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MUNDO REAL 21 - ÚLTIMAS NOTÍCIAS

terça-feira, 10 de setembro de 2019

CONHEÇA 7 FATOS SOBRE MARY BELL, A SERIAL KILLER DE APENAS 11 ANOS

Imaginar que alguém saia matando outras pessoas deliberadamente e consciente disso é difícil de compreender. A maioria das pessoas repudia o ato e as convicções morais as fazem ver tal ato como algo inimaginável de se fazer.

E se já nos chocamos com um adulto que comete tais crimes, o choque é maior ainda quando a pessoa que comete esses assassinatos é uma criança.

Para alguns filósofos a violência, incluindo assassinato, é a norma e um pano de fundo constante sendo a paz um fenômeno raro.

A jovem assassina Mary Bell cometeu seus crimes quando tinha apenas 11 anos e listo agora alguns fatos sobre a jovem serial killer.

1 - Infância
Mary Flora Bell nasceu em 1957, em Newcastle, na Inglaterra. Ela morava em Scotswood que era uma área da classe trabalhadora. E assim como toda cidade de pequena, todas as pessoas se conheciam. 

O ambiente em que a menina cresceu era bastante difícil e todos lutavam por sobrevivência do jeito que conseguiam.

2 - Abuso
A menina foi vítima de abuso em casa, desde negligência dos pais e até mesmo violência sexual. 

O pai de Mary Bell estava fora de casa com um frequência grande e sempre a deixava com qualquer parente ou amigo quando não estava. A mãe da menina tentava sustentar a família se prostituindo, o que fazia com que ela também ficasse ausente por muito tempo e além disso ela era alcoólatra.

3 - Violência
A mãe de Mary se especializou no papel de dominadora e outros papéis de BDSM onde ela misturava violência com sexo. 

E essa mistura pode ter ajudado a moldar a cabeça da jovem serial killer. E o que direciona se uma criança será vítima ou se tornará violenta é o que ela viveu em casa. 

E segundo a família de Mary, sua mãe tentou matá-la algumas vezes e a própria Mary teria tomado pílulas para ter uma overdose.

4 - Prostituição
Logo, Mary foi submetida à prostituição e agressões sexuais. Ela era uma pré-adolescente que se prostituía para sustentar a família e atendia clientes desde que se lembrava. 

E vários serial killers têm origem em agressões sexuais e prostituição, como por exemplo Robert Maudsley, o Hannibal Lecter da vida real. E os crimes também têm um componente sexual, seja excitação ou raiva.

5 - Martin Brown
Um dia antes de Mary fazer 11 anos, no dia 25 de maio de 1968, o menino de quatro anos Martin Brown foi encontrado em uma casa abandonada. 

Ele tinha saliva e sangue no rosto. Primeiramente, a polícia achou que o garoto tivesse morrido por acidente, mas depois das investigações eles viram que o menino tinha sido assassinado por estrangulamento. Mary Bell agiu sozinha matando Martin.

6 - Brian Howe
Depois de assassinar Martin Brown, Mary Bell não tinha terminado. A outra vítima que ela faria era Brian Howe de três anos de idade, dois meses depois do assassinato do Martin Brown. 

Mas ela não agiu sozinha, sua parceira Norma Bell queria tentar matar. No dia 31 de julho de 1968, elas mataram essa criança também por estrangulamento.

7 - Cena do crime
Depois do crime, ela voltou à cena do crime, como muitos serial killers, provavelmente para reviver a experiência. Quando ela estava lá, ela mutilou o corpo de Brian cortando sua coxa.

Uma tesoura foi achada ao lado do corpo. Ela também usou uma navalha para esculpir um M na barriga da criança, mutilou seu pênis.

FONTE: Listverse
Imagens Veracidad channel Fabiana bertotti Wallhere Murderpedia Murderpedia Murderpedia Listverse

AUTOR: MUNDO REAL 21

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

SUICÍDIO NOS EUA: O 'PACTO DO SILÊNCIO' QUE ESTÁ MATANDO POLICIAIS

David Betz (à esq.) com o pai, Dave Betz - DAVE BETZ

A morte de nove policiais de Nova York neste ano levou familiares, policiais e políticos a procurarem culpados. Mas o suicídio é um problema mais profundo, enraizado na cultura policial. O que há por trás dessa situação?

Enquanto acelerava o carro em uma manhã fria e cinzenta de fevereiro, o coração de Dave Betz estava disparado. Como policial havia 32 anos, ele estava acostumado a perseguições de carros.

Mas, naquela manhã, ele era um pai procurando por seu filho. Dave recebeu uma ligação no início da manhã com o recado de que seu filho David, de 24 anos e também policial, não havia aparecido para o seu turno de trabalho.

Depois que ele desligou o telefone, abriu a porta do quarto do filho, onde encontrou o suporte da arma - mas sem a arma dentro.

"Liguei para meus colegas, dizendo: 'não tenho um bom pressentimento sobre isso'".
Ao atravessar o estacionamento vazio do Boston Sports Club, Dave viu o carro do filho, com as janelas embaçadas, escondido em um canto distante, atrás de um imponente prédio de concreto. Enquanto caminhava para a parte da frente do carro, o treinamento policial veio à mente.

"O raciocínio de um policial - luta ou fuga - surgiu como reação", disse ele. "A morte é algo que ninguém gosta de ver. Você simplesmente não quer ver, sabe? Você precisa, mas é o membro da família de alguém."

"Ele estava dentro do carro dele, sentado, com o telefone no colo. E eu sabia, sabe? Mas eu não queria saber", diz ele, enquanto sua voz baixa.

Tocava música country no rádio do carro quando Dave, vestido com calça de pijama e camiseta, viu que o filho estava morto.

David Betz morreu em consequência de tiro disparado por ele mesmo, sem deixar nenhuma explicação sobre o que o levou a isso, diz o pai. Ele está entre centenas de policiais nos Estados Unidos que tiraram suas próprias vidas e deixaram uma série de perguntas sem respostas.

"Eu sempre pensei que era capaz de perceber as coisas e saber se alguém precisa de ajuda", diz Dave. "Mas eu não consegui ver isso no meu filho, sabe. Isso me entristece".
No estacionamento onde encontrou o filho, Dave mostra uma foto deles juntos - DAVE BETZ

Um estudo de 2018 mostrou que mais policiais morreram por suicídio do que exercendo sua atividade profissional nos Estados Unidos. Os pesquisadores dizem que os policiais correm um risco maior de suicídio do que em qualquer outra profissão, devido a uma combinação de fatores: estresse intenso, pressão para ocultar sofrimento emocional e acesso fácil a armas de fogo.

Em cada 100 mil pessoas, 13 morrem por suicídio, quando é considerada a população geral. Mas esse número sobe para 17 em 100 mil quando são considerados apenas os policiais, segundo a Ruderman Family Foundation.

Em 2018, 167 policiais cometeram suicídio. Neste ano, foram 130 nos primeiros 8 meses, de acordo com o Blue Help, um grupo de prevenção de suicídios da polícia de Massachusetts que acompanha o tema.

Esses números consideram apenas os suicídios confirmados. Alguns especialistas da área dizem que o número real pode ser ainda maior, pois algumas famílias optam por não relatar a causa da morte ou descrevê-la como acidental.
Problema velado

Recentemente, a cidade de Nova York se tornou foco de atenção nos Estados Unidos quando se fala nesse assunto. O chefe do Departamento de Polícia de Nova York (NYPD), James O'Neill, disse, em junho, que havia uma crise de saúde mental. Na ocasião, a cidade enfrentava o suicídio de nove policiais.

"Precisamos mudar essa cultura", disse ele. "Precisamos garantir que nossos policiais tenham acesso a cuidados de saúde mental para que possam se manter bem e fazer o trabalho que desejam".

Mas a crise continuou.

Robert Echeverria, de 56 anos, morreu por ferimento a bala feito por ele mesmo em agosto, apenas um dia depois que o policial Johnny Rios, de 35 anos, cometeu suicídio.

A irmã de Robert, Eileen Echeverria, disse à BBC que entrou em contato com a área de assuntos internos do departamento policial sobre preocupações com a saúde mental de seu irmão várias vezes - sendo a mais recente em junho, antes da morte dele.

O departamento disse que investigaria, mas as armas do policial, que estava havia 25 anos na corporação, foram devolvidas a ele em dois dias. Eileen culpa o alto escalão pelo suicídio.
Chefe do Departamento de Polícia de Nova York, James O'Neill - GETTY IMAGES

"O Departamento de Polícia de Nova York está quebrado em muitos níveis. Não é o mesmo, os oficiais costumavam ser respeitados", disse ela à BBC News antes de encontrar o vice-comissário de relações com funcionários.

O Departamento de Polícia de Nova York diz que a morte de Echeverria está em investigação.

"Precisamos mudar isso", diz ela.

Cidades e estados de todo o país estão abalados por problemas semelhantes. Califórnia, Flórida, Nova York e Texas relataram pelo menos 10 suicídios policiais no ano passado, de acordo com a Blue Help.

No início deste ano, o Departamento de Polícia de Chicago, a segunda maior força do país, com 13 mil policiais, também foi forçado a enfrentar sua onda de suicídios policiais.

A tragédia levou ao lançamento de uma campanha de saúde mental, que disponibilizou o dobro do número de terapeutas disponíveis para os policiais, bem como uma campanha em vídeo mostrando oficiais experientes - incluindo o superintendente, Eddie Johnson - admitindo suas próprias lutas com a saúde mental.

O presidente Donald Trump autorizou até US$ 7,5 milhões (R$ 30 milhões) em subsídios por ano para prevenção de suicídios policiais, exames de saúde mental e treinamento, à medida que departamentos em todo o país trabalham para reduzir os números.

Mas o problema não é exclusivo dos Estados Unidos. Uma tendência semelhante está aparecendo em outros países onde os policiais usam armas de fogo.

No Brasil, só no Estado de São Paulo, 35 policiais militares tiraram a própria vida em 2018, um aumento de 84% em relação a 2017, segundo dados divulgados em fevereiro pela Ouvidoria da Polícia.

No ano passado, a França teve uma taxa de suicídio 36% maior entre a polícia do que a população em geral, e neste ano 64 policiais já se suicidaram.

Para comparação, cerca de 20 policiais tiraram suas próprias vidas no Reino Unido entre 2015 e 17, de acordo com o departamento de Estatísticas Nacionais do Reino Unido. Ao contrário da França, a maioria da polícia britânica não carrega armas.

Quase dois terços de todas as mortes por armas de fogo nos Estados Unidos são suicídios, de acordo com dados do grupo Everytown.

Embora seja menos provável que as pessoas tentem suicídio com uma arma (6% de todas as tentativas), a característica mortal das armas torna a morte mais provável. Cerca de metade dos suicídios envolvem armas de fogo.

Pelo menos seis das nove mortes na polícia de Nova York envolveram uma arma, muitas delas a própria arma de serviço.

Por que o suicídio é tão alto na polícia?

John Violanti, um veterano da polícia americana com 23 anos de experiência e professor da Universidade de Buffalo focado no estresse policial e na saúde mental, aponta a natureza do trabalho como parte da equação que leva ao suicídio. "Eles veem crianças abusadas, cadáveres, acidentes de trânsito horríveis", aponta.

"Se você tem que vestir um colete à prova de balas antes de ir para o trabalho, isso é uma indicação de que você já tem a possibilidade de ser baleado ou morto e que sua família tem a mesma probabilidade. Portanto, todas essas coisas pesam muito na mente e, com o tempo, afetam os policiais."

Mark DiBona, de 33 anos, veterano da polícia e porta-voz da Blue Help, experimentou na pele o desenvolvimento de transtorno de estresse pós-traumático no trabalho.

Ele se voluntariou a trabalhar por três semanas em Nova York, quatro dias após os ataques de 11 de setembro, e lembra que seus pesadelos começaram logo depois. Esse trauma, agravado por outras experiências - incluindo responder a um incêndio no carro com um passageiro preso dentro -, levou à sua depressão.

"Eu queria morrer. Eu me sentia um fracasso", diz ele.

Sentado no banco da frente do carro, Mark escreveu uma carta raivosa ao departamento de polícia e uma carta de desculpas para sua mãe e esposa, antes de colocar a arma na boca.

Por sorte, outro policial apareceu em seu carro para intervir antes de ele puxar o gatilho.

Mas ele - junto com muitos oficiais - acredita que uma das maiores barreiras na busca de ajuda é o estigma.

"Carregamos uma arma, carregamos um bastão, usamos um colete à prova de balas. Tudo isso para nos proteger fisicamente", diz ele. "Precisamos disso. Mas temos muito pouco treinamento quando se trata de nos proteger mentalmente".

Parte desse estigma vem da perpetuação da cultura do machismo no trabalho policial, uma noção que Janice McCarthy está trabalhando para mudar ao treinar oficiais em prevenção de suicídios e por meio de sua organização Care of Police Suicide Survivors (Assistência aos sobreviventes de suicídio policial).

O marido de Janice, Paul, se matou em julho de 2006, após 21 anos de carreira como capitão da polícia do estado de Massachusetts. Ele sofreu transtorno de estresse pós-traumático depois de três acidentes de carro.
Janice McCarthy passou os últimos 13 anos após a morte do marido defendendo o treinamento em saúde mental para os policiais

"Hipervigilância" faz parte do trabalho quando se trata de trabalho policial, diz Janice. "É esse sentimento de que você está pulando para fora da pele."

"Os policiais têm muita adrenalina... quase como usar droga", lembra ela do marido. "Mas o problema é que você não pode voltar para casa e desligar. Ele não dormia. Ele não podia realmente se envolver em uma conversa."

"Eles são cuidadores. Eles estão acostumados a cuidar de todos os outros. Ele trocava pneus furados, salvou bebês recém-nascidos prematuros. 

Ele não pôde se salvar porque ninguém lhe deu o luxo de dizer 'o que há de errado?' ou perguntar 'você está bem?'"
Paul McCarthy, marido de Janice, com o filho Christopher - JANICE MCCARTHY

Ela ajudou parlamentares de Massachusetts a elaborar um projeto de lei para exigir treinamento em saúde mental para os policiais em exercício. O projeto, após quatro anos, ainda não foi aprovado.

Mas ex-policiais e defensores da prevenção do suicídio dizem que oferecer terapia e treinamento é apenas parte da batalha.

O medo de perder sua arma

A ideia de que a identidade de um policial está ligada à sua arma é um estigma que os especialistas não conseguem decifrar.

"Uma questão sobre o trabalho policial é que quanto mais tempo você acumula de trabalho, mais ele consome sua identidade", diz Mark enquanto descreve a importância do distintivo e da arma de um policial.

Chris Prochut era o terceiro no comando em Bolingbrook, um subúrbio a sudoeste de Chicago, quando seu departamento de polícia recebeu atenção internacional devido a uma investigação de um assassinato que envolvia um oficial.

Ele foi encarregado de lidar com os repórteres, que pediam detalhes sobre o ex-sargento Drew Peterson, acusado de assassinar sua terceira e quarta esposas - a última delas ainda desaparecida.

"Eu pensei que poderia lidar com isso porque é isso que os policiais fazem. Eu posso resolver isso", lembra o agora defendor de treinamento em saúde mental e instrutor de prevenção de suicídios. "Imaginei que poderia mudar a imagem pública do nosso departamento de polícia."

Sob imensa pressão e dormindo pouco, o caso corroeu a mente de Chris.
Chris Prochut planejou seu próprio suicídio até sua esposa e colegas interromperem seu plano - CHRIS PROCHUT

"Eu chegava em casa com minha família e não queria estar com eles", lembra ele.

Por insistência de sua esposa, Chris procurou ajuda e acabou tomando remédios para ajudar a aliviar a angústia. Mas a dor não parou. Foi quando ele decidiu tirar a própria vida.

"Na minha cabeça, não havia outra opção, porque eu já tinha tentado terapia. Tentei medicação. Eles não funcionam para mim, mas posso entender isso."

Ele escolheu uma área arborizada onde queria tirar a vida, em uma cidade próxima, um movimento deliberado para que seus colegas não precisassem investigar a morte de um deles.

Quando estava com o plano definido, a esposa de Chris descobriu e interveio. Ela chamou os colegas do marido, que, no meio da noite, o levaram a um hospital para tratamento psiquiátrico.

A lei do estado de Illinois previa que Chris perdesse o porte de arma de fogo depois que fosse liberado do hospital. Aí ele acabou perdendo o emprego.

Chris e a família deixaram Illinois depois de perder a casa, mudando-se para Hartford, Wisconsin, onde agora ele trabalha na sede da rede de lojas Kohl, bem como com a polícia estadual na prevenção de suicídios.
A esposa de Chris descobriu os planos do marido de se suicidar - CHRIS PROCHUT

Desde então, as leis mudaram em Illinois, permitindo aos proprietários de armas um período de carência de 60 dias para manter o cartão de proprietário de armas de fogo enquanto um pedido de renovação é processado.

Parte do objetivo é incentivar os policiais a procurar tratamento em saúde mental sem medo de perder o distintivo - exemplo que Chris espera que possa ser seguido em outros lugares.

Mas o ex-policial também quer que sua história mostre que há vida após a polícia.

"Levei alguns anos para perceber que existe vida após o trabalho na polícia, mas você precisa estar aqui. Você precisa estar aqui para que melhore", diz ele.

"Perdi minha arma e perdi meu emprego, mas estou aqui e estou bem."
A vida continua

De volta ao cemitério em Boston, o filho mais novo de Dave, Cameron, fica perdido perto do túmulo de David, com a voz embargada enquanto luta para falar sobre seu irmão, seu herói.

Cameron usa símbolos em homenagem a seu irmão - pulseiras de prevenção de suicídio e um ponto-e-vírgula tatuado no pulso esquerdo, um símbolo usado para aumentar a conscientização sobre lutas de saúde mental e prevenção de suicídio, para mostrar que a vida continua.

"A vida para eles continua. A vida para nós continua de uma maneira diferente", diz Dave sobre outros policiais.

Grande parte da vida de Dave também é uma homenagem para seu filho. Seu escritório é cheio de imagens de David e do resto de sua família, ao lado de relíquias e lembranças com símbolos ocultos para manter viva a memória de David.

Uma imagem de nuvens sobre o túmulo do filho, no formato do número oito - o número da sorte de David - fica emoldurada ao lado das botas e uniforme de polícia que o jovem usava. Os braços de Dave estão tatuados com o número favorito do filho e uma mensagem no antebraço, feita com a letra de David, de um cartão do dia dos pais que lhe foi entregue em junho, antes de ele falecer.
Dave Betz fez uma tatuagem que reproduz mensagem deixada pelo filho no Dia dos Pais

A morte por suicídio pode deixar a familiares e amigos perguntas sem resposta sobre o que poderia ter sido feito de diferente para evitar a tragédia.

"Ser um sobrevivente do suicídio de um familiar nos faz integrar um grupo ao qual nunca quisemos pertencer", diz Janice.

"Se alguém morre por suicídio, há muitas coisas que as pessoas enxergam e elas querem encontrar sua própria idéia do que deu errado. É da natureza humana tentar descobrir algo, colocá-lo nessa caixinha e guardá-la. "

Mas, para esse grupo de sobreviventes, falar com policiais e tentar ajudá-los é uma maneira de preencher o vazio deixado pelos familiares que se mataram.

Para os policiais que escondem suas batalhas, Janice tem uma mensagem: "Se você não é policial amanhã, quem é você?"

"Você é marido? Você é pai? Você precisa ser multidimensional e precisa se cuidar emocionalmente", ela declara.

"Eu gostaria que eles soubessem que são mais que um policial e que a vida deles significa mais que esse trabalho".
Se você está deprimido e tem pensamentos suicidas, ligue para o Centro de Valorização da Vida (CVV) por meio do número 188. As ligações são gratuitas para todo o Brasil.

AUTOR: BBC

sábado, 7 de setembro de 2019

VEJA OS EXTREMOS DO CLIMA EM OUTROS PLANETAS; DE CHUVA DE DIAMANTES A MEGAFURACÕES


Podemos reclamar do clima, mas no espaço as condições podem ser extremas Foto: NASA/Getty Pictures

Muitas vezes reclamamos do clima, principalmente quando eventos extremos se tornam cada vez mais comuns aqui na Terra.

E se passássemos nossas férias lutando com ventos que chegam a 8.000 km/h ou temperaturas quentes o suficiente para derreter o chumbo?

O clima, bom ou ruim, é um elemento permanente em nosso planeta - mas lá fora, nas profundezas do espaço, pode ser ainda mais intenso. Aqui estão alguns exemplos:

Vênus infernal

Vamos começar perto de casa, com nosso vizinho Vênus, o lugar mais inóspito do sistema solar.

Basicamente, Vênus é um buraco apocalíptico. Lar de uma atmosfera densa, composta principalmente de dióxido de carbono, a pressão atmosférica em Vênus é 90 vezes maior que a da Terra.

Essa atmosfera retém grande parte da radiação solar, o que significa que as temperaturas em Vênus podem chegar a 460° C - você seria esmagado e fervido em segundos se colocasse os pés ali.

Mas se isso não parecer doloroso o suficiente, a chuva em Vênus é composta de ácido sulfúrico extremamente corrosivo, que queimaria gravemente a pele ou o traje espacial de qualquer viajante interestelar, caso chegasse à superfície.
Temperaturas extremamente quentes ou congelantes em outros planetas podem tornar a vida insuportável Foto: Getty Images

Devido às temperaturas extremas do planeta, essa chuva evapora antes de tocar o solo.

Ainda mais bizarro: há "neve" em Vênus. Não é do tipo com a qual você poderia fazer guerra de bolas de neve: esse material é composto dos restos de basalto e geada de metais vaporizados por sua atmosfera.

Netuno turbulento

Por outro lado, temos os planetas gigantes de gás, Urano e Netuno.

Este último, nosso planeta mais distante, abriga nuvens congeladas de metano e os ventos mais violentos do sistema solar.
Por causa da topografia do planeta, que é bastante plana, não há nada para diminuir a velocidade desses ventos supersônicos de metano, que podem atingir velocidades de até 2.400 km/ h.
Netuno congela nuvens de metano e os ventos mais violentos do sistema solar Foto: Getty Images
Além de poder ouvir a barreira do som quebrando, uma visita aqui também incluiria chuva de diamantes, graças ao carbono na atmosfera sendo comprimido.

Mas você não precisaria se preocupar em ser atingido por uma pedra caindo, pois já teria sido congelado instantaneamente - a temperatura média é de -200° C.

Planetas fora do sistema solar

Os exoplanetas estão localizados fora do nosso sistema solar e orbitam em torno de um sol.

Tom Louden, pesquisador de pós-doutorado na Universidade de Warwick, no Reino Unido, é uma espécie de meteorologista intergaláctico. Seu trabalho é descobrir quais são as condições atmosféricas em outros planetas.

Sua especialidade são exoplanetas, particularmente um batizado de HD 189733b.
O HD189733b, eclipsado por sua estrela, é candidato a ter o clima mais extremo conhecido em qualquer planeta Foto: Getty Images

Este mundo azul profundo a 63 anos-luz de distância é um bom candidato para hospedar o clima mais extremo conhecido em outro planeta.

Pode parecer bonito, mas suas condições climáticas são cataclismaticamente terríveis.

Com ventos de 8.000 km/ h (os mais fortes registrados na Terra têm pouco mais de 400 km/ h), também é 20 vezes mais próximo do sol do que nós, com temperatura atmosférica de 1.600 ° C - a mesma de lava derretida.

"As rochas do nosso planeta seriam vaporizadas em líquido ou gás aqui", diz Louden. E também chove vidro derretido. Lateralmente.

Há algum lugar habitável por aí?

Louden diz que existem planetas semelhantes em tamanho e massa à Terra que orbita estrelas anãs M menores, ou "anã vermelha".

Essas são as estrelas mais comuns da Via Láctea, mas se escondem nas sombras, muito escuras para serem vistas a olho nu da Terra.
Existem planetas semelhantes em tamanho e massa à Terra que orbitam estrelas menores de 'anã vermelha' Foto: Getty Images

Se esses planetas são habitáveis ​​ou não é outra questão.

Muitos desses exoplanetas estão de fato na "zona Cachinhos Dourados", que não é nem muito próxima nem muito longe do Sol. Infelizmente, é provável que muitos também estejam "ordenadamente travados" em sua estrela.

Isso significa que eles sempre têm o mesmo lado voltado para o objeto em que estão orbitando - assim como o mesmo lado da Lua sempre é virado para a Terra.
Por esse motivo, você terá um lado com luz do dia permanente e o outro, noite perpétua.

"Quando você cria modelos de computador, há ventos fortes se movendo do dia para o lado escuro", diz Louden.

"Isso é uma consequência do efeito de travamento das marés. Um lado do planeta fica muito mais quente que o outro, então ventos fortes são uma conseqüência quando o planeta tenta redistribuir o calor", diz ele.

"Qualquer água líquida do lado do dia evapora em nuvens, que são sopradas para o lado noturno, onde congelam e nevam. Você tem um lado que é deserto e outro que é ártico."
Modelos de computador mostram fortes ventos com força semelhante à de um furacão, movendo-se de um lado para o outro em exoplanetas Foto: Getty Images

Mas Louden diz que essas são apenas previsões de modelos e outros especialistas estão mais otimistas sobre a vida em exoplanetas que sofrem influência da maré.

Ingo Waldmann, professor de planetas extrasolares da UCL, disse à BBC News que, se existir uma atmosfera espessa o suficiente, a circulação do dia para a noite deve ser suficiente para impedir que a noite fique totalmente congelada.

Outros modelos sugerem que a água que evapora no ponto mais quente do dia se condensará em nuvens e formará uma cobertura permanente de nuvens no lado do dia.

Essas nuvens poderiam refletir o suficiente da radiação da estrela de volta ao espaço para diminuir a temperatura do planeta e tornar habitáveis ​​partes do dia.

Então, até encontrarmos condições habitáveis ​​fora do planeta Terra, realmente não haverá lugar como nosso lar.

AUTOR: BBC

VEJA A ESTÁTUA DE HITLER GUARDADA EM SEGREDO NO PORÃO DO SENADO FRANCÊS

O busto de Hitler foi exposto ao público durante a Ocupação em Paris GETTY IMAGES

Há 75 anos, o Senado francês mantém um segredo embaraçoso.

Escondido no porão, de paradeiro conhecido apenas por alguns poucos iniciados, está um busto de Adolf Hitler.

'Sinos nazistas' colocam igrejas no centro de polêmica na Alemanha

O livro nazista de anatomia que ainda hoje é usado por cirurgiões

Nesta semana, a existência do busto foi revelada graças a uma investigação do jornal Le Monde. Também foram achados uma bandeira nazista de 3m x 2m e vários outros documentos e itens da época da Ocupação (período da Segunda Guerra em que a França foi ocupada pelas tropas alemãs).

O repórter Olivier Faye disse que ouviu de uma fonte a informação de que uma estatueta de Hitler havia sido mantida no Senado desde o final da Segunda Guerra Mundial, quando o palácio era a sede da força aérea alemã (Luftwaffe).

Depois de muita resistência das autoridades, ele finalmente recebeu a confirmação do principal arquiteto do Senado, Damien Déchelette, que lhe perguntou: "Como você descobriu?"

Por que o busto ainda estava escondido?

A história exata de como o busto e a bandeira foram guardados nas entranhas de um edifício público tão importante permanece um mistério. Mas o resumo dos eventos provavelmente pode ser adivinhado com bastante precisão.

Em agosto de 1944, Paris estava tumultuada quando o exército alemão se rendeu às tropas do exército francês e da Resistência.
O general nazista Hugo Sperrle ocupou o escritório do palácio durante a Segunda Guerra Mundial GETTY IMAGES

No palácio de Luxemburgo, funcionários da Luftwaffe em fuga deixaram para trás um cenário de caos, com paredes quebradas e móveis em pilhas. O mesmo acontecia no prédio vizinho, conhecido como Petit Luxembourg, então residência do comandante da força aérea alemã Hugo Sperrle, e agora do presidente do Senado, Gérard Larcher.

Segundo o historiador Cécile Desprairies, para os franceses libertadores foi um momento de êxtase. "As bandeiras foram tomadas como troféus. Os prédios foram saqueados. Os libertadores levaram o que podiam. O mercado negro de mercadorias nazistas floresceu - e, de fato, ainda existe".

Em algum momento, na desordem, alguém no Palácio de Luxemburgo deve ter deixado de lado o busto de Hitler e a bandeira. Eles estavam encobertos e escondidos no porão, e o conhecimento de sua existência foi repassado ao longo dos anos entre um pequeno grupo de funcionários, depois que o prédio retomou suas funções como Senado.
Paris estava em caos quando a ocupação nazista terminou, em agosto de 1944 GETTY IMAGES

Procurados pelo Le Monde, nenhum serviço ou ex-senador se disse ciente do tesouro nazista. Mas, como afirmou uma autoridade (pedindo anonimato) do Senado a Olivier Faye, "os senadores vêm e vão". Eles não são os verdadeiros repositórios da tradição do edifício.

"Imagino que, de vez em quando, os conhecedores os vislumbrem, para se irritar um pouco", diz Olivier Faye.

O que mais sobrou da Guerra?

Menos secreto - mas ainda pouco conhecido e certamente fora dos limites para os visitantes - é um bunker subterrâneo de concreto nos jardins do Petit Luxembourg. Foi construído antes da guerra como um abrigo antiaéreo para parlamentares e foi usado possivelmente como escritório ou para armazenamento pelos alemães.

O bunker é, por si só, uma fascinante cápsula do tempo, contendo curiosidades como um "ciclomotor" para carregar baterias no caso de um blecaute, roupas de proteção de borracha para ataques de gás e um aparelho de rádio.

Há também duas relíquias militares alemãs: uma caixa contendo um aparelho de respiração e outra contendo uma lamparina a gás.

Em resposta às perguntas do Le Monde, o Senado finalmente produziu um inventário do que diz serem todos os itens alemães em sua posse. Estes também incluem um grande número de documentos e vários itens de mobiliário estampados com a águia do Terceiro Reich.

O que fazer com essa herança nazista complicada agora se tornou uma questão delicada.

O presidente do Senado, Gérard Larcher, ordenou uma investigação. Um destino provável é o novo Museu da Libertação de Paris, na Place Denfert-Rochereau, cuja peça central é o bunker de comando subterrâneo usado pelo chefe da Resistência Henri Rol-Tanguy.

AUTOR: BBC NEWS

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

MONSTRO DO LAGO NESS: ENGUIA GIGANTE PODE ESTAR POR TRÁS DO MITO

Foto acima, dos anos 1930, deu força à lenda do Monstro do Lago Ness, mas ela foi forjada com um submarino de brinquedo GETTY IMAGES

Avistado inúmeras vezes, o famoso Monstro do Lago Ness pode ser, na verdade, um tipo de enguia gigante que vive nas águas do lago escocês.

Pesquisadores da Nova Zelândia catalogaram as espécies vivas no Lago Ness e extraíram amostras de DNA da água.


Ao analisar as amostras, os cientistas descartaram que haja ali grandes animais que possam ser confundidos com o monstro.

Não foram encontradas evidências, por exemplo, de répteis marinhos pré-históricos chamados plesiossauros (que tinham 4,5 metros de comprimento e hoje estão extintos), ou de peixes enormes como o esturjão (que chega a alcançar 8 metros de comprimento) - que são algumas teorias relacionadas ao Monstro do Lago Ness.

Os cientistas também descartaram que o monstro possa ser um bagre ou algum tubarão vindo da Groenlândia, como também já foi cogitado.
Mas eles encontraram amostras de DNA de enguias europeias, que chegam às águas de rios e lagos britânicos após migrarem mais de 5 mil quilômetros, vindas do Mar dos Sargaços, perto das Bahamas - onde os animais botam suas ovas.
UNIVERSITY OF OTAGO - Neil Gemmell e sua equipe coletaram amostras da água do lago, para catalogar as espécies animais presentes ali

O objetivo principal da pesquisa não era desvendar o segredo do Monstro do Lago Ness, mas sim melhorar o conhecimento a respeito dos animais e plantas que vivem ali.

"(Mas) as pessoas adoram um mistério, e usamos a ciência para acrescentar mais um capítulo à mística do Lago Ness", afirmou Neil Gemmell, geneticista da universidade neozelandesa de Otago.

"Não encontramos nenhuma prova de criatura viva que seja remotamente parecida (a um monstro) em nossos dados de sequenciamento de DNA. Então, sinto muito, mas não acho que a teoria do plesiossauro se sustente, com base nos dados que coletamos. Tampouco há DNA de tubarão nas nossas amostras, nem de bagres ou esturjões. O que há é uma quantidade significativa de DNA de enguias, que são abundantes no lago."

Isso é suficiente, então, para concluir que o grande monstro é na verdade uma enguia?

"Bem, nossos dados não revelam o tamanho dessas enguias, mas a grande quantidade de material (genético) mostra que não podemos descartar a possibilidade de que haja enguias gigantes no Lago Ness. Portanto, não podemos descartar a possibilidade de que o que as pessoas veem e acreditem ser o Monstro do Lago Ness seja uma enguia gigante."
De onde vem a lenda do monstro

O Monstro do Lago Ness é uma das lendas mais antigas e persistentes da Escócia, que inspirou filmes, livros e programas de TV, além de sustentar uma grande indústria turística em torno do local.

A lenda sustenta que o monstro é avistado há 1,5 mil anos - o primeiro a vê-lo teria sido o missionário irlandês São Columba no ano 565 d.C.

Muito depois, em 1933, o jornal Inverness Courier reportou que uma mulher chamada Aldie Mackay disse ter visto o que seria o monstro do lago, parecido a uma baleia, enquanto as águas "se agitavam".

À época, Evan Barron, editor do jornal, sugeriu que a besta fosse descrita como um "monstro", dando início ao mito moderno do Monstro do Lago Ness.

No ano seguinte, um respeitado cirurgião britânico, o coronel Robert Wilson, afirmou ter fotografado o monstro enquanto dirigia pela costa norte do lago.

Conhecida como a "fotografia do cirurgião", a imagem foi publicada pelo jornal The Daily Mail, despertando curiosidade no mundo inteiro. Logo começou-se a especular que o "monstro" da foto poderia ser um plesiossauro, exinto há 65,5 milhões de anos.

Só que, 60 anos mais tarde, veio à tona que o "monstro" da foto era, na verdade, um submarino de brinquedo.
Uma das especulações é de que o monstro seria um plesiossauro, mas nenhum DNA da criatura foi encontrado nas águas do lago SCIENCE PHOTO LIBRARY

Até mesmo elefantes nadadores circenses foram usados como possíveis explicações para o monstro.

Em sua pesquisa sobre a criatura, o paleontólogo Neil Clark afirmou que era comum que Inverness, onde fica o lago, recebesse quermesses e circos no início dos anos 1930, e que o mais provável é que elefantes circenses devem ter se banhado nas águas do lago.

Outra teoria é que grandes troncos de árvores flutuantes tenham sido confundidos com animais.
Vigília

O mistério do monstro captura há 30 anos a imaginação de Steve Feltham, britânico que se mudou décadas atrás para essa área da Escócia para procurar a criatura marinha.

O Livro Guiness dos Recordes aponta Feltham como o mais persistente "caçador" em vigília no Lago Ness.

E Feltham não está convencido pela nova pesquisa, que sugere a enguia por trás do mito.

"Um menino de 12 anos pode confirmar que há enguias no lago, porque eu peguei enguias no lago quando tinha 12 anos", diz ele, acrescentando que ainda acredita que outra criatura seja o monstro do lago.
Há cerca de dez relatos anuais de gente que diz ter visto o Monstro do Lago Ness GETTY IMAGES

Gary Campbell, homem encarregado de registrar online os relatos de pessoas que dizem ter avistado o monstro, recebe em média 10 relatos do tipo por ano.

Ele elogiou a pesquisa neozelandesa e disse esperar que mais cientistas analisem as águas do Lago Ness.

"O Monstro do Lago Ness se tornou um ícone mundial", afirmou ele, sem acreditar que o turismo na região vá ser afetado pelas descobertas recentes.

Chris Taylor, do Escritório de Turismo da Escócia, também acredita que a lenda continuará a atrair visitantes.

"A investigação científica oferece mais informações sobre o que está abaixo (da superfície das águas), mas as dúvidas permanecem e os visitantes certamente continuarão a ser atraídos ao lago, para buscar eles mesmos suas respostas."

AUTOR: BBC

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

10 MISTÉRIOS ATERRORIZANTES, PARA VOCÊ SE ARREPIAR

Quando falamos em mistérios no que você pensa? ET de Varginha? Chupacabra? Atlântida? Pois conheça 10 mistérios aterrorizantes dos quais você, provavelmente, nunca ouviu falar e que irão dar pano para manga naquelas conversas de bar.

E se você conhecer algum mistério “não tão famoso” ou quiser relatar alguma história misteriosa da qual você foi o protagonista, sinta-se a vontade para contribuir nos comentários:

1. Shanti Deva
Em 1930 uma indiana de quatro anos disse que já tinha vivido em um lugar chamado Muttra, que ela foi uma mãe de três filhos e que morreu dando a luz. Seu nome “anterior” havia sido Ludgi. 

Como ela insistia na história, os pais de Shanti investigaram tudo e descobriram que realmente há uma vila chamada Muttra e que, recentemente, uma mulher chamada Ludgi havia morrido lá. 

Eles levaram Shanti ao local e ela começou a falar no dialeto da região, reconheceu seu ex-marido e seus filhos e confirmou alguns fatos que só Ludgi saberia. Reencarnação?

2. O gnomo aterrorizante

Tome cuidado com aquele barbudo simpático que sua mãe insistiu em colocar no jardim! 

Em 2008, um gnomo assustador foi filmado (acima você pode conferir o vídeo) por José Alvarez, um argentino que diz que a criatura estava passeando por sua cidade, a província de Salta. 

Segundo Alvarez, ele estava conversando com alguns amigos sobre pescaria e brincava com seu celular quando ele ouviu um barulho estranho, como se alguém estivesse atirando pedras. 

Quando ele avistou uma sombra, pensou que fosse um cachorro, mas depois percebeu que se tratava de um gnomo. Desde então, outros habitantes de Salta dizem terem visto a mesma criatura rondando a cidade.

3. O fantasma de Freddy Jackson
A foto acima, tirada em 1919, foi publicada em 1975 por Victor Goddard, um oficial da RAF – Força Aérea Real (da Inglaterra). 

O retrato mostra o esquadrão de Goddard, que havia servido na Primeira Guerra Mundial. Um rosto borrado “extra” aparece ao lado de outro oficial. 

Dizem ser o rosto de Freddy Jackson, um mecânico que havia sido morto por acidente dois dias antes da foto ser tirada. Outros membros do esquadrão reconheceram a face de Jackson. 

Acreditam que Freddy não teria percebido que estava morto e teria aparecido para a foto mesmo assim. Bizarro.

4. A ponte Overtoun
A ponte Overtoun é, como você pode ver, uma ponte de arcos, que fica localizada na Escócia. 

Construída em 1859, ela ficou famosa pelo número inacreditável de cachorros que, aparentemente, se suicidaram, pulando dela. Os incidentes começaram a ser notados nos anos 50, quando cães (normalmente collies) pulavam da ponte sem nenhuma explicação. 

E, em casos que os cachorros sobreviviam à queda e se recuperavam, eles voltavam à ponte para se atirar novamente. O pior é que eles costumam pular do mesmo lado da ponte e no mesmo lugar – do lado direito, entre os dois últimos arcos. 

Algumas pessoas acreditam (e não dá pra tirar a razão delas) que a ponte é assombrada. Em 1994, um cara jogou seu filho, um bebê, da ponte acreditando que ele era o anticristo. 

Depois o mesmo homem tentou se suicidar se jogando da ponte. Outros acreditam que a ponte seja um lugar em que a barreira entre nosso mundo e o além seja mais fina. Seja como for, alguém se voluntaria a dar uma volta por lá?

5. James Worson
No ano de 1873, no dia 3 de setembro, James aceitou o desafio de quebrar o recorde de velocidade (a pé) do percurso entre as cidades de Leamington e Coventri. 

Dois amigos então o acompanharam, a cavalo. Um deles, Hammerson Burns, levou sua câmera com ele e ia tirando fotos, enquanto Worson conversava alegremente com eles. Segundo os amigos eles olharam para a frente por um breve instante quando ouviram um grito de agonia de Worson. 

Pensando que ele havia tropeçado, eles voltaram para ajudá-lo. Só que não encontraram nada nem ninguém. Worson havia simplesmente desaparecido. Burns até tirou fotos da estrada, que mostrava pegadas de Burns andando normalmente, depois como se ele havia tropeçado e depois mais nada, como se ele não houvesse mais tocado o chão. 

Eles chamaram a polícia, que levou os cães farejadores. Por algum motivo, os bichos não queriam se aproximar do local em que James havia caído. Worson nunca mais foi visto.

6. As pegadas do “demo”
Na área próxima a Devon, em fevereiro de 1855, uma série de pegadas estranhas apareceu na neve, depois de uma pesada tempestade. 

Elas tinham a forma de cascos e seguiam em linha reta por um percurso inacreditável de 160 quilômetros, basicamente em linha reta – sem desviar de rios congelados, casas e qualquer outro obstáculo. Seja lá que criatura foi, ela caminhou em linha reta, pelos lados de paredes e telhados. 

Também surgiram boatos de que uma criatura parecida “com o demônio” havia sido avistada. 

Os cidadãos se armaram para enfrentar a criatura, mas não encontraram nada. Recentemente, em março de 2009, marcas como aquelas foram encontradas novamente em Devon – você pode vê-las nas fotos acima.

7. Felicia Felix-Mentor
Há registros que Felicia havia morrido em 1907, depois de uma doença que, segundo os haitianos, acomete aquelas pessoas que devem se tornar zumbis. 

Em 1936, uma mulher nua (ou com roupas rasgadas, dependendo da fonte) foi encontrada andando sem rumo nas ruas, quando finalmente tomou o caminho de uma fazenda que ela dizia pertencer ao seu pai. 

Quando ela chegou lá, seu marido a reconheceu e, por causa de sua saúde, ela foi levada a um hospital. O médico que a tratou diz que seu comportamento era muito estranho: 

Ela ria sem emoção e sem motivo, falava de si mesma na terceira pessoa, havia perdido o senso de tempo e não se importava com as coisas em volta dela. Seria Felicia um zumbi?

8. As misteriosas esferas metálicas do Brasil
Nas florestas do norte do Brasil, pessoas dizem ver muitas esferas metálicas misteriosas, que emitem um leve zumbido e que, por vezes, as perseguem pelas ruas. 

Quando vistas, elas emitem luz e, elas não só são de procedência desconhecida, como testemunhas afirmam que elas são letais. 

 Pessoas expostas a elas sofrem de dor por dias a fio e algumas que são atingidas pelos raios de luz morreriam na hora.

9. SS Ourang Medan
Em fevereiro de 1948 o barco holandês SS Ourang Medan, que navegava as águas da Indonésia, mandou um recado aterrorizante para todos os navios que conseguiam captar suas mensagens. 

A mensagem era “Todos os oficiais e o capitão estão mortos na ponte e na sala de mapas. 
Possivelmente toda a tripulação está morta”. 

Essa mensagem foi seguida por um código Morse indescritível que, depois, foi seguido pelas seguintes palavras: “eu morro”. 

Quando o primeiro barco de resgate se aproximou do SS Ourang Medan, eles viram que não havia movimentação no navio e mandaram uma equipe para lá. 

O que eles viram foi aterrorizante: toda a tripulação estava morta, com os olhos arregalados voltados para o Sol, com os braços esticados e com uma expressão de horror congelada em suas faces. 

A equipe de resgate decidiu guinchar o SS Ourang Medan até o porto mais próximo, mas antes que eles pudessem fazer isso o navio explodiu e depois afundou. Até hoje ninguém sabe o que houve.

10. Gef
Em setembro de 1931 a família Irwing (James, Margaret e a filha deles, Voirrey, de 13 anos) disse ter ouvido barulhos estranhos vindos do chão de madeira de sua casa. 

Primeiro eles acharam que era um rato ou algo do gênero, mas logo os sons começaram a ficar mais estranhos, como se fosse um choro de um bebê e cachorros rosnando. 

Eles descobriram, por fim, uma criatura que era do tamanho de um rato, com um pelo amarelado e uma cauda peluda. A criatura sabia falar e se apresentou como um “mangusto, nascido em Nova Déli, na Índia em 1852 chamado Gef”. 

Voirrey teria acolhido Gef – e até sua morte, em 2005, ela afirmou que o mangusto não foi uma invenção sua. [Listverse]

AUTOR: hypescience

sábado, 31 de agosto de 2019

MISTÉRIO: O QUE TEM ESSA ILHA JAPONESA DE TÃO ASSUSTADOR

O que tem esta ilha japonesa de tão assustador? - Anualmente, cerca de 100 cadáveres são encontrados na floresta japonesa de Aokigahara, o que faz do local um dos pontos de suicídio mais populares do mundo. © Getty Images
Localização - Aokigahara situa-se a aproximadamente duas horas de Tóquio, de carro. A floresta encontra-se no flanco noroeste do monte Fuji. Getty Images

Anualmente, cerca de 100 cadáveres são encontrados na floresta japonesa de Aokigahara, o que faz do local um dos pontos de suicídio mais populares do mundo. A floresta parece esconder uma história negra, que surpreende até os mais corajosos.
'Mar de Árvores' - Por ter uma grande número de árvores e uma densa vegetação, Aokigahara também é conhecida por 'Mar de Árvores'. Getty Images
Filme de terror - O silêncio existente no local, aliado à vegetação densa e à ausência de luz e vento, fazem de Aokigahara um local extremamente sinistro. Getty Images
Ponto de suicídios - A floresta é um dos pontos de suicídio mais populares do mundo. Getty Images
Romance - Aokigahara foi romantizada no livro 'Kuroi Jukai', de Seichō Matsumoto. O livro conta a história de um jovem apaixonado que comete suicídio na floresta. Getty Images
Livro - Como se um livro não fosse suficiente, Wataru Tsurumi descreve Aokigahara no seu livro, 'O Manual Completo de Suicídio', como "o local perfeito para morrer". Getty Images
'Seppuku' - No Japão, o suicídio não carrega o mesmo estigma que no ocidente. 'Seppuku', também conhecido por 'harakiri', era um ritual de suicídio samurai. Até ao final da Segunda Guerra Mundial, este tipo de suicídio era considerado honroso. Shutterstock 
Cultura suicida - Yoshinori Cho, autor de 'Why do People Commit Suicide,' referiu que ainda existem vestígios no Japão da antiga cultura suicida. Getty Images
Muitos suicídios - O Japão tem uma das maiores taxas de suicídio do mundo. Getty Images
Prevenção de suicídios - Algumas das medidas implementadas em Aokigahara incluem o aumento de patrulhamento, a instalação de câmaras de segurança e a colocação de diversos sinais com mensagens positivas. Getty Images
As razões por trás dos suicídios - Acredita-se que a depressão seja a principal causa dos suicídios. Por norma está ligada ao desemprego e a problemas financeiros. Getty Images
Demografia - As vítimas dos suicídios costumam ser homens, na casa dos 50 anos. No entanto, o número de homens com idades compreendidas entre os 30 e os 40 anos tem vindo a aumentar. Getty Images
Época dos suicídios - É em março que acaba o ano fiscal no Japão. Devido a isso não é coincidência o facto do pico de suicídios em Aokigahara ocorrer durante a primavera. Getty Images
Métodos de suicídio - A maior parte das pessoas que comete suicídio na floresta opta por enforcar-se nas árvores. Getty Images
Métodos de suicídio - A morte por overdose de drogas, geralmente através da ingestão de comprimidos para dormir, é o segundo método de suicídio mais popular. Getty Images
'Ubasute' - A antiga prática japonesa do 'ubasute' consistia em abandonar um elemento idoso, num local remoto, para que este morresse. Isto era feito para que os membros mais novos da família sobrevivessem. Getty Images
'Ubasute' - Apesar de muitos referirem que trata-se de uma lenda, a floresta de Aokigahara era alegadamente usada para esta prática. Getty Images
'Yūrei' - 'Yūrei' são a versão japonesa dos fantasmas do ocidente. Muitos acreditam que a floresta está assombrada por estes espíritos, que vagueiam pelo local enquanto atormentam os visitantes. Getty Images
Patrulhas - Anualmente, elementos da polícia e voluntários patrulham a área à procura de cadáveres. Estas buscas ocorrem desde 1970. Getty Images
Cadáveres - No início da década de 2000, entre 70 a 100 cadáveres eram anualmente recuperados da floresta. Getty Images
Números omitidos - Numa tentativa de desencorajar o suicídio, o governo japonês parou de revelar o número de corpos encontrados. Getty Images
Acampamento - Apesar de ser permitido acampar na floresta, as patrulhas de prevenção de suicídio suspeitam das pessoas que viajam sozinhas e que carregam tendas, uma vez que é provável que estas estejam a contemplar o suicídio. Por norma, os elementos da patrulha tentam falar com estes viajantes. Getty Images
Fita adesiva - A floresta é de tal forma densa, que os visitantes usam fita adesiva para marcar o caminho. Perder-se em Aokigahara pode ser fatal. Getty Images
Sem rede - O solo de Aokigahara é rico em ferro magnético, o que por norma afeta as comunicações. Telemóveis, GPS e até bússolas podem não funcionar na floresta. Getty Images
Ajuda - É por isso que a fita adesiva é uma uma ferramenta extremamente importante para que o visitante não se perca. Chamar por ajuda pode ser inútil. Getty Images
Não saia do caminho - Caso opte por visitar a floresta, certifique-se de seguir os caminhos marcados. Poderá deparar-se com alguns elementos perturbadores, caso opte por vaguear pela floresta. Getty Images
Mistério - Apesar de muitas teorias, a razão que leva tantas pessoas a cometer suicídio na floresta permanece um mistério. Getty Images
Nem tudo é desgraça e melancolia - No entanto, nem todos os visitantes de Aokigahara contemplam o suicídio. Muitas pessoas visitam a floresta para desfrutar de vistas fantásticas sobre o monte Fuji. Veja também: Salton Sea, do paraíso ao purgatório. Shutterstock

AUTOR: NOTÍCIAS AO MINUTO

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