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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

O QUE ACONTECEU COM OS NEGROS ALEMÃES DURANTE O NAZISMO

Adolf Hitler e Heinrich Himmler revistam tropas das SS (Foto: Associated Press)

A história das perseguições nazistas contra minorias étnicas, linguísticas, religiosas e políticas, bem como outras partes da população alemã, é bem conhecida, documentada e relembrada nos livros de história do mundo inteiro.

Entretanto, há uma categoria específica de vítimas cujo destino trágico foi pouco contado e muitas vezes não é incluído nos grupos perseguidos por Adolf Hitler.

É o caso dos cidadãos alemães negros que viviam na Alemanha antes da tomada de poder do Führer.
Comunidades históricas

Quando Hitler chegou até a Chancelaria do Reich, em 1933, havia milhares de negros que viviam na Alemanha, embora o exato número nunca tenha sido calculado por censos. As estimativas, portanto, variam muito, dependendo do historiador.

A comunidade alemã negra ainda estava se formando em 1933. Na maioria das vezes eram famílias de alemães de primeira geração, ou seja imigrantes africanos com crianças nascidas na Alemanha, mas que ainda não tinham atingido a maioridade.

Nesse sentido, a comunidade negra alemã da época era semelhante à da França e do Reino Unido – ou seja, formadas, principalmente, por famílias de homens e mulheres vindos das colônias africanas e asiáticas desses impérios.

O núcleo desta pequena comunidade era formado por um grupo de homens africanos e de suas esposas alemãs. Essas pessoas vieram principalmente das colônias africanas pertencentes à Alemanha entre 1884, o ano de fundação do império colonial alemão, e 1919, quando Berlim, no tratado de Versalhes que decretou o fim da Primeira Guerra Mundial, perdeu todos os seus territórios ultramarinos.

Além disso, havia entre 600 e 800 filhos nascidos de relacionamentos entre mulheres alemãs e soldados das tropas coloniais francesas. Batalhões constituídos, em sua maioria, embora não completamente, por africanos.

Essas unidades militares faziam parte das tropas de ocupação que Paris enviou à Renânia, uma área industrial no oeste da Alemanha, para impor a cumprimento do Tratado de Versalhes.

As tropas francesas se retiraram somente em 1930, e a região foi desmilitarizada, até que Hitler enviou tropas alemãs em 1936, violando o Tratado de Versalhes.

Esta comunidade negra alemã estava dispersa em toda a Alemanha e era ligada, em muitos casos, a associações e organizações comunistas e antirracistas.

Leis de Nuremberg
As leis raciais de Nuremberg de 1935, as chamadas "leis para a proteção do sangue e da honra alemãs" – que privaram os judeus alemães de sua nacionalidade e lhe proibiram de se casar ou de ter relações sexuais com pessoas do "sangue alemão" – também foram aplicadas à nascente comunidade negra na Alemanha.

Essas pessoas foram, de fato, consideradas de "sangue estrangeiro" e sujeitas às leis de Nuremberg.
A partir desse momento, apesar de os negros alemães terem nascido na Alemanha e serem filhos de cidadãos alemães, a concessão de cidadania a essas pessoas tornou-se impossível. Os nazistas chegaram a lhe entregar passaportes, chamando-os de "negros apátridas", negros sem pátria.

Isso deixou impossível para eles achar um emprego formal. Alguns foram usados como trabalhadores forçados e classificados como "trabalhadores estrangeiros" durante a Segunda Guerra Mundial.
Outros foram usados como figurantes e atores de filmes de propaganda nazista sobre as colônias africanas perdidas pela Alemanha. Estes tipos de empregos tornaram-se uma das poucas fontes de renda disponíveis para essas pessoas.

Em 1941, as crianças negras foram oficialmente excluídas das escolas públicas de toda a Alemanha, mas a maioria sofreu abusos raciais em suas salas de aula muito antes disso. Alguns foram forçados a sair da escola e nenhum foi autorizado a cursar universidades ou escolas profissionais.

Entrevistas e memórias escritas por homens e mulheres negros alemães, assim como reivindicações de compensações econômicas apresentadas depois do fim da Segunda Guerra Mundial, testemunham essas experiências compartilhadas por muitos negros alemães.

Livros como "Black Germany – The Making and Unmaking of a Diaspora Community, 1884–1960" (Alemanhã negra – A criação e a destruição de uma comunidade da diáspora, 1884-1960, sem tradução para o português), dos professores Robbie Aitken, da Universidade Sheffield Hallam, e Eve Rosenhaft, da Universidade de Liverpool, contam essa história.

Nazistas preocupados
O medo nazista do risco de "poluição racial" levou a um dos principais crimes cometidos por Hitler contra esta comunidade: a esterilização.

Os casais chamados "mistos" foram obrigados a se separar. Quando uma mulher alemã branca solicitava uma licença-maternidade ou ficava grávida de um alemão nascido na África, o parceiro era imediatamente forçado a se esterilizar.

Em 1937, uma operação secreta nazista foi além: cerca de 400 crianças negras da Renânia foram esterilizadas contra a vontade de seus pais. Por causa dessas perseguições, muitos negros fugiram da Alemanha.

Entretanto, poucos alemães de origem africana foram realmente internados em campos de concentração. De acordo com as últimas pesquisas históricas, não mais de 20 membros da comunidade negra alemã foram levados em lager nazistas e somente uma pessoa morreu no programa de extermínio de pessoas com desabilidades, dentro do programa que os nazistas chamaram de “Aktion T4”.

O único alemão negro que foi enviado para um campo de concentração, não por razões políticas, foi Gert Schramm, internado em Buchenwald por causa da cor de sua pele aos 15 anos, em 1944. Ele escreveu um livro "Ein schwarzer Deutscher erzählt sein Leben" ("Um alemão negro conta de sua vida", sem tradução em portugês), relatando sua experiência dramática.

A maioria dos alemães negros foi preso por razões políticas ou pelo chamado “comportamento antissocial”, como a homossexualidade.

De acordo com os nazistas, a própria cor da pele identificava uma pessoa pertencente a esta comunidade como um sujeito "diferente" dos outros alemães. Por isso, uma vez presas, essas pessoas não eram mais liberadas.

Um comportamento que mostra como, mais do que vítimas de uma perseguição nazista, a comunidade negra alemã foi perseguida pelo racismo espalhado nas sociedades europeias da época.

AUTOR: G1

domingo, 13 de agosto de 2017

"ILHA DE CONDENADOS": A DESCONHECIDA GUERRA PSICOLÓGICA USADA PELOS BRITÂNICOS CONTRA A ARGENTINA NO CONFLITO DAS MALVINAS

Propaganda britânica durante a Guerra das Malvinas (Foto: BBC)

Em plena Guerra das Malvinas, um soldado argentino mal treinado e desprovido de armamentos, com frio e fome, faz a guarda de uma colina. O ano era 1982.

Ali, assim como no resto do arquipélago, o vento é constante e não há uma única árvore para se proteger da chuva - somente pedras.

O jovem está mais longe de casa do que nunca, quer fugir e ficar perto de sua família. Ele tem medo e poucas esperanças. A comida e os suprimentos são cada vez mais escassos e é improvável que o local seja reabastecido tão cedo.

Mas não há outro remédio senão esperar a hora fatal, quando lutará contra as forças britânicas, muito melhor preparadas e armadas do que ele.

De repente, cai em suas mãos um panfleto com os escritos: "Ilha de Condenados".

"Soldados das forças argentinas: vocês estão completamente sozinhos. Da sua pátria não há esperança ou ajuda. Vocês estão condenados à triste tarefa de defender uma ilha remota (...) Não é justo que paguem com suas vidas pelas ambições tortuosas desta louca aventura."

Poucos dias depois, o jovem soldado abandona seu posto e se entrega à unidade britânica mais próxima.

Guerra psicológica
Propaganda britânica durante a Guerra das Malvinas (Foto: BBC)

Assim, o governo do Reino Unido imaginava que poderia executar uma "guerra psicológica" (Psywar, na expressão em inglês), estratégia adotada no início do conflito no sul do Atlântico para atingir a moral dos soldados inexperientes que a Argentina havia enviado ao arquipélago.

O panfleto é real e faz parte de uma série de documentos secretos recém-revelados pelo Ministério da Defesa britânico - e aos quais a BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, teve acesso.

Os arquivos revelam detalhes até então desconhecidos dessa missão secreta para tentar "manipular" as forças argentinas durante a guerra que matou 649 soldados argentinos e 255 britânicos, entre 2 de abril e 14 de julho de 1982.

"Esse material vem à tona só agora porque acabaram de transcorrer os 35 anos exigidos por lei para que pudéssemos divulgá-lo", explicou a autoridade dos Arquivos Nacionais, em Londres, onde os documentos podem ser consultados sob medidas de segurança restritas.

Trata-se de uma pasta que contém 189 páginas de documentos etiquetados como "ultrasecretos", sob a referência DEFE 24/2254.

Neles, são revelados os detalhes do plano, implementação, exemplos e lições aprendidas da guerra psicológica no arquipélago.

'Explorar o sentimento de isolamento'
Propaganda britânica durante a Guerra das Malvinas (Foto: BBC)

A missão de "Psywar" fazia parte da "Operação Corporate", o nome da maior ofensiva militar para recuperar as Ilhas Malvinas.

Nos documentos, é possível constatar que o governo britânico deu ao chamado Grupo Especial de Projetos (GEP) a missão de "enganar" as tropas argentinas no arquipélago em abril de 1982, quando a guerra havia acabado de começar.

O GEP é uma pequena unidade de oficiais especializados em guerra psicológica dentro do Ministério da Defesa britânico.

Em termos gerais, a missão deles era espalhar o medo diante de um contingente britânico com melhor preparo, contra o qual a derrota seria inevitável.

Seguindo essa "ideia de força", um dos documentos definia três metas específicas para o GEP.

A primeira era "reforçar a percepção argentina sobre a determinação do governo britânico (de recuperar as ilhas) e ressaltar também o poder da força-tarefa (a frota enviada ao arquipélago) mostrando a capacidade do arsenal do Reino Unido."

A segunda era "intensificar a percepção entre os argentinos de que seus líderes são irresponsáveis", ao enfatizar a "escassez de suprimentos nas ilhas".

O terceiro objetivo, o mais ambicioso da operação, era "a desmoralização da tropa argentina nas ilhas", apelando para emoções.

Isso implicava "explorar qualquer sentimento de isolamento nas tropas de ocupação (argentinas) para que a defesa argentina das Ilhas Falklands (denominação britânica para as Malvinas) pareça insignificante diante da força-tarefa britânica", diziam os documentos.

E quando nos arquivos se fala em isolamento, a referência feita não é apenas ao isolamento físico das ilhas, mas também ao desamparo psicológico: a ideia era também tirar proveito do afastamento dos soldados de seus familiares e amigos.

Guerra de panfletos
Propaganda britânica durante a Guerra das Malvinas (Foto: BBC)

Para levar a guerra psicológica ao arquipélago, o Grupo Especial de Projetos escolheu "duas armas", segundo os documentos secretos: a produção de panfletos e a instalação de uma emissora de rádio em espanhol.

A história da Rádio Atlântico Sul (RAdS) é bastante conhecida. Muito já foi escrito sobre ela, mas há aspectos menos conhecidos, como seu surgimento, operação e alcance - algo que os arquivos do Ministério da Defesa do Reino Unido revelam parcialmente.

Os panfletos produzidos em diferentes momentos do conflito - foram impressos 12 mil exemplares de cada um - são, talvez, o capítulo mais fascinante da guerra psicológica descrita nos documentos oficiais.

Um dos panfletos se inspira na rápida derrota da tropa argentina nas Ilhas Geórgia do Sul, também ocupadas pelo país sul-americano. Ali, o capitão-de-fragata Alfredo Astiz sucumbiu em 24 de abril de 1982 diante da superioridade das forças britânicas.

O panfleto, que inclui uma foto de Astiz se rendendo, explora em particular o sentimento de separação.

"Seus valorosos companheiros de armas que estavam há pouco tempo nas Ilhas Geórgia do Sul voltaram à terra natal. Fotografias deles recebendo honras militares e reunidos com seus entes queridos apareceram em todos os jornais", diz o documento.

"Eles tomaram uma decisão correta e honrada. Você deve agora fazer o mesmo. Pense no perigo em que você se encontra. Seus suprimentos de guerra e alimentos são muito escassos. Pense em seus familiares e em sua casa, todos esperando seu retorno."

Outro panfleto descreve uma situação ainda mais dramática: "Todos os rigores de um inverno cruel irão cair sobre vocês e o exército argentino não está em condições de enviar os suprimentos e reforços de que vocês tanto precisam".

E completa: "Seus familiares vivem sob terror, sob o medo de que nunca voltarão a vê-los."
Salvo-conduto e canhões
Propaganda britânica durante a Guerra das Malvinas (Foto: BBC)

Entre os panfletos impressos durante o conflito, um deles oferece aos soldados argentinos uma solução prática para "fugir" de sua "situação de desespero": um salvo-conduto assinado por ninguém menos do que o comandante das forças britânicas, o almirante John "Sandy" Woodward.

O documento, com objetivo claro de estimular a deserção, certifica: "O soldado que estiver portando este passe assinou seu desejo de não continuar na batalha. Ele será tratado estritamente de acordo com o estipulado pela Convenção de Genebra e deverá ser retirado da área de operações o mais rápido possível".

E ainda acrescenta, para tranquilizar o soldado: "Serão providenciados alimentos e tratamento médico e depois ele será internado em algum albergue, onde esperará sua repatriação com segurança".

O texto traz instruções precisas sobre como usar o salvo-conduto. Recomenda ao beneficiário: a) entregar sua arma; b) manter o documento de salvo-conduto em posição bem visível; c) aproximar-se do integrante das forças britânicas que estiver mais perto.

No entanto, a guerra psicológica com panfletos não terminou como havia planejado o GEP britânico, a unidade encarregada pela "ofensiva desmoralizadora". Por várias razões.

Em um dos documentos secretos, o GEP reclama das dificuldades causadas pela "falta de (informações de) inteligência" sobre as "características psicológicas do público" para tirar o maior proveito da estratégia com os panfletos.

Essa falta de inteligência, acrescenta, também impossibilitou comprovar se os panfletos tiveram alguma efetividade na região.

O que fica claro com os arquivos revelados é que os panfletos foram despachados para as Malvinas nos navios militares HMS Fearless e HMS Hermes e que houve relatos de que vários deles chegaram a ser distribuídos, ainda que em outros casos tenha sido impossível confirmar se eles efetivamente chegaram aos destinatários.

O GEP ressalta outro obstáculo que teve de enfrentar: as limitações técnicas para lançar os folhetos no "teatro de operações".

"Não foi desenvolvido nenhum projétil para lançar os panfletos como um canhão de 105mm", lamenta. "Também não houve qualquer dispositivo de uso oficial para lançar os panfletos dos aviões de guerra."

Na prática, tudo dependia da boa vontade dos militares britânicos no campo de batalha, que tinham outras prioridades na guerra.

Ondas de rádio
Nos documentos divulgados pelas autoridades britânicas, é possível ler que no fim de abril de 1982 o Ministério da Defesa do Reino Unido propôs a criação de uma emissora de rádio para "rebaixar a moral dos soldados argentinos" nas Malvinas.

A missão, que levava o nome secreto de "Operação Moonshine" ("Luz da Lua"), deu origem à Rádio Atlântico Sul (RAdS).

Seus programas, destinados a "intensificar o sentimento de isolamento das tropas argentinas e estimular sua rendição", seriam produzidos em Londres por uma equipe de 25 pessoas, majoritariamente militares.

Entre eles: um diretor, jornalistas, apresentadores, tradutores, engenheiros do rádio e "coletores" (membros do serviço de inteligência encarregados de obter informações relevantes de todas as fontes possíveis).

De acordo com um dos documentos divulgados, a equipe trabalhou de maneira secreta, em um local da capital britânica. Para evitar comprometer suas operações, os empregados precisavam usar uma senha secreta - "Pinóquio" - para se referir à rádio ou aos seus objetivos.

Essa senha sugere a ideia de engano, mas, paradoxalmente, o grupo encarregado da guerra psicológica insiste que "a RAdS se apresentava como uma emissora neutra e imparcial", que "informava os fatos" com fontes do governo britânico e da Argentina, "se este último fosse compatível com as metas".

A justificativa para esse tipo de orientação editorial pode ser encontrada em um dos documentos: "No decorrer da crise, as autoridades argentinas buscaram maneiras de justificar suas ações e provar, especialmente para seu próprio povo, que estavam sendo bem-sucedidos."

"Montaram uma campanha de propaganda em grande escala em que a verdade foi ignorada. Muitas declarações eram tão exageradas e absurdas que se desmentiam por si mesmas", completa.

'De iniciantes'
Segundo os arquivos secretos do Ministério da Defesa, a "Operação Moonshine" gerou resistência em outras áreas do governo britânico e na BBC, cujos serviços Mundial e Latino-Americano já faziam transmissões no arquipélago e no território argentino.

A BBC também se opôs à iniciativa do governo de assumir o controle de uma de suas antenas na Ilha Ascensão - no meio do Oceano Atlântico - para lançar sua "arma psicológica" pela frequência 9,71 MHz.

A RAdS fez transmissões em espanhol entre 19 de maio e 15 de junho durante quatro horas por dia. A programação incluía boletins de notícias, comunicados, reportagens, e, eventualmente, até músicas.
No entanto, conforme se constata no material divulgado, os líderes da "Operação Moonshine" acabaram frustrados.

Em um dos documentos, há uma pergunta ao então ministro da Defesa, John Nott, se ele acreditava que a RAdS havia contribuído de alguma maneira na captura dos soldados argentinos. "As transmissões eram muito boas...mas eu diria que não tiveram um efeito maior no resultado", respondeu.

Nott parecia julgar de maneira otimista a qualidade da programação da rádio. Porque os arquivos secretos detalham vários problemas nela - para começar, há uma citação à própria BBC dizendo que ela considerava que o conteúdo era "de principiantes" e denunciando que "comprometia" sua imparcialidade.

É possível identificar outros problemas por meio de uma comunicação do Exército argentino interceptada pela inteligência britânica, que é falha e cujas conclusões o governo do Reino Unido acabou aceitando.

"A linguagem usada era similar à da América Central e faltava conhecimento do espanhol falado na Argentina", dizia o documento.

Os britânicos reconhecem isso como um erro estratégico: como poderiam conseguir uma identificação emocional na guerra psicológica se usam expressões da língua que não são faladas ali?

Mas o documento em questão vai além: "Nenhum soldado tinha ideia do que era a RAdS (...) Os soldados argentinos nem estavam sabendo dessas transmissões, nem chegaram a escutá-la devido às circunstâncias."

"A maioria das tropas se encontrava no chão e, com exceção de alguns oficiais, nenhum deles tinha receptores" e que "quando surgia alguma oportunidade de escutar rádio, sintonizavam nas rádios da Argentina".

AUTOR: BBC

SERÁ VERDADE QUE OS CANHOTOS SÃO MESMO MAIS INTELIGENTES?

Os canhotos já foram considerados um resultado de uma mente doentia e potencialmente criminosa. 

No século 19, o médico e fundador da Escola Italiana de Criminologia Positivista, Cesare Lambroso, desenvolveu a teoria patológica que associava a dominância do uso da mão esquerda à condutas perversas e pervertidas.

Os canhotos foram chamados de doentes, feiticeiros, muitos escondiam da sociedade que usavam a mão esquerda e outros se recondicionavam a utilizar a mão direita, contrariando o próprio impulso.

A teoria de Lombroso se espalhou pelo mundo ocidental. Seus reflexos se estenderem até o século 20, inclusive no Brasil. Onde o preconceito reinava e muitos canhotos eram reprimidos ao ponto de terem a mão esquerda amarrada para treinarem o uso da direita.
A estrutura do cérebro é dividido em dois hemisférios, o lado direito e o lado esquerdo. Cada hemisfério divide-se em quatro lóbulos: o frontal, o parietal, o occipital e o temporal. Os lóbulos frontais direito e esquerdo são responsáveis para resolução de problemas, organização de tarefas, incluindo a capacidade da fala, do movimento, assim como o controle das mãos.

O lado esquerdo do cérebro controla o lado direito do corpo, assim como o hemisfério cerebral esquerdo irá comandar o lado direito do indivíduo. Isso acontece de maneira generalizada. Mas não com os canhotos, o cérebro deles emitem controles e comandos diferentes de um destro.

Inclusive a maneira deles de raciocinar e processar informações é diferenciada. Até onde se estende essa diferença, de que maneira eles podem ser afetados e porque eles nascem ou se tornam canhotos, isso a ciência ainda tenta explicar.
Estima-se que 10% dos indivíduos sejam esquerdinos. Para um número muito maior de destros, os canhotos sofrem para se adaptar a um universo feito para a maioria, ou seja, os que usam a mão direita.

Estudos e pesquisas revelaram que esportistas canhotos podem apresentar um melhor desempenho que os destros. Por outro lado, a chance de canhotos de desenvolverem esquizofrenia e dislexia são maiores do que os que usam a mão direita.

Não há consenso sobre a origem dessa lateralidade. Mas há indícios científicos que apontam que essas característica pode ser transmitida por herança genética assim como pode ser desenvolvida por meio da aprendizagem. Assim, é muito comum que filhos de canhotos tornem-se canhotos também.
Uma vez que os canhotos pensam, processam e reproduzem as informações de uma maneira diferente da dos destros, seriam eles mais inteligentes?

Um estudo realizado pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, descobriu que os canhotos tem uma criatividade muito aguçada. Assim como a capacidade de encontrar soluções diversas para um único problema, além de processarem todas as informações de uma maneira muito mais veloz.

Outra pesquisa realizada em conjunto pela Universidade de Milão, de Liverpool e de Maastricht aplicou um teste com mais de 2 mil pessoas de diferentes idades. O resultado mostrou que os canhotos se sobressaíam em habilidades matemáticas.

Nesse mesmo estudo, os cientistas entenderam que os esquerdinos tinham o hemisfério direito mais desenvolvido e que essa característica possivelmente lhes davam uma ajudinha especial nas percepções espaciais, assim como nas representações abstratas dos objetos.
Ainda há muito para ser pesquisado e compreendido no caso dos canhotos. No caso da inteligência talvez seja apenas uma questão de “inteligência diferenciada”, não que esteja acima ou abaixo, mas seja apenas diferente.

Todas as pessoas nascem com potenciais para serem explorados. Se uma pessoa for canhota e não tiver seus potenciais desenvolvidos, assim como um destro, nada surtirá efeito. Existem facilidades de aprendizagem. Mas para isso é necessário antes de tudo o aprendizado e o interesse em seguir desenvolvendo o cérebro, que precisa de treinos e estímulos constantes para atingir o seu potencial.

De qualquer maneira, seguem às especulações e os estudos a fim de resolver o mistério dos esquerdinos. O que sabemos definitivamente é que é muito mais fácil sermos destros do que canhotos. E que os canhotos são fruto de uma condição genética da humanidade.
Todas as imagens acima são de pessoas canhotas. Na ordem: Leonel Messi, Barack Obama, Jimi Hendrix e Pablo Picasso.

Se você gostou da matéria, não esqueça de deixar o seu comentário. Aproveite também para compartilha-la com seus amigos e familiares que são canhotos, eles provavelmente vão se interessar pela notícia.

AUTOR (ES): The New Yorker, Terra, Pijama Surf, Revista Galileu, Universo Canhoto
IMAGENS: Gorod, Allswalls, GQ, Universo Canhoto

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

POLAROID: DEPOIS DESSE TRAILER ASSUSTADOR VOCÊ VAI TER MEDO DE TIRAR SELFIES

Filmes de terror possuem a incrível capacidade de transformar assuntos cotidianos e triviais em narrativas completamente assustadoras e que chegam a tirar o nosso sono. Por exemplo, quer algo mais inocente e infantil do que um palhaço? Com certeza alguns diretores por aí são responsáveis pela Coulrofobia de muita gente. E parece que esse tema nunca é demais, tanto é que esse ano muita gente está ansiosa para o lançamento de A Coisa, adaptação do livro homônimo de Stephen King.

Mas e de fotografia? Você tem medo? Ou é uma daquelas pessoas que tira várias selfies e registra os melhores momentos ao lado dos amigos? É algo bem comum no dia a dia de todos, não é mesmo? A temática da fotografia já foi abordada num filme de terror tailandês, mas provavelmente o mais comum dessa abordagem seja o jogo japonês Fatal Frame, em que a protagonista só pode causar dano aos fantasmas usando uma máquina fotográfica. Mas, o filme Polaroid está levando essa coisa de fotografias assombradas a outro nível.

Após encontrar uma antiga câmera Polaroid, uma garota se empolga de tirar fotos com seus amigos e ter as suas impressões automaticamente, até perceber que algo muito errado está acontecendo: todos aqueles que ficam na sombra da imagem acabam tendo um destino trágico.

Confira o trailer!

Polaroid tem roteiro de Blair Butler, é dirigido por Lars Kevleberg e conta com Madelaine Petsch, Kathryn Prescott e Javier Botet no elenco. O filme está em fase de pós-produção e tem data de lançamento prevista para primeiro de dezembro deste ano nos Estados Unidos.

Assustador, concorda? Depois desse filme algumas pessoas vão ficar dias sem conseguir tirar selfies na academia ou registrar o rolê de final de semana com os amigos. Qual outro filme de terror você está super ansioso para ver esse ano? Deixe sua opinião nos comentários!

AUTOR (ES): Youtube, IMDB
IMAGENS Youtube

PERSEIDAS: NESTA MADRUGADA VOCÊ PODERÁ OBSERVAR A CHUVA DE ESTRELAS CADENTES

Uma grande chuva de estrelas cadentes cairá sobre o planeta nesta madrugada! Elas nada mais são do que meteoros que entram em nossa atmosfera terrestre e em seguida se incendeiam, devido ao atrito com o ar. Muita gente acaba achando essas estrelas são um risco para nós, pois podem cair em algum lugar nada propício, mas o fato é que geralmente elas são muito pequenas e não representam risco nenhum.

Segundo Roberto Costa, professor de astronomia da Universidade de São Paulo(USP), apenas seriam um problema para nós caso os meteoros não se dividissem e caíssem sobre a Terra com seus grandes diâmetros. Então já pode se preparar para tentar ver esse espetáculo dos céus! A hora exata em que o fenômeno irá ocorrer é incerta, mas estima-se que possa acontecer entre as 3 e 6 horas da manhã.
Ainda de acordo com o professor, a chuva acontecerá pois a Terra estará passando pela trajetória do cometa Swift – Tuttle, que completa a cada 136 anos, uma volta em torno do sol. O astrônomo da Universidade Federal de São Carlos (UFScar), Gustavo Rojas, diz que a Terra passa todos os anos por essa região, e as partículas deixadas por ele adentram nossa atmosfera. Isso é o que faz com que a chuva de meteoros aconteça todos os anos, e na maior parte das vezes, na mesma época.

Você deve estar se perguntando se em qualquer parte de nosso país será possível presenciar o acontecimento. Bom, infelizmente a resposta para isso é não, porém, você pode acabar dando sorte. Os meteoros que cairão são chamados de Perseidas e recebem este nome pois provavelmente, são originários da Constelação de Perseus, que fica localizada no hemisfério norte, e é exatamente por isso que a visualização aqui no Brasil é difícil, mas não impossível.
Se você mora na região norte ou nordeste de nosso país, terá mais facilidade em conseguir ver o espetáculo, ao contrário dos moradores da região sul e sudeste. Estima-se que os países do norte consigam ver a queda de aproximadamente 1000 deles por hora, enquanto o número para nós é reduzido para 10 por hora, mas ainda sim, é uma vista de encher os olhos.

Diferente de alguns outros fenômenos da natureza, este não requer o uso de nenhum instrumento, como telescópio, por exemplo. Rojas diz que pode ser visto tranquilamente a olho nu, apenas dependendo das condições e da localização do observador aqui no Brasil.

O mais recomendado é que se você realmente tiver curiosidade, vá até um ponto que seja o mais escuro e limpo possível, tentando fugir da poluição luminosa das grandes cidades. Um detalhe importante a se destacar é que a lua também é uma vilã, podendo atrapalhar o deslumbre do fenômeno, mas se o local em que você estiver for escuro o suficiente, não desanime!
Rojas ainda dá a dica: não fique pensando que vai acontecer tudo de forma rápida e fácil. Se olhar para seu quintal e não enxergar nada dentro de uma hora, é bastante normal. Ainda diz que o olho humano leva cerca de 15 minutos para se acostumar com a escuridão, e só depois disso, fica mais fácil para identificar.

E então pessoal, o que acharam? Compartilhem suas ideias aí pelos comentários!

AUTOR (ES): UolEstadão
IMAGENS: Pexels,Vix

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

VOCÊ SABIA QUE 666 NÃO É O NÚMERO DA BESTA???

Por mais que você nunca tenha lido a bíblia, com certeza já ouviu falar do “número da besta“. Há muito tempo as pessoas usam o número “666” como um número maligno, e existem muitas teorias a respeito, inclusive, muitas delas vivem aterrorizando muita gente por aí. 

Bom, mas será que isso está mesmo certo? A “besta” teria mesmo um número? Seria mesmo 666?

Para quem não conhece muito bem a história, ela pode ser encontrada no último livro da bíblia, o Apocalipse. 

Escrito por João, um dos discípulos de Jesus, o livro final relata uma série de horrorosos acontecimentos que supostamente, assolarão a humanidade, decretando o fim do mundo. 

Segundo os escritos, 4 cavaleiros chegarão à Terra trazendo guerras, fome, mortes e destruição. 

Depois de muitos horrores, chegam também duas bestas, que passam a oferecer às pessoas marcas nas mãos ou na face, que serão usadas para que possam comprar e vender. 

Sem as tais marcas, nada disso poderia ser feito. É exatamente nesse momento que o famoso número aparece: Seiscentos e sessenta e seis.
Bom, acontece que no ano de 2005 foi feita uma revisão em alguns escritos do livro sagrado, e descobriram que esse número não é o que verdadeiramente marca a besta. 

Um antigo fragmento do Novo Testamento foi descoberto e indica que essa informação está errada. A descoberta foi feita em um antigo local egípcio, e junto a esse fragmento, foram encontrados também outros papéis muito antigos, no qual a maioria era ilegível, mas tudo indica que também fazem parte do Novo Testamento.

A história realmente impressiona. Imagine só, estamos acostumados desde sempre a escutar em letras de música, ou em sermões na igreja, ver em filmes, séries, ou em qualquer outra história que seja sobre esse número, e apenas agora a verdade é descoberta. 

Curioso para saber qual é o número verdadeiro? Pois bem, tudo indica que seja 616. Exatamente! Esse númerozinho bem menos intimidador aí.
De acordo com David Parker, que é professor na Universidade de Birmingham, na Inglaterra, de crítica textual e paleontologia do Novo Testamento “Este é um exemplo de gematria, onde os números são baseados nos valores numéricos das letras nos nomes das pessoas. 

Os primeiros cristãos usariam números para esconder a identidade das pessoas a quem estavam atacando: 616 refere-se ao Imperador Calígula“.

Bom, a crítica textual do Novo Testamento vive em busca de respostas. Ao contrário do que muitos pensam, temos pouquíssimos dos escritos originais, o que dá chances à dúvidas sobre o que realmente está escrito na forma como podemos ler hoje em dia, sem contar que muitos dos manuscritos que se tem conhecimento, ainda não puderam ser traduzidos. 

Pesquisas nesse campo continuam sempre sendo feitas com o intuito de trazer maior precisão sobre os fatos, e fornecer respostas ao que é duvidoso.

E então pessoal, o que acharam? Já sabiam que o número conhecido por nós esta errado? Compartilha suas ideias aí com a gente, pelos comentários!

AUTOR (ES): KnowledgeNuts, Independent, End Time
IMAGENS: The Real Merkabah, Wallpaper Up, Blog Lucien Marerick

domingo, 6 de agosto de 2017

7 CIDADES FANTASMA BRASILEIRAS QUE VOCÊ AINDA NÃO CONHECIA

Certamente você já ouviu falar de cidades fantasma espalhadas pelo mundo. É um tema que sempre desperta a curiosidade de muita gente. Saber quais foram os motivos que levaram todos, ou pelo menos boa parte dos habitantes de um local a sair dali… No mínimo, deve ter sido algo bastante estranho, não é mesmo? Bom, talvez sim, talvez não…

A questão é que não precisamos ir muito longe para encontrar cidades do tipo. No Brasil mesmo podemos encontrar muitas delas! Pensando nisso, separei abaixo 7 cidades que podem ser consideradas fantasma, e que estão mesmo em nosso país. Muitas delas funcionam como ponto turístico! Confere aí!

1 – Airão Velho – AM
Bom, Airão é (ou foi) uma cidade do Amazonas, localizada próxima ao Rio Negro. Existe uma lenda que cercou a cidade por muito tempo, e que motivou seu abandono. Diziam que no lugar existiam formigas de fogo que estavam comendo os moradores da região. Bom, tudo não passou de uma história inventada, claro, assim como muitas outras fantasias por aí.

Airão teve seu desenvolvimento a partir da exploração do látex, e viveu bons momentos no período da Segunda Guerra. Forneceu borracha para os Aliados, porém, com o fim da guerra, seu principal comprador que era a Inglaterra, deixou de comprar e a cidade acabou falindo, fazendo com que a maioria de seus moradores se mudassem para Manaus.

Airão não possui nenhum morador desde 1985, tornando-se uma cidade fantasma, e no ano de 2005 foi tombada como um de nossos patrimônios nacionais e vive sob proteção.

2 – Fordlânia – PA
A cidade localizada no Pará, foi uma falha tentativa de Henry Ford (sim, o fundador da Ford) em transformar o local em uma grande fazenda para a produção de borracha. A pedido dele, casas e galpões foram levados até o local. As seringueiras que foram plantadas, acabaram sendo infestadas de pragas e não resistiram, sem contar que o terreno era totalmente infértil.

Também existem histórias de desentendimentos entre os funcionários e gerentes do lugar, pois a diferença cultural obviamente, implicou também na forma de executar e comandar o trabalho. Alguns gerentes chegaram a fugir para florestas, e acreditem, até o Exército Brasileiro precisou tomar uma atitude para manter paz no local.

Atualmente, são pouquíssimas as pessoas que moram na cidade, e ainda preservam a estrutura deixada no local. Existem ainda algumas lendas que cercam a floresta.

3 – Igatu – BA
Igatu viveu uma fase bastante próspera, e conseguiu desenvolvimento a partir da extração de diamantes e outras pedras preciosas do local. Haviam muitas casas, um hospital, hotéis, e até mesmo um cassino para divertir a população, que chegava na margem dos 10 mil.

Acontece que no início do século 20, a extração de diamantes perdeu a força, e como já era de se esperar, a cidade também. Muitos de seus habitantes se mudaram para cidades vizinhas e estima-se que atualmente, restem pouco mais de 400 na cidade.

De fato, ela nunca ficou abandonada, mas em comparação com o que já foi um dia e sua representatividade, é agora totalmente fantasma. A cidade também foi tombada como patrimônio histórico e cultural do país.

4 – São João Marcos – RJ
São João Marcos era uma cidade potente na produção de café, e ficava situada às margens da principal via de ligação no Brasil Colônia, o que facilitava a vida de diversos nobres que passavam por ali, Dom Pedro, por exemplo. Em 1889, com a instauração da República, a cidade perdeu completamente sua força e a maioria de seus habitantes acabaram se mudando na década de 30, e restaram apenas cerca de 4.500 moradores na época.

No ano de 1938, foi tombada como patrimônio histórico, mas dois anos depois, foi “destombada”, pois construíram no lugar uma represa. Mais tarde o lugar foi completamente abandonado, visto que acabou sendo inundado e as casas foram destruídas.

5 – Ararapira – PR
Esta é uma vila que se encontra no litoral norte do Paraná, e foi uma das 21 vilas fundadas pela coroa portuguesa e uma das primeiras a ser habitada no país. Em anos próximos à sua fundação, era um lugar próspero e em grande desenvolvimento, servindo como entreposto comercial.

Em 1952 Ararapira começou a entrar em decadência, visto que foi construído o Canal do Varadouro e tomou todo o fluxo de embarcações que passavam pelo local. Quando começaram a ser construídas vias no interior do país, a vila entrou em completa decadência.

Mais tarde, foi transformado em Parque Nacional, e em 1999, foi tombado como Patrimônio Natural da Humanidade. Ainda existem algumas construções por lá, mas estão em ruínas. O cemitério é que ainda funciona, e algumas pessoas costumam fazer visitas.

6 – Biribiri – MG
A cidade que fica no estado de Minas Gerais, foi utilizada para construir uma indústria têxtil para ajudar moças com sua renda. Ainda foram construídas algumas casas, no ano de 1876, para dar abrigo aos funcionários da indústria. Acontece que o lugar e a indústria foram perdendo força, e até pouco tempo, apenas 5 pessoas moravam no local. Uma verdadeira cidade fantasma que vem passando atualmente por algumas reformas, para abrigar novos moradores.

7 – Ouro Fino – GO
A cidade localizada no estado de Goiás foi fundada no ano de 1727, e ficava próxima à cidade de Goiás, se mostrando muito importante na época, na busca pelo ouro. 

Mais tarde foi alçada como distrito e teve seu nome trocado, mas o fato é que atualmente, pouca coisa ainda permanece de pé. Existem alguns muros da antiga igreja, e uma das tumbas de seu cemitério. Uma perfeita cidade fantasma!

E então pessoal, o que acharam? Conhecem alguma outra cidade que não entrou em nossa lista? Compartilha aí com a gente pelos comentários!

AUTOR (ES): G1, Bol, Guia Viagens Brasil
IMAGENS: Blogspot, Rotas Capixabas, São João Marcos, Folha de S. Paulo, Trip Advisor, Foto Strada

CONHEÇA 7 CULTOS REAIS E INSANOS

“Felizes aqueles que creem sem ter visto” diz Jesus Cristo, no Evangelho de João. De fato, acreditar em algo maior do que nossos olhos, mãos e sentidos são capazes, é uma qualidade de pessoas de fé. Para irmos em busca dos nossos sonhos, para irmos em frente e aceitar às adversidades da vida, é preciso ter fé em alguma coisa, “qualquer coisa” disse o escritor Caio Fernando Abreu, pois “não há nada mais autodestrutivo do que insistir [na vida] sem fé alguma”. 

Não que seja necessário cultuar seres divinos, o ser humano precisa ter uma base consistente que o faça prosseguir, mesmo que a ciência ou o lucro seja a sustentação de suas crenças.

O fato é que precisamos acreditar em alguma coisa. Qualquer coisa. Para darmos significado à existência. Algumas pessoas conservam um tipo de fé um tanto quanto dúbia. Acreditam, mas não tem certeza. Outros levam à fé às últimas consequências e proclamam-se líderes de seitas perigosas que mais fizeram bem do que mal aos seus seguidores.

Portanto aqui vai uma lista de 7 seitas bizarras, mas totalmente reais, e as consequência de suas pregações para os fieis:

1 – A Igreja dos Sinais de Deus
Mais de 5000 membros seguem as ideias e as manifestações da Igreja dos Sinais de Deus. Há algumas sedes no Canadá, mas a maioria se encontram no sul dos Estados Unidos.

Baseados na história bíblica de cobras são seres demoníacos, os “manejadores de cobra” da seita, lançam as serpentes venenosas para o ar, passam ela sobre o seu corpo e o de outros fieis e não acreditam em tratamentos médicos, pois esperam que Deus irá curá-los do veneno da cobra.

Muitos “manejadores de cobra” da seita já foram severamente machucados ou morreram durante o culto.

2 – Os irmãos
“The Brethren” ou “Os irmãos” é um grupo religioso que vive ao redor da ideia do fim do mundo. Para tanto, eles devem eliminar de suas vidas todo apego material e todo tipo de prazer para purificarem suas almas.

Eles não acreditam em banhos, tratamentos médicos e vivem apenas do que encontram nas lixeiras. O fanatismo da seita chega ao ponto de proibirem danças e também risadas. Eles também são proibidos de falarem com membros da família ou qualquer pessoa que não esteja dentro da seita.

Dentro do grupo, mulheres e homens também não podem conversar entre si. Isso até Jesus voltar. Então vai ser um longo tempo sem sorrisos e alegrias para essa seita.

3 – O Movimento de Restauração dos Dez Mandamentos
Joseph Kibweteere fundou a seita O Movimento de Restauração dos Dez Mandamentos em Uganda, após ele afirmar ter visto uma visão da Virgem Maria. Os membros do culto acreditavam no fim do mundo e na previsão de seus líderes que os forçaram a doar todos os seus bens, uma vez que o apocalipse iria acontecer no dia 1 de janeiro de 2000.

Como o mundo não acabou, os integrantes da seita exigiram seus bens de volta, mas foram massacrados pelos seus líderes.

Segundo matéria publicada pela Folha de São Paulo, a polícia ugandense desenterrou mais de 155 corpos no terreno da seita, além das 500 pessoas que foram à óbito com o incêndio provocado na igreja.

4 – O Ramo Davidiano
“The Branch Dadidans” conhecido em português como “O Ramo Davidiano” foi uma seita criado de uma divisão de um grupo dos Adventistas Davidianos do Sétimo Dia, que começou dentro da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Os membros do Ramo Davidiano acreditavam no retorno de Jesus Cristo, no apocalipse, e que todos aqueles que estavam de fora do grupo era inimigos diretos de Deus. Um dos membros, chamado de David Koresh, alegava ser um mensageiro de Deus, mas posteriormente ele disse ser o próprio messias, e muitos abusos aconteceram sobre sua autoridade.

Uma investigação policial foi enviada para averiguar o local e a situação dos membros. Em 19 de abril de 1993, um incêndio destruiu o templo matando 80 membros da seita, incluindo 22 crianças, na cidade de Waco, Texas.

Até hoje não se sabe se o incêndio foi acidental ou se foi provocado para ser um suicídio coletivo do grupo de fanáticos.

5 – Ordem do Templo Solar
Também chamada de Ordre Du Temple Solaire. Fundada por Joseph di Mambro e Luc Jouret em 1984.

Os pensamentos difundidos pela seita era a segunda vinda de Jesus, que tinha a missão de unir o Cristianismo e o Islamismo. Além disso, os membros dessa seita praticavam o ocultismo e acreditavam que os Cavaleiros Templários ainda estavam operando.

O fanatismo da Ordem do Templo Solar ficou perigoso em outubro de 1994, quando eles assassinaram um bebê de apenas 3 meses, por acreditarem que se tratavam do Anticristo. Após o evento, o grupo assassinou muitos outros membros pela Europa, além de convencerem a si mesmos a se matarem.

Os membros mortos foram encontrados na Suíça, formando uma espécie de círculo cerimonial. Todos estavam vestidos com um roupa roxa e ao todo, 45 pessoas foram morreram pelos ideais da seita.

6 – Portões do Paraíso
Marshall Applewhite era um professor de música que acreditava ser a reencarnação de Jesus Cristo. Ele fundou a seita Heaven’s Gate (Portões do Paraíso) junto a uma enfermeira chamada Bonnie Lu. A seita pregava a imortalidade andrógina e o ideal da castidade.

Segundo matéria publicada pelo O Globo, Marshall era gay e rejeitava sua homossexualidade. Inclusive ele tinha sido castrado, e outros 15 membros da seita fizeram o mesmo em sinal de solidariedade.

Em 1997, o líder da seita deixou uma mensagem gravada em vídeo informando que ele e outros 38 membros da seita fariam uma viagem para uma nave espacial que ficava próxima ao cometa Hale-Bopp. Quando a fita chegou às mãos de um ex-integrante da Haven’s Gate já era tarde demais.

No dia 26 de março, a polícia invadiu a mansão da seita em San Diego, Califórnia. Todos estavam mortos por terem ingerido uma mistura de álcool com barbitúrico fenobarbital.

7 – O Templo Popular
Jim Jones fundou uma comunidade conhecida como “O Templo Popular”, uma seita pentecostal cristã que se guiava por ideias de cunho socialista.

Fugindo da mídia em 1960, Jones e seus seguidores fieis, mais de 900 pessoas, se mudaram para a Guiana onde instalaram a comunidade de Jonestown (Cidade de Jones), onde poderiam viver com mais liberdade segundo as ideias esquerdistas de seu líder e praticar as curas milagrosas que Jones dizia ser capaz de oferecer às pessoas.

Eles acreditavam que Jonestown era um paraíso escondido dos americanos. Até que em 1978 um deputado federal chamado Leo Ryan, viajou para o local e tentou negociar a saída de alguns integrantes. O deputado foi assassinado com tiros junto a outras quatro pessoas.

Logo em seguida, Jones ordenou que todos se suicidassem tomando um ponche de frutas misturado com veneno. Ao todo 918 pessoas morreram, incluindo várias crianças.
Gostou de saber um pouco mais sobre esses cultos? Então não esqueça de deixar o seu comentário e aproveite para citar outras seitas insanas e aumentar ainda mais a nossa lista.

AUTOR (ES): The Talko, BBC, Terra, O Globo, Folha de São Paulo
IMAGENS: Complex, The Talko, Minilua, Museu de Imagens, Patheos, Proibido ler, Hazdf

7 FALSIFICAÇÕES QUE MUDARAM O CURSO DA HISTÓRIA

Alguns documentos são tão importantes que são capazes de alterar o rumo de decisões que promovem impactos históricos. Uma simples aposta num documento que dita o comportamento de um governo ou uma sociedade pode determinar o futuro de uma ou várias nações de forma claro.

Por mais que isso seja percebido em várias situações na história de praticamente todas as civilizações, em algumas ocasiões os documentos que inspiraram as condutas não passavam de farsas. Bem ou mal feitas, eles foram importantes para mover crenças e atitudes de diferentes povos e momentos.

Confira alguma das maiores farsas de nossa história.

1 – Protocolos dos Sábios de Sião
O documento forjado apresenta um texto antissemita que expõe uma suposta conspiração organizada por judeus e maçons para conquistar a dominação mundial. Publicado pela primeira vez em 1903, os protocolos foram responsáveis por diversos ataques aos judeus ao longo da história, incluindo as atrocidades cometidas na Alemanha nazista. Por muito tempo, acreditava-se que o texto foi verdadeiro e, até hoje, alguns grupos ainda tentam provar isso.

2 – Memórias do Sr. Hempher
Memórias de Mr. Hempher, também intitulado Confissões de um Espião Britânico é livro autobiográfico que conta a história do homem que teria fundando o Wahhabismo, movimento fundamentalista islâmico extremista e ultraconservador. 

A trama diz que os britânicos foram responsáveis pelo movimento como forma de despertar morais muçulmanas para tomar conta da população. O documento, no entanto, é completamente falso e pode ser responsável por várias teorias da conspiração envolvendo o islamismo.

3 – Peça perdida de Shakespeare
Quando a descoberta de uma nova peça de Shakespeare, Vortigerno, foi anunciada no fim do século 18, Richard Brinsley Sheridan comprou os direitos do texto imediatamente para poder adaptá-la. Porém, quando ele recebeu o roteiro das mãos do homem que alegou ter descoberto a peça, William Henry Ireland, suspeitou que o próprio homem era autor do texto. 

Por causa disso, Sheridan acabou apresentando o conteúdo como uma pegadinha de Primeiro de Abril. A peça foi tão mal recebida pelo público e pelos críticas, que só voltou a ser exibida em teatros novamente em 2008.

4 – Doação de Constantino
O documento foi apresentado na Idade Média como um decreto imperial romano que o imperador Constantino teria assinado para transferir a autoridade sobre o Império Romano Ocidental para o Papa. O documento teve a validade questionada, mas a legitimidade do domínio da Igreja sobre a região ainda é aceita. Acredita-se que o texto possa ter grande influência na separação das igrejas católica e ortodoxa.

5 – Diários de Hitler
Em 1981, um repórter da revista alemã Stern descobriu um arquivo de diários que teriam sido recuperados de um avião nazista em 1945, escondido por décadas. A coleção – com mais de 50 diários – revelava um lado mais bondoso e gentil do ditador nazista. Dentro dos textos, a solução final do führer para o problema dos judeus não era apresentada como genocídio, mas apenas deportação. 

Vários historiadores de destaque rapidamente apontaram os documentos como farsa e análises eventualmente confirmaram isso. Durante seu julgamento, o farsante Konrad Kujau admitiu a culpa e não escondeu a felicidade em assinar autógrafos com o nome Hitler para o público.

6 – Frank Abagnale Jr
Frank Abagnale Jr. é um dos impostores mais famosos de todo o tempo. Ele inspirou o filme Prenda-me Se for For Capaz, com Leonardo DiCpario. Logo cedo, ele aprendeu a fraudar bancos imprimindo cópias de cheque que ele depositava para depois fazer saques dos valores. Aos 16 anos, Abagnale se passou por piloto de avião para conseguir voar de graça e só abandonou a “profissão” quando autoridades descobriram a farsa. Daí, ele passou a atuar como médico, na Geórgia, e advogado, em Nova Orleans.

A polícia finalmente capturou o criminoso, que ficou preso na França e na Suécia, antes de ser enviado para os Estados Unidos, onde foi condenado a passar 12 anos na cadeia. Ele acabou sendo liberado depois de quatro anos, com a condição que utilizasse suas habilidades para reconhecer farsas e treinar agentes do FBI, transformando a vida de crime numa vida por trás da lei.

7 – Infektion
Ainda hoje em dia, o impacto da Infektion pode ser observado dentro da população dos Estados Unidos. Infektion foi uma campanha soviética para criar descrédito dentro dos Estados Unidos a partir de uma carta para um jornal indiano que declarava que uma “fonte anônima americana” teria declarado que a AIDS fora desenvolvida dentro do Pentágono como arma biológico e estava sendo testada em prisioneiros homossexuais. 

Mesmo depois de anos da criação da farsa, 15% da população dos Estados Unidos acredita que o vírus HIV foi criado pelo governo.

O que achou das farsas históricas? Qual delas pareceu mais impactante? Comente com a gente e não deixe de compartilhar o conteúdo!

AUTOR (ES): Ian Cpliarczyk, Oddee, Ancient Facts
IMAGENS: Thought Co, History vs Hollywood, Stadt Wien, Ancient Facts, Inquistr, BT, YouTube

SAIBA O QUE ACONTECE COM AS SUAS REDES SOCIAIS QUANDO VOCÊ MORRER

Em pleno 2017, nada mais normal do que gente que passa grande parte do dia atualizando várias redes sociais. Da mesma forma como fazemos praticamente todas as outras atividades de nossa vida, simplesmente seguimos em frente com os hábitos sem pensar muito no que pode acontecer com o conteúdo que estamos produzindo quando chegar nossa morte.

Mas o que realmente acontece com nossas contas em redes sociais quando morremos?

Se você já se perguntou isso em algum momento, talvez também já tenha se deparado com o termo legado digital pós-morte. Esse é o nome que se dá a tudo aquilo que deixamos na internet depois que perdemos a vida.
Quando se fala em conteúdo postado online, existem dois caminhos naturais. O primeiro deles diz respeito a redes, sites e blogs que dependem de contratação de domínio e hospedagem. Nesses casos, o falecimento do responsável provavelmente vai impedir o prosseguimento dos pagamentos de contas, a menos que familiares ou outras pessoas continuem mantendo o serviço. Com o fim da manutenção, os conteúdos simplesmente vão desaparecer dos servidores online.

Em uma segunda situação que envolve a maioria das redes sociais, o conteúdo digital está compartilhado em sites completamente gratuitos. Nesses casos, é provável que o conteúdo fique disponível por tempo indeterminado, até que alguém autorizado consiga acessar a conta para administração ou exclusão.
No caso do Facebook, a quantidade de usuários conectados é tão grande, que uma estimativa do New York Times sugere que um usuário da rede social morre a cada 90 segundos. Isso significa que só enquanto você lê essa matéria, ao menos algumas pessoas que estão no site irão morrer. Por conta disso, a rede tem uma estrutura bem definida para lidar com perfis de quem já morreu e continua cadastrado ali.

Para esclarecer dúvidas sobre o tema, o Facebook tem uma seção inteira de sua página de perguntas e respostas para explicar os detalhes sobre perfis de mortos. Nele, é possível conhecer três opções diferentes para administração desses perfis: transformar o perfil em um memorial, pedir a exclusão da conta ou salvar todo o conteúdo postado, para então excluir.
Transformar a conta em um memorial significa que a página continua disponível para que amigos, familiares e conhecidos continuem visitando para prestar homenagens e matar a saudade. Já deletar a conta remove todas as informações e dados do Facebook, com exceção de fotografias de outras páginas e pessoas em que você foi marcado. Tirando isso, tudo original do perfil excluído desaparece do site.

Antes da exclusão, é possível fazer o download de todas as informações da conta para manter o conteúdo salvo. O download, no entanto, só pode ser feito depois de um pedido formal que vai verificar se é possível autorizar o acesso ao conteúdo.

Além do Facebook, outros sites lidam com a morte de diferentes formas. O Twitter tem uma política de deletar contas inativas há muito tempo, enquanto sites como Pinterest e LinkedIN não deletam nenhuma informação a menos que alguém reporte a morte ou tenha acesso à conta. Já o Google, possui um Gerenciador de contas inativas que explica todo o processo. Caso uma não seja utilizada ao longo de nove meses, o serviço irá entrar em contato com um responsável indicado para tomar providências.

Apesar do assunto parecer fúnebre e pesado demais, é de fundamental importância que seja de preocupação de quem compartilha grande parte da vida na internet. Vivemos numa nova era em que a identidade digital e extremamente valiosa e a manutenção dela mesmo após a morte é fundamental para garantir a segurança e preservação de cada um.

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AUTOR (ES): Neiu Independent, Fifties Mais, Lifewire
IMAGENS: Says, Playground, Mashable

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