis anos agora em 2018, terá a mais alta taxa de homicídios durante uma gestão presidencial desde que os registros oficiais começaram, em 1997.

Para o acadêmico e especialista em segurança nacional Javier Oliva, da Universidade Nacional Autônoma do México, o caso dos três estudantes mortos em Jalisco é "um sintoma de como a violência no México está longe, muito longe de ser controlada".

O tipo de violência usada contra Salomón, Ávalos e Díaz reflete os níveis de crueldade que organizações criminosas atingiram, diz o acadêmico.

"Isso nos lembra de como a crueldade extrema e desumana tem aumentado, se é que a crueldade pode ser categorizada de qualquer outra forma", diz ele.
Especialistas alertam para o aumento da crueldade nos crimes no México e para a vulnerabilidade dos jovens AFP

Por sua vez, Francisco Rivas, diretor do Observatório Nacional do Cidadão, uma ONG que monitora os índices de insegurança no país, aponta que esse tipo de crime expõe a falta de controle que o governo tem sobre o território mexicano.

Neste caso, os estudantes universitários realizavam um projeto da universidade e foram sequestrados em Tonalá, um município de Guadalajara, a segunda maior cidade do México.

"Se há algo que expõe a fraqueza do Estado são os desaparecimentos, porque onde há desaparecimentos o Estado não controla o território", diz Rivas à BBC.
A Procuradoria de Jalisco informou nesta semana detalhes sobre o assassinato dos três alunos GETTY IMAGES

O governador de Jalisco, Aristóteles Sandoval, havia solicitado um prazo de 15 dias para se resolver o desaparecimento dos jovens, mas a investigação levou 34 dias para ter seus resultados apresentados.

Para Rivas, "o Estado é incapaz de ter uma resposta rápida e pronta, há debilidade para se investigar crimes, há uma violação dos direitos dos cidadãos e falta de acesso à verdade e à justiça para as pessoas".

Por que os jovens?

Como indicam dados do Instituto Nacional de Estatística e Geografia do México, entre as cerca de 210 mil vítimas de homicídios ocorridos de 2007 a 2016, mais de 107 mil eram pessoas de 15 a 34 anos.

E, em média, para cada mulher que foi morta, oito vítimas eram homens.

Embora parte desses números se explique pelo fato de a maior parte da população mexicana ser jovem, o diretor da ONG também aponta para condições sociais e econômicas.
Um dos acusados de matar os três estudantes é um jovem de 20 anos, identificado pelas autoridades como Omar N.

"Os jovens estão mais expostos ( à violência) em seu cotidiano", diz Rivas, porque além de sofrerem com a falta de respeito a seus direitos humanos, também carecem de espaços para estudo e trabalho.

"Eles podem entrar no tráfico de drogas ou no crime organizado porque é o mercado que mais facilmente os recebe, onde há potencialmente mais renda do que em um mercado de trabalho legal. Mas também há aqueles que entram porque são forçados a isso", diz ele.

Além dos homicídios, registros oficiais indicam que das 34 mil pessoas desaparecidas no México, 35% têm menos de 29 anos de idade.

Em uma declaração incomum e feita conjuntamente na quarta-feira, 25, a Universidade Autônoma do México e a Universidade de Guadalajara, disseram que "não é possível continuar assim". No texto, dizem que cada assassinato de um jovem representa uma investigação fracassada, uma família quebrada e uma esperança perdida.

"A escalada da violência e a impunidade desenfreada estão presentes em todos os cantos da nossa nação", diz o comunicado. "Exigimos ações imediatas para parar e erradicar essa violência a qual todos nos ressentimos e a qual não merecemos."
Manifestante segura cartaz dizendo 'Estão desaparecendo com a gente' em protesto contra o desaparecimento dos universitários EPA

AUTOR: BBC

domingo, 22 de abril de 2018

A LEGIÃO FANTASMA

"Poderiam soldados mortos de uma forma misteriosa em um passado distante, voltar com um objetivo obscuro?".

O relato a seguir descreve esse macabro acontecimento!

Em uma noite no mês de setembro de 1974, o escritor A. C. McKerracher decidiu fazer um intervalo em seu trabalho e saiu de casa para respirar um pouco de ar fresco.

McKerracher e a família acabavam de mudar-se para uma casa nova, no alto de um morro, na pequena cidade de Dumblane in Perthshire, Escócia [Coordenadas GPS: Latitude / Lontigude = 56°11'18.71"N, 3°57'41.10"W].

A noite estava clara e úmida, e a cidade, a seus pés, coberta pela neblina.

De repente, o silêncio foi quebrado pelo que lhe pareceu o ruído do movimento de um grande grupo de pessoas atravessando os campos.

Imaginando que devia estar tendo alucinações pelo excesso de trabalho, McKerracher decidiu entrar.

Mas, vinte minutos depois, intrigado pelo que poderia estar acontecendo, saiu outra vez e descobriu que os ruídos estavam mais altos e mais próximos do que antes.

Dessa vez parecia que poderosa legião marchava do outro lado das casas daquela rua.

- Fiquei pregado no chão, enquanto pessoas que eu não podia ver passavam por mim - recordou ele.

- Os caminhantes deviam ser milhares de pessoas, pois o ruído dos passos prosseguia sem parar.

Nessa altura, já temendo pela sanidade mental, McKerracher resolveu voltar para dentro de casa e foi diretamente para a cama.

Uma semana depois, quando visitava um casal idoso que morava perto, ele ouviu uma estranha história.

- Tarde da noite, na semana passada, nosso gato e nosso cachorro acordaram abruptamente e passaram a agir de maneira esquisita, os pêlos eriçados - narrou o velho.

- Parecia que eles estavam vendo alguma coisa que atravessava os campos, durante uns vinte minutos.

Os animais aparentavam estar com muito medo.

McKerracher não lhes contou nada sobre a própria experiência.

Contudo, o curioso comportamento dos animais ocorreu exatamente no mesmo horário em que ouvira a legião invisível, uma semana antes.

Em busca de explicação, ele logo descobriu que uma antiga estrada romana tomava o rumo norte passando bem por trás das casas do outro lado da rua.

Além disso, no ano 117, uma legião de elite havia sido despachada para aquela área, para reprimir uma revolta tribal na Escócia.

A legião, conhecida como IX Hispania Legion, era formada de 4 mil homens.

A legião era chamada também de "Unlucky Ninth", pois, no ano 60, homens da IX Hispania açoitaram a rainha Boadicea, da tribo Iceni da Inglaterra, e abusaram sexualmente de suas filhas.

Boadicea jurou maldição eterna contra eles e, posteriormente, liderou uma revolta que causou muitas baixas na legião.

A IX Hispania Legion reagrupou-se, porém nunca mais voltou a ser a mesma.

Sua marcha para o interior da Escócia terminou misteriosamente.

Ela desapareceu sem deixar vestígios, logo depois de passar por uma região que, alguns séculos mais tarde, viria a chamar-se Dunbíane.

Em outubro de 1984, McKerracher, que não voltou a ouvir aquele estranho ruído e mudou-se para a parte mais antiga de Dunbíane, fez palestra sobre a história local em um clube de senhoras.

Após a palestra, Cecília Moore, membro do clube, procurou-o para dizer que talvez também já tivesse ouvido o fantasma do exército romano.

Acontece que ela morava do outro lado da rua, perto da antiga casa do escritor.

- Uma noite, quando eu estava colocando o gato para fora, ouvi o que me pareceu um exército marchando exatamente sobre meu jardim - informou ela.

McKerracher então concluiu que o incidente ocorrera naquela mesma noite, e no mesmo momento em que ele ouvira os estranhos passos de soldados.

"Estou convencido", escreveu ele, "de que o que ela e eu ouvimos - e o que os animais de meus vizinhos viram - foi a condenada IX Hispania Legion marchando para seu terrível e desconhecido destino, quase 2 mil anos antes."

AUTOR: ALÉM DA IMAGINAÇÃO

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