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MUNDO REAL 21 - ÚLTIMAS NOTÍCIAS

terça-feira, 16 de setembro de 2014

A INCRÍVEL VIDA DE JACKIE CHAN

Jackie Chan, um dos maiores nomes do cinema mundial, fez fama com suas lutas incríveis, acrobacias inacreditáveis e simpatia. 

E, ao contrário da grande maioria das outras estrelas do cinema, ele sempre fez questão de atuar em todas suas cenas, sem dublês ou efeitos desnecessários. Isso quase lhe matou algumas vezes, porém, mesmo assim, ele nunca desistiu.

Em toda a carreira, Jackie fez mais de 100 filmes e conquistou uma estrela na calçada da fama, além do respeito e carinho de milhões de fãs. Mas sua vida nem sempre foi essa maravilha:
A FAMÍLIA
Jackie nasceu em uma família incomum. Seu pai era espião do governo e sua mãe uma artista. Porém, depois da Segunda Guerra Mundial, as coisas ficaram mais complicadas e o pai dele entrou para a máfia chinesa, na tentativa de sustentar a família que já contava com 4 filhos.

Com o surgimento do governo comunista, o pai de Chan abandonou a China e foi para Hong Kong, que na época era colônia da Inglaterra, deixando para trás os filhos que já tinha. Esse tipo de prática absurda era comum na época e criou uma legião de órfãos da revolução.

Após ter sido quase vendido a um médico britânico, Jackie foi colocado em um internato, onde as aulas começavam as cinco da manhã e terminavam meia noite. Lá, ele aprendeu artes marciais, música e acrobacias. Infelizmente, ele não aprendeu coisas mais básicas, como escrever e ler, por isso, apesar dele falar 7 línguas hoje em dia, Chan ainda tem dificuldades na hora de escrever.

Aos oito anos de idade, ele conseguiu seu primeiro papel em um filme e nos anos seguintes chegou a atuar junto com Bruce Lee. Logo após a morte do grande ídolo, Jackie começou a ganhar espaço no cinema, mas seu estilo era muito diferente de Lee. 

O primeiro gostava de cenas de lutas violentas, com golpes rápidos e seriedade; já Jackie preferia algo mais descontraído, mas sem deixar de lado as acrobacias. Suas ideias demoraram a pegar, porém depois viraram um sucesso mundial.
PERFECCIONISTA
Jackie sempre foi um detalhista nato, por isso suas cenas mais complicadas exigiam dezenas de gravações para darem certo e mais algumas centenas apenas para agradar o lutador.

A coisa é tanta, que Jackie detém o recorde de cena mais vezes gravada, totalizando mais de 2900 takes para apenas de dez minutos.

A cena recordista aparece no filme Dragon Lord (1982), onde diversos lutadores jogam uma espécie peteca usando os pés, ou seja, é voadeira para todos os lados.

Quem quiser pode conferir um pouquinho dessa cena lá pelos três minutos:
A MAIOR LUTA
Antigamente era muito comum que lutadores profissionais participassem de filmes e foi o caso de Benny Urquidez, um dos maiores lutadores de todos os tempos. Ele foi campeão mundial em seis categorias diferentes, vencendo 49 das 51 lutas disputadas.

Na gravação do filme Wheels on Meals, a cena final é de Jackie contra esse lutador. Conta-se que os dois trocaram vários golpes de verdade e até houveram momentos em que uma luta real quase foi combinada entre os dois. 

Toda essa tensão e habilidade, criou uma das cenas mais bem votadas para o título de maior cena de luta de toda a história:
QUASE MORTE
Em 1986, Jackie estava gravando o filme Armadura de Deus. Durante uma cena na qual ele pulava de uma parede para uma árvore, uma quebra no galho ocasionou a queda do astro.

O tombo quase o matou. O resultado foi uma fratura no crânio, danos no cérebro e perda parcial da audição de orelha direita. Até hoje, Jackie ainda tem uma espécie de remendo de plástico na cabeça.

O tombo aparece nesse vídeo, aos 30 e poucos segundos:

AUTOR: MINILUA

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

ATORES DE NOVELAS QUE DEIXARAM SAUDADES - PARTE 1

Com o passar das décadas, muitos dos atores que cativaram o público brasileiro em diversas telenovelas acabaram falecendo. 

Nesta série de postagens iremos relembrar e homenagear esses grandes nomes da teledramaturgia brasileira.
1. André Valli (* 12/07/1945 – † 20/06/2008): Joaquim dos Santos Bonifácioficou conhecido por interpretar por dez anos o Visconde de Sabugosa, personagem do Sítio do Picapau Amarelo, na adaptação feita pela TV Globo nas décadas de 70 e 80. Sua última participação em novelas foi em (2007), em Vidas Opostas, da Rede Record, emissora pela qual estava contratado até sua morte.

Principais trabalhos: Sítio do Picapau Amarelo (1977), Zorra Total (2007), Selva de Pedra (1986), Laços de Família (2000), Senhora do Destino (2004).

2. Ariclê Perez (* 09/09/1943 – † 26/03/2006): Faleceu logo após o fim da minissérie JK (que terminou dia 24 de março de 2006), Ariclê suicidou-se, pulando da janela de seu apartamento (10° andar), no bairro de Higienópolis, em São Paulo, onde vivia sozinha e 1 hora antes da morte deixou um bilhete com o porteiro contendo telefone de familiares "caso acontecesse algo". Ela passava por um momento de depressão. Por uma ironia do destino, em sua última cena na minissérie JK, sua personagem, Dona Júlia, falecia.

Principais trabalhos: Anjo Mau (1997), Meu Bem Meu Mal (1990), Felicidade (1991), Cortina de Vidro (1989) no SBT e Como Salvar meu Casamento (1979) a última novela da extinta Rede Tupi.

3. Carlos Eduardo Dolabella (* 11/06/1937 – † 26/05/2003): Pai do ator Dado Dolabella, o ator notabilizou-se em papéis de machões. Faleceu por problemas cardíacos.

Principais Trabalhos: A Próxima Vítima (1995), Por Amor (1997), Meu Bem Querer (1998), Torre de Babel (1998).

4. Carlos Zara (* 14/02/1930 – † 11/12/2002): Antônio Carlos Zarattini morreu aos 72 anos de idade de falência múltipla de órgãos e insuficiencia respiratória provocada por um câncer no esôfago. Ele estava internado no Hospital Sírio Libanes em São Paulo sob os cuidados do Médico Drauzio Varella.

Principais Trabalhos: Cara e Coroa (1995), Pátria Minha (1994), Mulheres de Areia (1993), Lua Cheia de Amor (1990), Sassaricando (1987), seu último trabalho na TV foi ao lado de sua mulher e também atriz Eva Wilma (com quem foi casado por 23 anos) no seriado Mulher (1998).

5. Carmen Silva (* 05/04/1916 – † 21/04/2008): Carmen Silva Maria Amália Feijó era uma das mais idosas atrizes em atividade do país, com 92 anos de idade. O motivo da morte foi falência múltipla de órgãos. Fez grande sucesso ao lado de Oswaldo Louzada em Mulheres Apaixonadas (2003).

Principais trabalhos: Mulheres Apaixonadas (2003), Zorra Total (2003), Meus Filhos e Minha Vida (1984), A Viagem (1975).

6. Célia Biar (* 10/03/1918 – † 06/11/1999): Célia Raphaella Martins Biar interpretava tipos sofisticados na tevê, mas era uma pessoa de hábitos simples. “Sua maior frustração foi não ter casado nem ter tido um filho”, contou Rubens Biar, sobrinho da atriz.

Principais trabalhos : Suave Veneno (1999), Torre de Babel (1998), A Justiceira (1997), Quatro por Quatro (1994), Sassaricando (1987), Brega e Chique (1987).

7. Célia Helena (* 1936 – † 29/03/1997): Célia Camargo Silva internou-se para extrair, por meio de uma cirurgia, um câncer raro que ataca as paredes dos vasos sanguíneos, mas não resistiu à operação, entrou em coma e faleceu aos 61 anos. Ela fundou a Escola Superior Artes Célia Helena em São Paulo, um dos mais tradicionais centros de formação de atores do país.

Principais trabalhos: Você Decide (1995), Mandala (1987), Direito de Amar (1987).

8. Claudia Magno (* 10/02/1958 - † 06/01/1994): Morreu por insuficiência respiratória aguda, em decorrência do vírus HIV (oito anos antes, seu namorado, o ator e modelo Marcelo Ibrahim, morrera do mesmo mal). Quando faleceu, Cláudia estava trabalhando na telenovela Sonho Meu, na qual vivia a enfermeira Josefina.

Principais trabalhos: Viver a Vida (1984) Um Sonho a Mais (1985), Roda de Fogo (1986), Fera Radical (1988), Bebê a Bordo (1988).

9. Claudio Correa e Castro (* 27/02/1928 - † 16/08/2005): Cláudio Luís Murgel Corrêa e Castro cursou faculdade de belas artes na França, se formou e voltou ao Brasil. Começou como pintor mas logo o teatro entrou em sua vida. Morreu em consequência de uma falência múltipla de órgãos em decorrência de complicações após uma operacão cardíaca de ponte de safena.

Principais trabalhos : Senhora do Destino (2004), Chocolate com Pimenta (2003), Kubanacan (2003), Esperança (2002), A Padroeira (2001).

10. Clea Simões (* 04/01/1927 - † 24/02/2006): Infelizmente, como a maioria dos atores negros, esteve relegada a papéis de empregadas na maior parte das produções das quais participou. Também fazia parte da Velha Guarda da escola de Samba da Portela. Faleceu em 2006, de falência múltipla de órgãos aos 79 anos.

Principais Trabalhos: Deus nos Acuda (1992), Fera Ferida (1993), Direito de Nascer (1972), Protagonista, Laços de Familha (2001), Coração de Estudante (2002).

No vídeo abaixo você relembra estes e muitos outros atores que também deixaram saudades, confira:

AUTOR: MINILUA

ATORES DE NOVELAS QUE DEIXARAM SAUDADES - PARTE 2

Com o passar das décadas, muitos dos atores que cativaram o público brasileiro em diversas telenovelas acabaram falecendo. Nesta série de postagens iremos relembrar e homenagear esses grandes nomes da teledramaturgia brasileira.
1. Fernando Almeida (* 21/05/1974 – † 04/04/2004): De família pobre iniciou sua carreira como ator aos 6 anos, em 1984 teve destaque vivendo Gibe, o menino amigo do protagonista Pardal (Tony Ramos) na telenovela Livre pra Voar. Foi brutalmente assassinado aos 30 anos incompletos, seu último trabalho foi na novela A Padroeira (2001).

Alguns trabalhos: Livre pra Voar (1984), O Outro (1987), Vale Tudo (1988) e Lua Cheia de Amor (1991).

2. Dina Sfat (* 28/10/1938 – † 20/04/1989): Dina Kutner de Souza, filha de judeus poloneses, Dina sempre quis ser artista e estreou nos palcos em 1962. A atriz se transformou numa grata revelação dos palcos e mudou seu nome para Dina Sfat. Seu último trabalho na TV. ela foi casada com o ator Paulo José com quem teve 3 filhos entre eles a atriz Bel Kutner.

Alguns trabalhos: Se destacou em papéis de grande carga dramática como Selva de Pedra (1972), O Astro (1978), e Bêbe a Bordo (1988).

3. Fernando Monteiro Torres (* 14/11/1927– † 04/09/2008): Pai da atriz Fernanda Torres. Era casado com a atriz Fernanda Montenegro, com quem fundou o Teatro dos Sete em 1959 e trabalhou junto em diversas novelas. Na TV brilhou ao interpretar o médico Plínio Miranda na novela Baila Comigo.

Alguns trabalhos: Amor com Amor se Paga (1984), Zazá (1997), Laços de Família (2000).

4. José Irving Santana São Paulo (* 26/10/1964 – † 10/08/2006): Faleceu aos 41 anos, no Rio de Janeiro, vítima de uma falência múltipla dos órgãos decorrente de uma pancreatite, deixou dois filhos.

Alguns trabalhos: Bebê a Bordo (1988), Sexo dos Anjos (1989), Perigosas Peruas (1992), Mulheres de Areia (1993), A Viagem (1994), torre de Babel (1998), Sabor da Paixão (2002).

5. Francisco Milane (* 19/11/1936 – † 13/08/2005): Fez narrações para o Fantástico, foi locutor do Casseta & Planeta na década de 90, fez Pedro Pedreira na Escolinha do Professor Raimundo e o Seu Saraiva no Zorra Total.

Alguns trabalhos: Selva de Pedra (1972), Roda de Fogo (1978), Elas por Elas (1982), Barriga de Aluguel ( 1990), Vamp (1991).

6. Gianfrancesco Sigfrido Benedetto Martinenghi de Guarnieri (* 06/08/1934 – † 22/06/2006): Por conta do fascismo que tomava conta da Itálía, seus pais, o maestro Edoardo Guarnieri e a harpista Elsa Martinenghi decidiram vir para o Brasil.

Alguns trabalhos: Rainha da Sucata (1990), A Próxima Vítima (1995), Terra Nostra (1999), Esperança (2002), Belíssima (2006).

7. Grande Otelo (* 18/10/1915 – † 26/11/1993): Sebastião Bernardes de Souza Prata teve em sua vida várias tragédias, seu pai morreu esfaqueado, sua mãe era alcoólatra e quando já era um ator consagrado sua mulher se suicidou logo após matar seu filho com veneno, a criança tinha 6 anos era enteado do ator. Faleceu em 1993 de um ataque do coração fulminante.

Alguns trabalhos: Renascer (1993), Sinhá Moça(1986), A Gata Comeu (1985), Feijão Maravilha (1979) Uma Rosa com Amor (1972).

8. Derci Golçalves (* 23/06/1907 – † 19/07/2008): Dolores Gonçalves Costa nasceu no interior do estado do Rio de Janeiro, em 1905, mas foi registrada erroneamente, em 1907. Era de família pobre, filha de um alfaiate e de uma lavadeira. Sua mãe, chamada Margarida, abandonou o lar ao descobrir a infidelidade do marido. Dercy foi bilheteira de cinema, além de apresentar-se teatralmente para hóspedes de um hotel em sua cidade natal. Teve que aturar o pai bêbado em casa e sofreu muito com o abandono da mãe, de quem nunca mais teve notícia.

Já idosa ainda sofreu um desfalque nas economias por parte de um empresário inescrupuloso, o que a fez retomar a carreira, já octogenária.

"Todas as manhãs, a solidão me deixa deprimida. Moro sozinha, tem três pessoas que se revezam para me acompanhar. Minha filha não mora comigo. Filho não gosta de mãe; é a mãe que gosta do filho. Eles crescem, ganham independência e passam a ter prioridades. Eu me animo no cair da tarde, às 16h mais ou menos. Luto para ter forças para sair. Aí me arrumo, vou pro bingo. Lá, sou muito bem tratada, ganho cartelas e me distraio. À noite, vou a festas, jantares, adoro comer. E volto pra casa, durmo feliz. Assim são meus dias, sem expectativa".

Alguns trabalhos: A Praça é nossa (2001), Sai de baixo (1996), Deus nos Acuda (1992), Que Rei Sou Eu?(1989).

9. Daniela Perez (* 11/08/1970 – † 28/12/1992): Tinha 22 anos quando foi covardemente assassinada pelo ator Guilherme de Pádua e por sua mulher Paula Nogueira Thomaz que a emboscaram e mataram com 18 golpes de tesoura. O casal de assassinos, poucas horas depois de atirar o corpo de Daniela num matagal, ainda abraçaram e prestaram solidariedade à família dela, chegando à delegacia no próprio carro onde começaram a apunhalar Daniela.

A indignação popular que se seguiu a esse episódio resultou na alteração da legislação penal, graças aos esforços da mãe de Daniela, Glória Perez, que encabeçou uma campanha de assinaturas e conseguiu fazer passar a primeira iniciativa popular de projeto de lei a se tornar lei efetiva na história do Brasil.

Ainda que a mudança da lei não tenha atingido os assassinos de Daniela, a partir daí o homicídio qualificado passou a ser punido com mais rigor. Sua personagem na novela “De Corpo e Alma” saiu da trama com uma viagem de estudos ao exterior e o personagem de Guilherme de Pádua (Bira) deixou de existir.

Alguns trabalhos: Kananga do Japão (1989), Barriga de aluguel (1990), O Dono do Mundo (1991), De Corpo e Alma (1992).

10. Haroldo de Oliveira (* 1942 – † 27/12/2003): Fez o André de Escrava Isaura e o Jacinto de Xica da Silva. Teve atuações marcantes na TV, no cinema e no teatro, desde sua estréia, aos 10 anos, em "Rio 40 Graus", filme de Nelson Pereira dos Santos.

No teatro, fez “Pedro Mico”, dirigido por Paulo Francis, entre tantos outros papéis de destaque e como diretor de teatro teve destaque nas peças "Artigo Um Sete Um" (1982) e "As aventuras de Galápagos"(1979), ambas de Fernando Palilot.

Alguns trabalhos: Escrava Isaura (1976), Dona Beija (1986), Kananga do Japão (1989), Chica da Silva (1996), Zorra Total (1999), Brava Gente (2002).

No vídeo abaixo você relembra estes e muitos outros atores que também deixaram saudades, confira:

AUTOR: MINILUA

ATORES DE NOVELAS QUE DEIXARAM SAUDADES - PARTE 3

Com o passar das décadas, muitos dos atores que cativaram o público brasileiro em diversas novelas acabaram falecendo. Nesta série de postagens iremos relembrar e homenagear esses grandes nomes da teledramaturgia brasileira.
1 - Jorge Lafond (*1953– † 11/01/2003): Aos 6 anos de idade Jorge lafond já tinha consciência que era homossexual. Trabalhou desde cedo, aos 10 anos de idade já trabalhava das 9h às 17h numa oficina mecânica e nos fins-de-semana ia com a mãe trabalhar num parque de diversões.

Em uma situação atípica, no dia 10 de novembro de 2002, Lafond foi convidado para participar do quadro Homens x Mulheres no programa Domingo Legal, no SBT.

Caracterizado de Vera Verão, Lafond integrava o lado feminino da disputa e foi retirado do palco após um pedido do padre Marcelo Rossi, que se apresentaria dali a alguns minutos. Enquanto aguardava arrasado nos bastidores, a produção solicitou insistentemente que o mesmo retornasse, pois o padre já havia saído. Porém constrangido e amargurado com a situação ele não voltou.

Uma semana depois do incidente, Lafond foi internado em estado grave, com problemas cardíacos."Ele não teve como reagir a esta agressão e durante toda a semana ficou cabisbaixo e pensativo", disse o seu empresário Marcelo Padilha, o que teria, acredita ele, culminado no mal estar sentido por Lafond no domingo. Num primeiro momento, os médicos diagnosticaram uma crise hipertensiva.

Depois deste incidente, diversas foram suas internações no hospital até seu falecimento em 11 de janeiro de 2003 por conta de um infarto fulminante e posterior falência múltipla dos órgãos.

Alguns trabalhos: A Praça é nossa (1993), Os Trapalhões (1991), Kananga do Japão (1989), Sassaricando (1987), Viva o Gordo (1981).

2 – Luiz Carlos Tourinho (* 16/05/1964 † 21/01/2008): Um dos seus maiores sucessos foi o personagem Edilberto, o desastrado assistente de Uálber Cañdo (Diogo Vilela) na novela Suave Veneno(1999) o qual popularizou o bordão “Abalou Bangu!”. Morreu vítima de um aneurisma cerebral aos 43 anos.

Alguns trabalhos: Kubanacan (2003), Sai de baixo (2000), Suave Veneno(1999), Era uma Vez (1998), Caça Talentos (1996).

3 – Mário Lago (* 26/01/1911† 30/05/2002): Foi advogado, poeta, radialista, letrista e ator.

Em janeiro de 2002, o presidente da Câmara, Aécio Neves, foi à sua residência no Rio para lhe entregar, solenemente, a Ordem do Mérito Parlamentar. Na sua última entrevista ao Jornal do Brasil, Mário revelou que estava escrevendo sua própria biografia. Ele estava certo de que chegaria aos 100 anos. Dizia Mário: "Fiz um acordo com o tempo. Nem ele me persegue, nem eu fujo dele”. Morreu em sua casa aos 90 anos de enfisema pulmonar.

Alguns trabalhos: Explode Coração(1995), Pecado Capital (1998), Força de um Desejo (1999), Brava Gente (2000), O Clone (2001).

4 – Lauro Corona (* 06/07/1957 – † 20/07/1989): Teria sido uma das primeiras personalidades brasileiras a morrer de complicações decorrentes do vírus da AIDS. O personagem na telenovela Vida Nova teve um final apressado, com uma viagem para Israel, por causa da doença do ator. A última cena mostrava um carro preto partindo numa noite chuvosa, ao som de um poema de Fernando Pessoa, declamado em off pelo próprio ator.

O atestado de óbito do ator apontou como causas da morte complicações como infecção respiratória, insuficiência renal aguda e hemorragia digestiva. Em nenhum momento foi citada a palavra AIDS e seus familiares negaram veementemente a doença. Lauro Corona não comentava com os amigos que era portador do vírus e nem aceitava a condição – tratava os sintomas com homeopatia.

Os boatos de que estaria com AIDS surgiram em janeiro de 1989, quando o ator pediu afastamento da telenovela Vida Nova, na qual era protagonista, alegando estafa. Voltou dois meses depois, muitos quilos mais magro e com uma visível queda de cabelo. Logo em seguida mudou-se para a casa dos pais, isolando-se até mesmo dos amigos. Quando o estado de saúde piorou, foi internado, mas os pais proibiram o hospital de dar qualquer informação à imprensa sobre o estado de saúde do filho.

Alguns trabalhos: Elas por Elas (1982), Vereda Tropical (1984), Corpo a Corpo (1984), Direito de Amar (1987), Vida Nova (1988).

5 – Miriam Pires (* 20/04/1926 – † 07/09/2004): Miriam era solteira e tinha uma filha adotiva de 21 anos e uma irmã de 84 anos, a atriz ficou internada 3 meses e morreu em decorrência da toxoplasmose.

Alguns trabalhos: Tieta (1989), Meus Filhos Minha Vida (1984), Uga Uga (2000), Um Anjo que caiu do céu (2001), Senhora do Destino (2004).

6 – Nair Belo (* 28/04/1931 – † 17/04/2007): Seu último trabalho foi fazendo parte do programa Zorra Total, no papel de "Dona Santinha". Faleceu em 17 de abril de 2007 de falência múltipla dos órgãos, após ter passado vários meses em coma na UTI em decorrência de uma parada cardiorrespiratória.

Alguns trabalhos: Perigosas Peruas (1992), Vira Lata (1996), Era uma Vez (1998), Uga Uga (2000), Bang Bang (2005).

7 – Norton Nascimento (* 04/01/1962 † 21/12/2007): Em dezembro de 2003, Norton Nascimento submeteu-se a um transplante de coração para corrigir um aneurisma de aorta, depois de ficar 52 dias internado.

Na época, o ator precisou de 73 doações, entre sangue, plaquetas, plasma e um coração. O último foi doado pela família de um médico carioca que morreu num acidente de carro.

Nos seis meses de recuperação, levado pela esposa, a atriz Kelly Cândia, que conhecera no teatro, Nascimento tornou-se adepto da Igreja Renascer em Cristo e passou a fazer trabalhos em prol de comunidades carentes. Fez ainda uma campanha de doação de órgãos na Rede Globo. "Doar é amar", disse, na época Norton faleceu aos 45 anos de idade em razão de falência cardíaca por quadro infeccioso pulmonar.

Alguns trabalhos: Maria Esperança (2007), A Padroeira (2001), A Próxima Vitima (1995), Fera Ferida (1993), De Corpo e Alma (1992).

8 – Antonio Carlos Bernardes Gomes, o Mussum (* 07/04/1941 – † 29/07/1994): Apesar de não ser um “ator de novelas” achamos justo lembrá-lo aqui até por fazer parte do vídeo que veremos ao final deste artigo.

Mussum teve origem humilde, estudou em um colégio interno durante nove anos onde obteve o diploma de ajustador mecânico. Serviu na Força Aérea Brasileira durante oito anos ao mesmo tempo em que aproveitava para participar na Caravana Cultural de Música Brasileira de Carlos Machado.

Foi músico e sambista, com amigos fundou o grupo Os Sete Modernos, posteriormente chamado Os Originais do Samba, o grupo teve vários sucessos.

Na década de 60 foi convidado a participar de um show de televisão como humorista, mas recusou o convite afirmando que pintar a cara, como é costume dos atores, não era coisa de homem. Mais tarde, após pensar melhor, aceitou a proposta, estreando no programa humorístico Bairro Feliz (TV Globo, 1965). Consta que foi nos bastidores deste show que Grande Otelo lhe deu o apelido de Mussum.

Em 1969, o diretor de Os Trapalhões, Wilton Franco, o vê numa apresentação de boate com seu conjunto musical e o convida para integrar o grupo humorístico, na época na TV Excelsior. Mais uma vez, recusa; entretanto, o amigo Manfried Santanna (Dedé Santana) consegue convencê-lo, e Mussum passa a integrar o quarteto (que na época ainda era um trio, pois Zacarias entrou no grupo depois) que terminaria tornando-o muito famoso em todo o país.

Mussum era o único dos quatro “trapalhões oficiais” que era negro (Jorge Lafond e Tião Macalé, apesar de também negros e atuarem em vários quadros com o grupo, eram coadjuvantes). Morreu aos 53 anos não resistindo a um transplante de coração, deixou um legado de 27 filmes com os Trapalhões além de mais de 20 anos de participações televisivas.

9 – Jacinto Figueira Junior (* 04/12/1962 – † 21/12/2007): Nos anos 50 fez sucesso no meio musical com a banda country “Júnior e seus cowboys”, mais só ingressou na TV em 1963 com o programa “Fato em Foco”.
Gravou a música "O Charreteiro", que fez sucesso graças ao programa de rádio de Silvio Santos, que a tocava diariamente e que chegou a lhe conceder uma medalha de ouro no quadro "Sobe e Desce", no qual os ouvintes opinavam se a música deveria continuar a ser tocada ou devia ser substituída por outro sucesso. Esse sucesso como cantor o fez até participar de uma telenovela e de uma fotonovela, publicada numa revista para o público feminino nos anos 60.

No seu próprio programa de rádio na Rádio Nacional (depois Rádio Globo), havia um quadro com dramatizações radiofônicas, da qual participou como rádioatriz Lucimara Parisi, que depois faria carreira como diretora dos programas Perdidos na Noite e Domingão do Faustão.

Ficou conhecido nacionalmente e considerado um precursor com seu programa "O Homem do Sapato Branco", que criou em 1966 porém foi interrompido devido a problemas com a ditadura militar. Depois retornaria já nos anos 80, sendo transmitido pelas emissoras Bandeirantes, Globo, Record e SBT.

Uma de suas últimas aparições foi no jornal Aqui Agora nos anos 90 no SBT. Vítima de um derrame em 2001, Jacinto ficou com uma série de sequelas, como problemas de locomoção e de audição.

10 – Luiz Carlos Arutin (* 19/01/1933 – † 08/01/1996): Ator de teatro, se consagrou ganhando o prêmio Molière em 1978, pela brilhante atuação na peça Os Inocentes.

Na televisão, sua primeira oportunidade foi no capítulo inicial da telenovela Vitória Bonelli, escrita por Geraldo Vietri. Seguiram-se grandes personagens, como "Oscar" na novela A Gata Comeu, o técnico de futebol "Bepe" de Vereda Tropical, ambas na TV Globo e "Orlando Cardoso" em Campeão. Também brilhou como o bom e polêmico jornalista "Augusto" de Sinhá Moça, "João Semana" em As Pupilas do Senhor Reitor, no SBT, e o consagrado turco "Rachid" da novela Renascer.

Morreu vítima de asfixia causada por um incêndio ocorrido no apartamento onde morava com a mulher e o filho mais novo, em Jacarepaguá. O fogo, segundo vizinhos, foi provocado por uma vela acesa no quarto do rapaz. As chamas se espalharam rapidamente por causa da parede revestida de isopor e carpete, usados como isolamento acústico pelo filho do ator, que toca bateria.

Arutim seria um dos principais personagens da novela O Rei do Gado, não fosse seu falecimento dias antes do início das gravações.

Alguns trabalhos: Vereda Tropical (1984), A Gata Comeu (1985), Cambalacho (1986), Renascer (1993), As Pupilas do Senhor Reitor (1995).

No vídeo abaixo você relembra estes e muitos outros atores que também deixaram saudades, confira:

AUTOR: MINILUA

ATORES DE NOVELAS QUE DEIXARAM SAUDADES - PARTE 4

Com o passar das décadas, muitos dos atores que cativaram o público brasileiro em diversas novelas acabaram falecendo. Nesta série de postagens iremos relembrar e homenagear esses grandes nomes da teledramaturgia brasileira.
1. Leila Lopez (* 19/11/1959 – † 03/12/2009): Leila Gomes Lopes, filha de Reúcio Lopes e Natália Gomes Lopes (ex-vereadora municipal), era professora em Esteio (RS), cidade em que morava com seus pais até que ficou nacionalmente conhecida principalmente por dois papéis que interpretou em telenovelas veiculadas pela Rede Globo, a professorinha Lu, em Renascer, em 1993, e Suzane, em O Rei do Gado, em 1996.

Fez um ensaio fotográfico para a edição de março de 1997 da Revista Playboy, e em maio de 2008 entrou para o elenco da produtora de filmes pornográficos Brasileirinhas, com o filme Pecados e Tentações. Seus últimos trabalhos foram como apresentadora de programas de TV, no Entre 4 Paredes com Leila Lopes exibido pelo canal de internet Just TV, e Calcinha Justa pelo Sexprivé.

Leila foi encontrada morta em seu residência na madrugada de 03 de dezembro de (2009). ela teria ingerido veneno de rato e deixado o seguinte bilhete:

"Eu não me suicidei, eu parti para junto de Deus. Fiquem cientes que não bebo e não uso drogas, eu decidi que já fiz tudo que podia fazer nessa vida. Tive uma vida linda, conheci o mundo, vivi em cidades maravilhosas, tive uma família digna e conceituada em Esteio, brilhei na minha carreira, ganhei muito dinheiro e ajudei muita gente com ele. Realmente não soube administrá-lo e fui iludibriada por pessoas de má fé várias vezes, mas sempre renasci como uma fênix que sou e sempre fiquei bem de novo. Aliás, eu nunca me importei com o ter. 

Bom, tem muito mais sobre a minha vida, isso é só para verem como não sou covarde não, fui uma guerreira, mas cansei. É preciso coragem para deixar esta vida. Saibam todos que tiverem conhecimento desse documento que não estou desistindo da vida, estou em busca de Deus. Não é por falta de dinheiro, pois com o que tenho posso morar aqui, em Floripa ou no Sul. Mas acontece que eu não quero mais morar em lugar nenhum. Eu não quero envelhecer e sofrer. Eu vi minha mãe sofrer até a morte e não quero isso para mim. Eu quero paz! Estou cansada, cansada de cabeça! Não aguento mais pensar, pagar contas, resolver problemas… Vocês dirão: Todos vivem!!! Mas eu decidi que posso parar com isso, ser feliz, porque sei que Deus me perdoará e me aceitará como uma filha bondosa e generosa que sempre fui."

Alguns trabalhos: Pantanal (1990), Despedida de solteiro(1992), Renascer (1993), Tropicaliente (1994), O Rei do Gado (1996).
2. Clodovil Hernandes (* 17/06/1937 – † 17/03/2009): Assim como o Mussum na postagem anterior, apesar de não ser um “ator de novelas” achamos justo lembrá-lo aqui.

Consagrado como estilista nos anos 60 e 70, foi convidado a trabalhar na televisão, onde também alcançou sucesso, permanecendo por mais de quarenta anos; foi apresentador de inúmeros programas em diversas emissoras.

Lançou-se deputado federal nas eleições de 2006 e tornou-se o terceiro deputado federal mais votado do país, com 493.951 votos. Foi conhecido principalmente pela postura de polemizador e por declarações consideradas impróprias ou indelicadas, muitas vezes dirigidas a outras personalidades famosas. Entre outras polêmicas, estão acusações de racismo e antissemitismo.

Clodovil Hernandes nasceu na cidade de Elisiário, no interior de São Paulo e foi adotado por um casal de imigrantes espanhóis (Domingo Hernández e Isabel Sánchez), nunca tendo conhecido seus verdadeiros pais e por 3 anos foi casado com Otávio Augusto. Foi educado em colégio interno por padres católicos; mudou-se para São Paulo para estudar Filosofia, embora nunca tenha seguido esta carreira. Falava francês e castelhano, além do português.

A despeito da vida de "glamour" e fama, fazia questão de demonstrar sua espiritualidade e sempre evidenciar o amor recíproco entre ele e seu grande amor, citando Deus de forma recorrente nos diálogos e entrevistas: "Eu não sou briguento. Como eu poderia ser? Eu sou temente a Deus.".

Começou a carreira de estilista ainda jovem, aos 16 anos, quando um colega de classe sugeriu que desenhasse uns vestidos. Então em uma página de caderno ele desenhou 11 modelos e levou a uma loja no centro de São Paulo, onde a gerente comprou seis modelos.

No início dos anos 80, apresentou na Rede Globo o programa feminino TV Mulher, considerado revolucionário na época, ao lado da então sexóloga (que viria, posteriormente, tornar-se prefeita da cidade de São Paulo).

Clodovil Hernandes morreu em 17 de março de 2009, após ser registrada sua morte cerebral causada por um acidente vascular cerebral.

Algum trabalhos: TV Mulher (1980), Clodovil (1983) Clô para os Íntimos (1983), Clodovil Abre o Jogo (1991), Mulher (2001).
3. Mara Vergínia Manzan (* 28/05/1952 – † 05/11/2009): Aos 17 anos, Mara, na época estudante e moradora em São Paulo, foi assistir a uma peça no Teatro Oficina, e, como costumava dizer brincando, nunca mais saiu de lá. Se enturmou com o pessoal do teatro, passou a fazer de tudo nos bastidores, até que um dia substituiu uma atriz.

Tendo vivido desde cedo ligada às artes, invadiu a Corrida de São Silvestre para mostrar a sua pirofagia e aproveitou uma das estadas de Madonna no país para cuspir fogo para a estrela, então hospedada num hotel em frente ao seu apartamento.

O seu papel de maior destaque na televisão foi o de "Odete", na novela O Clone, que se transformou em sucesso nacional com o bordão em que afirmava sobre o Piscinão de Ramos que "Cada mergulho é um flash!".

Em março de 2008, atuando como "Amara" em Duas Caras, descobriu estar com câncer no pulmão, e foi operada pelo cirurgião Drauzio Varella em 16 de abril daquele ano. A atriz já havia enfrentado um câncer no útero e nos ovários e precisou se submeter a uma histerectomia radical para a retirada destes. Mara faleceu às 8h15 de uma sexta-feira, 13 de novembro de 2009, vítima do câncer que vinha lutando contra há mais de 1 ano.

Alguns trabalhos: Perigosas Peruas (1992), Pecado Capital (1998), Terra Nostra (1999), O Clone (2001), Caminho das Índias (2009).
4. Ida Szafran (* 25/09/1923 – † 22/02/2009): Mais conhecida como Ida Gomes, Ida foi uma das atrizes mais escaladas para viver freiras na TV (apesar de ser judia). Em entrevista a Jô Soares em seu Programa do Jô, em 2001, Ida declarou, brincando, quando o apresentador lhe fez uma pergunta sobre as suas freiras na televisão: "Eu sou judia, mas sempre me chamam para fazer a irmã de caridade, a madre superiora. A Globo tentou me converter mas não conseguiu".

Seu trabalho mais recente foi na primeira fase da minissérie JK, na qual era a Irmã Maria. Era irmã do ator Felipe Wagner e tia da atriz Débora Olivieri e do músico Daniel Szafran.

Alguns trabalhos: Hipertensão (1986), Top Model (1989), Cara e Coroa(1995), Era Uma Vez (1998), Pé na Jaca (2006).
5. Mário Schoemberger (* 05/02/1952 – † 14/05/2008): A maior parte de sua carreira foi construída no Paraná. No cinema, Schoemberger pode ser visto em filmes como Os Normais (2004), Trair e Coçar É só Começar (2005) e O Cheiro do Ralo (2007). Também trabalhou em locução de documentários e comerciais de televisão.

Desde meados de 2007, o ator passou por graves problemas de saúde. Amigos do meio teatral, como o humorista Diogo Portugal, realizaram o show Amigos do Mário, em dezembro daquele ano, como forma de angariar recursos para o custeio da internação de Schoemberger. Desde então, esteve internado, passando inclusive por melhoras em seu estado. 

Infelizmente, sua saúde se fragilizou novamente, depois da retirada de um tumor no intestino. Mário Schoemberger morreu aos 56 anos de falência múltipla dos órgãos em decorrência de um câncer, contra o qual lutava desde 2007. A família do ator discorda desta versão e afirma que ele morreu de infecção hospitalar.

Alguns trabalhos: Desejos de Mulher (2002), O Beijo do Vampiro (2002), Da Cor do Pecado (2004), A diarista (2005), A Grande Familia (2005).
6. Paulo Autran (* 07/09/1922 – † 12/10/2007): Estudou Direito na capital paulista por influência do pai – que era delegado de polícia – e formou-se na Faculdade de Direito do Largo São Francisco em 1945, inicialmente pensando em ser diplomata.

Desapontando na profissão de advogado, participou de algumas peças teatrais amadoras, tendo sido convidado a estrear profissionalmente com a peça Um Deus dormiu lá em casa. No começo relutou, afirmando não ser ator profissional. Entretanto, após receber o incentivo de sua amiga Tônia Carrero, aceitou o desafio. A peça, que estreou para o grande público no dia 13 de dezembro de 1949, no Teatro Copacabana, Rio de Janeiro, tornou-se um grande sucesso, rendendo inclusive alguns prêmios para o jovem ator.

No ano anterior à sua morte, Paulo Autran passara por diversas internações, por conta de um câncer no pulmão. O tratamento (radioterapia e quimioterapia) não o impediu de seguir atuando em O Avarento e nem de seguir fumando até quatro maços de cigarros por dia.

Faleceu aos 85 anos, depois de sofrer um enfisema pulmonar e por complicações decorrentes do câncer. A pedido da família, a causa mortis não foi divulgada pela equipe médica que o acompanhava.

Alguns trabalhos: Gabriela Cravo e Canela (1960), Pai Herói (1979), Guerra dos Sexo (1983), Sassaricando (1987), Brasileiras e Brasileiros (1990).
7. Paulo Gracindo (* 16/06/1911 – † 04/09/1995): Paulo Gracindo foi viver em Maceió ainda bebê. Sonhava ser ator, o pai era um obstáculo, e lhe dizia “No dia em que você subir a um palco, saio da plateia e te arranco de lá pela gola”. Paulo Gracindo respeitou a proibição até a morte do pai. Aos vinte anos, mudou-se para o Rio, dormiu na rua e passou fome.

Investiu num namoro com a filha de um português para entrar no grupo de teatro de maior prestígio da época, o Teatro Ginástico Português. Batizado Pelópidas Guimarães Brandão Gracindo, no palco mudou o nome: “Uns me chamavam de Petrópolis, outros de Pelopes. A empregada me chamava de Envelope”. Num dos primeiros trabalhos, o personagem de Gracindo ficava dois minutos no palco, o que levou um crítico a fazer o seguinte comentário: “De onde veio esse rapaz que não faz nada e aparece tanto?”

Fez sucesso na Rádio Nacional, apresentando o Programa Paulo Gracindo. Com a radionovela O Direito de Nascer, encantou no papel de Alberto Limonta; e no programa de rádio Balança mas Não Cai interpretou, com Brandão Filho, o quadro do “Primo Pobre e Primo Rico”.

Na televisão fez personagens inesquecíveis, o mais marcante foi o prefeito Odorico Paraguaçu, de O Bem Amado (1973; 1980-1984). Em 1990, atuou em Rainha da Sucata como o Betinho, nas quais tinha um bordão que ficou muito conhecido, o famoso "coisas de Laurinha!".

Alguns trabalhos: O Bem-Amado (1973), Gabriela (1975), O Casarão (1976), Roque Santeiro (1985), Mandala (1987), Rainha da Sucata (1990).
8. Rogério Cardoso Furtado (* 07/03/1937 – † 24/07/2003): Com seus personagens sempre cômicos e marcantes, conseguiu conquistar o gosto do público. Entre eles, o estudante "Rolando Lero" do programa Escolinha do Professor Raimundo.

Seu último trabalho na televisão, era ao lado da atriz Nair Belo no programa Zorra Total, onde interpretava o personagem Epitáfio, e aparecia toda semana na TV com o personagem Seu Flô, no programa A Grande Família, um dos mais tradicionais da Rede Globo.

Faleceu em 2003, quando sofreu um infarto fulminante em sua casa no Rio de Janeiro, aos 66 anos.

Alguns trabalhos: A Gata Comeu (1985), Explode Coração (1995), Hilda furacão (1997), A Grande Família (2001), Zorra Total (1999).
9. John Herbert (* 17/05/1929 – † 26/01/2011): Foi casado com a atriz Eva Wilma de 1955 a 1976, sendo pais da também atriz Vivian Buckup. Com Eva Wilma fez grande sucesso na televisão brasileira nos anos 1950 e 60, com o seriado Alô Doçura. Herbert sofria de enfisema pulmonar e faleceu aos 81 anos.

Alguns trabalhos: Que Rei sou Eu? (1989), Perigosas Peruas (1992), Uga Uga (2000), Esperança (2002), O Profeta (2007).
10. Fábio Sabag (* 19/11/1931 – † 31/12/2008): Com quase 60 anos de carreira, fez quase sete mil participações em produções artísticas. Faleceu no final de 2008, vítima de câncer, aos 77 anos de idade.

Alguns trabalhos: Cambalalacho (1986), Brega & Chique (1987), Que Rei sou Eu? (1989), Pecado Capital (1998), Kubanacan (2003).

No vídeo abaixo você relembra estes e muitos outros atores que também deixaram saudades, confira:

AUTOR: MINILUA

domingo, 14 de setembro de 2014

A GRANDE FARSA DO HORÓSCOPO

Há mais de 400 anos, a humanidade iniciou algo chamado de Revolução Científica. De lá para cá, a expectativa de vida dobrou, a porcentagem de pessoas na total pobreza caiu em uma taxa jamais vista, nós fomos ao espaço, conquistamos Marte e milhares de outras coisas foram descobertas e inventadas através do método científico.

O mundo, que antes era infestado por fantasmas e deuses, deu espaço para uma nova forma de entendimento das coisas: A razão. A realidade se tornou mais importante do que crenças embasadas em nada, porém, mesmo assim, algumas superstições absurdas ainda sobreviveram ao tempo:
HISTÓRIA
No início, a astrologia (pseudociência) e a astronomia (ciência real) se confundiam, pois o conhecimento humano do cosmo a sua volta era limitado. Com o passar dos séculos, as evidências começaram a mostrar que as coisas que ocorriam no céu não pareciam afetar as pessoas, apesar de muitos afirmarem que sim.

A verdade é que não se tem uma data certa para o surgimento da astrologia, mas ela tem alguns milênios de história.

Durante séculos, os astrólogos eram levados a sério por reis e podiam influenciar o mundo. O poder deles diminuiu com o surgimento de uma verdadeira ciência para estudar os planetas, porém sua popularidade ainda se mantém em alta.
OS PROBLEMAS
Para começar, nem mesmo os astrólogos, quando perguntados, sabem responder o que permite as estrelas a milhões de anos-luz da Terra influenciarem a vida das pessoas aqui. Alguns dizem que é a gravidade, porém a ciência desmente isso. Mesmo Júpiter, que está em nossa vizinhança e possui uma massa enorme, é incapaz de afetar um ser humano com sua gravidade. A força dele em uma pessoa é tão fraca, que pode ser comparada a força da gravidade de um caminhão passando na rua, enquanto a pessoa anda pela calçada. Se fosse assim, qualquer grande veículo passando poderia influenciar sua vida.

Outros astrólogos apelam para a fé. Porém, mesmo que estejam certos sobre sua crença e as coisas que afirmam prever, eles estão errados! Os dados do Universo usados pelos astrólogos estão totalmente em desacordo com a realidade.

Quando as bases da astrologia moderna surgiram, a humanidade não conhecia sua vizinhança cósmica. Por isso, os mapas criados e usados por astrólogos estão totalmente errados! Neles faltam planetas, estrelas e até mesmo galáxias, que antes eram desconhecidas. Além disso, a própria posição da Terra está diferente hoje.
Em nosso planeta existe um fenômeno chamado precessão, que faz o eixo da Terra mudar de posição com o passar do tempo (semelhante a um peão quando começa a perder velocidade). Isso é um grande problema para a astrologia, pois os mapas deles usam a Terra com o eixo em um lugar totalmente diferente do atual, ou seja, mesmo que os astrólogos estivessem corretos em suas previsões (coisa que não estão), eles estariam errados devido a inclinação do planeta!

Isso causa um efeito muito interessante, porque muitas pessoas acreditam que a descrição de seu signo é perfeita. Só que se a astrologia estivesse usando os dados certos sobre a Terra, o signo de quase todo mundo seria diferente! Ou seja, se você tem as exatas características de seu signo, provavelmente ele está errado. Será que seu novo signo também vai “bater”?

Se pegarmos as datas corretas com a realidade, os signos seriam esses:

Capricórnio: 20 de janeiro – fevereiro 16.

Aquário: 16 fevereiro – 11 março.

Peixes: 11 março – 18 abril.

Áries: 18 abril – 13 maio.

Touro: 13 maio – 21 junho.

Gêmeos: 21 junho – 20 julho.

Câncer: 20 de julho – agosto 10.

Leo: 10 de agosto – setembro 16.

Virgem: 16 de setembro – outubro 30.

Libra: 30 de outubro – novembro 23.

Escorpião: 23 – 29 novembro.

Ophiuchus: 29 de novembro – dezembro 17.

Sagitário: 17 de dezembro – janeiro 20.

Você deve estar se perguntando que signo é esse tal de Ophiuchus. Ele é um signo que acabou sendo excluído da lista pelos babilônicos, pois devido a superstição deles, 12 era um número melhor do que 13…

ESTUDOS CIENTÍFICOS
Os astrólogos afirmam que a data de nascimento de uma pessoa pode prever sua personalidade e algumas características, mas pesquisas científicas mostram que não.

Um dos estudos mais famosos sobre o tema foi publicado na Nature em 1985. Usando 30 dos mais renomados astrólogos do mundo, o cientista Shawn Carlson conseguiu fazer um teste com as habilidades desses homens e provar que eles não são capazes de prever como uma pessoa se comporta e quais são os traços de sua personalidade.

O teste, que foi totalmente aceito pelos astrólogos, convidou diversas pessoas aleatoriamente para responderem perguntas sobre sua própria personalidade. Após isso, usando a data de nascimento e coisas do gênero, os astrólogos tinham que descobrir se as previsões deles batiam com a realidade.

Para cada pessoa entrevistada, os astrólogos ganhavam os dados de nascimento dela e três cartões, cada um com a personalidade de alguém diferente. Dois eram de pessoas erradas e apenas um correspondia a dona dos dados passados ao astrólogo. Assim, ele deveria acertar qual cartão era o correto, baseado em suas descobertas feitas com o mapa astral. Os voluntários entrevistados também não sabiam no que seriam usados seus dados. Isso foi feito para evitar possíveis fraudes ou manipulações deliberadas.

O resultado final mostrou que os acertos dos astrólogos ficaram muito abaixo do esperado, batendo exatamente no número de acertos que se esperava na sorte, algo em torno de um terço.

E não para por aí! Durante as últimas décadas, dezenas de testes foram feitos e, em nenhum deles, o resultado foi melhor do que o simples acaso. Uma pesquisa com mais de dois mil grupos de pessoas nascidas com diferença mínima de tempo não revelou similaridade alguma. Um estudo com 20 milhões de pessoas na Inglaterra mostrou que as estrelas não têm nada a ver com a escolha do casal perfeito e assim vai…
EFEITO FORER
Muita gente lê seu signo em revistas e jornais e acha que ele “bate” perfeitamente. Mas esse tipo de coisa é apenas uma enganação da mente. Quando alguma pessoa é informada que aquilo a descreve, a mente dela tenta buscar similaridades, fazendo com que as descrições, mesmo as mais genéricas e erradas, acabem soando como certas e reais.

Como, por exemplo: “Você é um líder natural e luta por seus sonhos. Os momentos difíceis serão vencidos e aquela pessoa que tanta procura vai chegar. No trabalho, foque nos detalhes e não se importe com o que falam.”

Para muitas pessoas isso vai ser exatamente o que elas são ou o que estão passando nesse momento. As partes totalmente erradas serão ignoradas e o que for semelhante a realidade será aceito e assimilado.

Mas adivinhe de que signo é essa descrição… Nenhum! Esse texto não passa de um monte de frases genéricas, que descrevem coisas que ocorrem normalmente na vida das pessoas.

Esse é o Efeito Forer, que junta a sugestão a uma descrição banal. Infelizmente esse efeito mantém milhões de pessoas no mundo ligadas ao horóscopo e outras crendices sem fundamento.

HORÓSCOPO DO DIA

Para comprovar que a astrologia não é nenhum tipo de ciência e não passa de uma crendice barata. Vamos fazer um simples teste. Esse post foi feito no dia 14/07/2014. Para mostrar que signos não passam de frases vazias e chutes ruins, vou ir ao Google, digitar “horóscopo” e pegar os dois primeiros sites que aparecerem (sem levar em conta qualquer propaganda) e colocar os dois resultados para o signo de leão:
Para especialistas em astrologia que analisaram as mesmas estrelas, do mesmo jeito e com os mesmos instrumentos, os resultados são bem diferentes…

AUTOR: MINILUA

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