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sábado, 14 de julho de 2018

AS 7 MORTES INEXPLICÁVEIS QUE PERMANECEM SEM SOLUÇÃO

Lidar com a morte, naturalmente, já não é algo fácil. Embora tenhamos que conviver com a ideia de que podemos perder alguém que gostamos a qualquer momento, isso não quer dizer que estamos preparados para isso. 

No entanto, existem alguns casos em que a situação apenas se agrava. Por exemplo, imagine se alguém morre de forma misteriosa e nem mesmo as autoridades, após intensas investigações, conseguem explicar o que aconteceu... É terrível, mas infelizmente, muitas mortes acabam sem solução.

Nem mesmo pessoas famosas e importantes escapam disso. Ao longo de nossa história, inúmeras tragédias já acometeram pessoas populares e até hoje esses casos permanecem em completo mistério.

Pensando nisso, separei abaixo 7 mortes inexplicáveis que permanecem sem solução. Confere aí!

1 - Edgar Allan Poe
Allan Poe foi poeta e escritor, sendo um dos precursores da literatura gótica. No dia 3 de outubro de 1849, ele foi encontrado pelo compositor Joseph W. Walker, jogado pelas sarjetas de Baltimore. Ele estava vivo, mas tudo indica que estava delirando. Durante os quatro dias seguintes, ele viveu intensas alucinações.

Segundo registros que atestam sua morte, ele faleceu devido a um inchaço no cérebro, mas não se sabe como isso poderia ter acontecido. Algumas teorias indicam que na verdade, ele pode ter sido assassinado, ou mesmo ter sofrido um coma alcoólico. Em todo caso, nenhuma destas teorias foi aceita e até hoje não há provas do que aconteceu.

2 - Dália Negra
Elizabeth Short era uma jovem e bela moça, que sonhava com o sucesso. No entanto, apenas alcançou fama após morrer de forma completamente misteriosa e brutal. Em 1947, enquanto caminhava, uma mulher encontrou o corpo da jovem jogado em meio ao mato, nu, machucado e cortado ao meio. O caso provocou um verdadeiro caos e a imprensa acabou chegando na cena do crime muito antes que a polícia. O nome "Dália Negra", faz uma alusão ao filme noir "The Blue Dalia", de 1946.

Quando a polícia chegou ao local, encontrou o corpo completamente seco. É como se tivesse sido drenado e perdido todo o sangue. No entanto, não havia nenhuma evidência do que poderia ter acontecido e pistas parecem ter sido tiradas dali. Ainda hoje, as autoridades culpam a imprensa por ter atrapalhado nas investigações, resultando no arquivamento do caso e nenhum suspeito.

3 - Tom Thomson
Thomson foi um famoso pintor do início do século 20. Adorava pintar paisagens e sem dúvida, o Algonquin Park era uma de suas maiores inspirações... Era um parque extremamente bonito. 

Ironicamente, foi neste mesmo lugar em que sua vida foi supostamente encerrada. No dia 8 de julho de 1917, sua canoa foi encontrada no lago do parque, com xaropes, geleia e um lençol, mas o corpo do pintor não foi localizado em lugar nenhum. Ninguém sabe explicar o que aconteceu com ele ao certo.

4 - David Bacon
Bacon ganhou fama repentina em Hollywood como ator, mas de forma tão repentina quanto, acabou apagando sua estrela. Ninguém sabe explicar o que aconteceu, mas no ano de 1943, testemunhas viram que o carro do ator estava indo em alta velocidade rumo a um campo de feijão. Quando foram verificar o que estava acontecendo acabaram achando o carro e David Bacon ainda estava dentro.

No entanto, o veículo estava coberto por sangue. O homem havia sido esfaqueado até ficar à beira da morte. Ele dava seus últimos suspiros quando foi encontrado e não conseguiu responder quando lhe perguntaram o que havia acontecido. Um grande mistério ainda hoje.

5 - Laetitia Toureau
Após sair de um salão de dança na periferia de Paris, Toureau pegou um trem e seguiu em direção ao centro da capital francesa. Tudo aconteceu em 1937. Ela entrou em um vagão de primeira classe, que estava completamente vazio enquanto os outros estavam cheios. No entanto, assim que o trem parou na estação seguinte e novos passageiros subiram, encontraram o corpo da jovem, já sem vida e com sinais de ter sido apunhalado no pescoço. As investigações começaram.

A polícia acabou descobrindo que ela trabalhava como informante para uma agência de detetives. Chegaram então até o esconderijo de uma organização terrorista, onde os detidos confessaram conhecer Toureau e confessaram o assassinato. Embora tenham conseguido tal informação, o mistério continua, uma vez que ainda não descobriram quem foi o exato autor do crime, e como alguém poderia ter a matado enquanto o vagão estava completamente vazio, levando apenas a jovem.

6 - Harry Oakes
Oakes foi um multimilionário, explorador de ouro e famoso filantropo. No entanto, a história que se conta a seu respeito, diz que ele fazia de tudo para sonegar impostos e manter sua fortuna. Dizem que ele convivia com inúmeros "demônios pessoais", que decidiram lhe cobrar no dia 7 de julho de 1943.

Ele estava nas Bahamas enquanto ocorreu uma violenta tempestade, e aproveitando-se do fenômeno natural, alguém o matou. Seu corpo foi encontrado completamente queimado, com 4 furos acima da orelha esquerda e rastros de sangue correndo na direção oposta, o que indica que não foi morto deitado. Tudo indica que foi mergulhado em gasolina e então recebido fogo. As investigações demoraram e foram repletas de corrupção e descuidos. Tudo isso permitiu que o assassino escapasse ileso, apesar de muitos se tornarem suspeitos. Devido a isso, acredita-se que as próprias autoridades quiseram encobrir o culpado.

7 - Dag Hammarskjold
Dag era um diplomata sueco, atuando também como secretário-geral da ONU. O próprio John F. Kennedy, presidente dos EUA entre os anos de 1961 a 1963, chegou a chamá-lo de "o maior estadista do século". 

Infelizmente, Dag morreu aos 56 anos, enquanto fazia uma viagem de avião, a caminho de uma reunião que ajudaria a negociar a paz na província de Katanga. Alguns apontam que o acidente ocorreu por falhas do piloto. 

Enquanto isso, outros acreditam que alguém teria planejado tudo para matar o diplomata. Como existem poucas evidências sobre o que realmente aconteceu, o caso foi arquivado e nunca conseguiram provar as causas da morte ou do acidente.

E então pessoal, o que acharam? Compartilhem suas ideias aí pelos comentários!

sexta-feira, 13 de julho de 2018

NO EGITO, SARCÓFAGO COM MÚMIA DESCONHECIDA DE MAIS DE 2 MIL ANOS, INTRIGA ARQUEÓLOGOS

Dimensões do sarcófago impressionaram especialistas: tem mais de 2 metros de altura FACEBOOK MINISTÉRIO DAS ANTIGUIDADES DO EGITO

Arqueólogos egípcios descobriram neste mês um misterioso sarcófago preto de quase 2 metros de altura na cidade de Alexandria, na costa norte do Egito.

A descoberta intriga os especialistas pelas dimensões do túmulo e por ele parecer estar intacto há mais de 2 mil anos - ao contrário de outros do antigo Egito que, ao longo dos séculos, foram saqueados e danificados.

É o maior sarcófago já encontrado na região de Alexandria.

O anúncio foi feito pelo secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades egípcio, Mostafa Waziri.

O sarcófago de granito preto, com 1,85 metros de altura, 2,65 metros de comprimento e 1,65 metros de largura, foi encontrado em uma tumba a 5 metros de profundidade. Uma cabeça de homem esculpida em alabastro também foi encontrada no local.

Segundo o Ministério de Antiguidades egípcio, o objeto provavelmente retrata o dono do túmulo, que ainda não foi identificado - de acordo com especialistas, possivelmente se tratava de um nobre daquele período.
Cabeça esculpida em mármore também foi encontrada nas escavações e possivelmente retrata o homem enterrado no local FACEBOOK MINISTÉRIO DAS ANTIGUIDADES DO EGITO

A descoberta foi feita por uma missão de arqueólogos do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito durante escavações para inspecionar o terreno de um morador de Alexandria - ele pretendia fazer os alicerces de uma construção na área.

Acredita-se que o túmulo remonte ao período ptolemaico, que começou após a morte de Alexandre, o Grande, em 305 a.C. e durou até 30 a.C, quando a rainha Cleópatra 7ª foi derrotada e o Egito se tornou província do Império Romano.

"Há uma camada de argamassa entre a tampa e o corpo do sarcófago, indicando que ele não é aberto desde que foi lacrado na antiguidade", diz Ayman Ashmawy, o chefe do Setor de Antiguidades do Egito Antigo, em uma mensagem postada pelo Ministério de Antiguidades do Egito, em seu perfil oficial no Facebook.
Sarcófago de granito preto com 1,85 metros de altura, 2,65 metros de comprimento e 1,65 metros de largura está a 5 metros de profundidade FACEBOOK MINISTÉRIO DAS ANTIGUIDADES DO EGITO

Agora, o túmulo está sob vigilância enquanto especialistas se preparam para descobrir o que há exatamente dentro do sarcófago.

"Esperamos que este túmulo seja de um dos altos dignitários do período", disse Ashmawy, em entrevista publicada no jornal britânico The Guardian. "A cabeça de alabastro é provavelmente a de um nobre em Alexandria. Quando abrirmos o sarcófago, esperamos encontrar dentro dele objetos intactos, o que nos ajudará a identificar essa pessoa e a posição que ocupava", acrescentou.

Ashmawy observa que abrir o sarcófago pela primeira vez é um trabalho delicado e que possivelmente isso será feito no próprio local, dadas as dificuldades de movê-lo para um museu, por exemplo.

"São cinco metros de profundidade e a coisa toda pesa mais de 30 toneladas. A tampa sozinha tem 15 toneladas", exemplificou ele, ainda na entrevista ao Guardian.

Uma equipe de engenheiros deverá visitar o local nas próximas semanas. A expectativa é que forneçam os equipamentos e suportes necessários para que a tampa do sarcófago seja removida.

Especialistas em mumificação e restauração também devem participar da abertura do túmulo para garantir que o conteúdo seja preservado.

AUTOR: BBC

quinta-feira, 12 de julho de 2018

CONHEÇA OS CRIMES DA "NOIVA NAZISTA", CONDENADA À PRISÃO PERPÉTUA POR 10 ASSASSINATOS, NA ALEMANHA

Beate Zschäpe esteve no centro de um dos mais longos julgamentos da história moderna da Alemanha REUTERS

Após cinco anos de julgamento na Alemanha, uma mulher de 43 anos que ficou conhecida como "a noiva nazista", enquanto membro de uma gangue neonazista que operou durante 11 anos no país, foi considerada culpada por 10 assassinatos com motivação racial.

Beate Zschäpe era a principal ré em julgamento pelo assassinato de oito turcos, um cidadão grego e uma policial entre os anos 2000 e 2007.

A decisão do tribunal estadual de Munique a sentencia agora à prisão perpétua.

A relação ente os assassinatos foi descoberta por acaso em 2011, depois que um roubo frustrado revelou a existência do grupo neonazista - e célula terrorista - chamado National Socialist Underground (NSU).

Zschäpe, de 43 anos, integrava o grupo ao lado de dois homens com quem dividia um apartamento na cidade de Zwickau, no leste da Alemanha.
Identificados como Uwe Mundlos e Uwe Böhnhardt, os dois morreram em uma espécie de pacto de suicídio, após uma tentativa de assalto a banco.

Um incêndio no apartamento que dividiam - aparentemente em uma tentativa de destruir provas - levou Zschäpe a se entregar.

"Oi, eu sou Beate Zschäpe, a mulher que vocês procuram há dias", disse ela a um policial, por telefone, em 8 de novembro de 2011. Segundo o jornal alemão Augsburger Allgemeine, o agente que respondeu à chamada disse que não sabia nada sobre o caso e encerrou a ligação. Horas depois, acompanhada do advogado, a mulher se entregou em uma delegacia da cidade de Jena, onde havia passado a infância.
Foto divulgada pela polícia em 2009, datada de 2004, mostra Zschäpe e Böhnhardt juntos

Os sete anos de atuação da NSU expuseram graves deficiências no monitoramento de neonazistas pelo Estado alemão, e levou a um inquérito público para investigar como a polícia fracassou em descobrir o plano de assassinatos.

Mais de 600 testemunhas foram ouvidas no tribunal de Munique, fazendo deste julgamento um dos maiores na história da Alemanha pós-guerra.

Outros quatro acusados ​​também receberam penas de prisão por terem ajudado a gangue neonazista. Ralf Wohlleben foi condenado a 10 anos por auxiliar e encorajar os assassinatos - foi ele quem obteve a arma silenciada usada nos crimes. Carsten Schultze, um adolescente na época, foi considerado culpado de entregar a pistola e o silenciador à gangue. Foi condenado a três anos.

André Eminger recebeu uma pena de dois anos e seis meses por ajudar ao grupo terrorista. Holger Gerlach foi condenado a três anos por dar sua certidão de nascimento e outro documento de identidade a Uwe Mundlos.
Pistola Ceska e silenciador teriam sido usados na maioria dos assassinatos GETTY IMAGES

Mesmo antes do veredicto, o advogado de defesa de Zschäpe já disse que ela recorreria contra qualquer pena de prisão perpétua.

Durante o julgamento, a mulher negou ter participado dos assassinatos, alegando que só soube deles após terem sido cometidos por Mundlos e Böhnhardt.
Como atuou a 'noiva nazista'

De acordo com um artigo publicado em 2013 pela Deutsche Welle, a mãe de Beate Zschäpe não sabia que estava grávida até buscar atendimento em um hospital para o que pensava ser um problema nos rins.

As duas nunca tiveram um bom relacionamento e Zschäpe foi cuidada pela avó durante anos.

Ainda segundo o artigo, ela entrou em uma gangue de jovens aos 14 anos e, dois anos, depois conheceu Uwe Mundlos, que se tornou seu primeiro namorado e parceiro nos primeiros roubos de dinheiro e cigarros.

Mundlos foi para o serviço militar, e Uwe Böhnhardt, seu melhor amigo, teve um caso com Zschäpe.

Mas a história não foi motivo de conflito e os três passaram a viver juntos no apartamento em Zwickauer a partir de 2008.

Mundlos era apontado como o cérebro do grupo, Böhnhardt como o encarregado das armas e Zschäpe como responsável por cuidar do apartamento.

Após a morte da dupla, ela pegou uma lata de gasolina e ateou fogo ao apartamento, fugindo em seguida. Dias depois, acabou se entregando à polícia.
Quem foram as vítimas?

O caso da NSU engloba 10 assassinatos, dois atentados a bomba em Colônia, que deixaram mais de 20 pessoas feridas, e 15 assaltos a banco.

As vítimas dos assassinatos foram principalmente turcos, alvejados com uma pistola CZ 83 ao longo de sete anos.
Imagens de oito das 10 vítimas do grupo: (na parte de cima, da esquerda para a direita) Enver Simsek, Abdurrahim Ozudogru, Suleyman Taskopru e Habil Kilic e (na parte de baixo, da esquerda para a direita) Yunus Turgut, Ismail Yasar, Theodorus Boulgarides e Mehmet Kubasik FOLHETO DA POLÍCIA ALEMÃ

Um grego identificado como Theodoros Boulgarides também foi morto em 2005.

A última vítima foi Michèle Kiesewetter, uma policial alemã baleada e morta quando estava sentada dentro de uma viatura, em um intervalo do serviço em 2007.

A relação entre os assassinatos só seria descoberta anos depois.
Por que os assassinatos ficaram anos sem solução?

A polícia suspeitava que os assassinos fossem turcos étnicos nas comunidades das vítimas, o que lhes rendeu o apelido de "os assassinos do Bósforo", em referência ao famoso canal que leva esse nome em Istambul, na Turquia. Parte da imprensa alemã também chegou a usar o termo depreciativo "assassinos doner" - em referência ao doner kebab, um prato típico turco feito de carne assada.

Investigadores cogitavam a hipótese de parte das vítimas ter sido morta em acertos de contas por envolvimento em atividades criminosas - alegações que já foram retiradas do processo.

As famílias das vítimas, seus advogados e ativistas têm demonstrado frustração há muito tempo com o fragmentado sistema de policiamento da Alemanha, com 16 jurisdições diferentes para os 16 Estados.

Eles acreditam que o racismo institucionalizado dificultou a investigação e o julgamento.
Abdulkerim Simsek (à esquerda) e Gamze Kubasik são filhos de vítimas assassinadas pelo grupo em 2000 e 2006 respectivamente EPA

Em particular, apontam para a agência de inteligência doméstica BfV, acusada por eles de ter destruído e editado arquivos relacionados à célula terrorista depois que ela se tornou conhecida, em 2011, além de ter protegido informantes pagos no submundo neonazista.

Abdulkerim Simsek tinha 13 anos quando seu pai, um florista e primeira vítima da NSU, foi morto em 2000.

Ele disse à mídia alemã que ver o corpo do pai baleado foi "o pior dia" de sua vida.

Ele e parentes de outras vítimas acreditam que há mais envolvidos nos crimes ainda em liberdade e que deveriam ser levados a julgamento. "Havia alguém com conhecimento local observando todas as vítimas", disse Simseks ao jornal alemão Süddeutsche Zeitung.

"Esse espião e outros apoiadores da NSU ainda estão soltos por aqui. E isso me incomoda muito."
Questões não respondidas

Jenny Hill, correspondente da BBC News em Berlim, observa que Zschäpe estava sorrindo e relaxada nos minutos que antecederam o anúncio de sua sentença à prisão perpétua. A mulher falou apenas duas vezes ao longo dos cinco anos de julgamento.

"Mas, embora as sentenças condenatórias provavelmente sejam bem-vindas pelas famílias das vítimas, nem esses processos, nem uma série de investigações oficiais responderam a questões fundamentais", diz Hill.

"Como e por que os assassinos escolheram suas vítimas?", questiona ela e vai além: "Por que as autoridades alemãs - que dependiam de informantes pagos de dentro da comunidade neonazista e são acusadas de racismo institucionalizado - aparentemente fazem tão pouco para protegê-los?"
Como a NSU foi apanhada?

Em 2011, um DVD incomum foi recebido por algumas agências de notícias alemãs contendo uma espécie de confissão do grupo pelos crimes que havia cometido.

O dispositivo mostrava imagens manipuladas junto ao famoso personagem do desenho animado Pantera Cor-de-Rosa, em que o grupo exibia mensagens se vangloriando dos assassinatos, além de imagens dos atentados.
Os neonazistas se vangloriavam dos assassinatos em um vídeo de confissão com a Pantera Cor-de-Rosa GETTY IMAGES

Em 4 de novembro do mesmo ano, Mundlos e Böhnhardt roubaram um banco em uma cidade alemã, como parte de uma série de assaltos semelhantes que haviam praticado. Desta vez, porém, a polícia conseguiu segui-los até uma van em que haviam se escondido.

Apesar de estar armada, a dupla não resistiu - e foi encontrada morta no interior o veículo. Investigadores acreditam que Mundlos atirou em Böhnhardt antes de se matar.

Zschäpe, então a única sobrevivente do trio da NSU, supostamente ateou fogo ao apartamento onde os três moravam em Zwickau. Ela se entregou poucos dias depois.
Beate Zschäpe teria incendiado o apartamento que o grupo dividia em um imóvel em Zwickau, para destruir provas. Várias, porém, foram encontradas GETTY IMAGES

Contudo, o dano que o incêndio causou no imóvel não destruiu tudo - e os investigadores encontraram uma cópia do DVD da Pantera Cor-de-Rosa, ligando o trio ao nome da NSU e aos assassinatos.

A arma que teria sido usada nos assassinatos também foi encontrada nos escombros.

O público saberia a partir de então que uma célula neonazista havia operado impunemente por 11 anos, matando 10 pessoas - e que havia permanecido durante todo esse tempo desconhecida pela polícia.

Uma indignação pública generalizada se seguiu a isso, juntamente com várias investigações parlamentares que exigiram maior vigilância das atividades neonazistas.

Em julho de 2015, o Parlamento alemão aprovou um conjunto de reformas dando maior poder ao BfV para evitar que as falhas na investigação desse caso se repitam.

Esse conjunto de reformas incluiu mudanças importantes no uso de informantes pagos, conhecidos como "V-Leute".

AUTOR: BBC

quarta-feira, 11 de julho de 2018

NOS EUA, O CONDENADO À MORTE QUE PEDE PARA MORRER LOGO

Scott Dozier foi condenado à pena de morte por ter cometido dois homicídios DEPARTAMENTO DE EXECUÇÃO PENAL DE NEVADA

Ele já deveria estar morto.

"Já passou muito tempo, meritíssima. Estou pronto", foi a resposta de Scott Dozier quando a juíza Jennifer Togliatti anunciou a data em que seria executado na prisão estadual de Ely, em Nevada, nos Estados Unidos.

Dozier, que em 2002 foi condenado à morte por homicídio, manteve-se calmo e, em alguns momentos, até um pouco animado durante a audiência no final de julho de 2017, conforme relatado pela imprensa local.

Levou quase um ano para que as autoridades concordassem em cumprir seu desejo: acelerar a aplicação de sua sentença de morte.

Mas esses planos foram frustrados.

A execução, originalmente prevista para 16 de outubro de 2017, foi adiada para 14 de novembro e, em seguida, suspensa por tempo indeterminado.

Paradoxalmente, esses adiamentos não atenderam aos pedidos de Dozier que, em 2016, anunciou que não apresentaria mais recursos em seu caso - ele só o faria se eles estivessem relacionados a uma disputa legal e médica sobre o método de sua execução.

Nesta quarta, 11 de julho, Dozier terá uma nova chance de morrer.
Crime em Las Vegas

O cheiro ruim de uma mala encontrada em abril de 2002 em um depósito de lixo a vários quilômetros do centro de Las Vegas era o início do processo judicial contra Dozier.
De 1.477 presos executados nos EUA desde os anos 70, 144 pediram para morrer logo, sem apresentar novos recursos GETTY IMAGES

Dentro do pacote estava o corpo mutilado e sem cabeça de Jeremiah Miller, um homem de 22 anos.

Durante o julgamento, os advogados de Dozier apresentaram a vítima como um traficante de drogas que estava tentando entrar no negócio da metanfetamina.

Os investigadores concluíram que Dozier ofereceu-se para ajudar Miller a obter os ingredientes para preparar a droga, mas, em vez disso, o matou para roubar US$ 12.000.

A cabeça da vítima nunca foi encontrada, embora um informante tenha dito à polícia que Dozier poderia tê-la colocado em um balde de cimento.

Após sua prisão, também Dozier foi indiciado pela morte de Jasen Greene, um homem de 26 anos cujo corpo foi encontrado desmembrado e enterrado no deserto do Arizona. Por essa razão, ele foi enviado para Phoenix, onde foi julgado e sentenciado a 22 anos de prisão.

Embora houvesse vários testemunhos contra ele, Dozier sempre negou ter sido responsável por essa segunda morte.

Em seu relato, ele diz que atendeu ao pedido de um amigo e hospedou Greene no trailer que usava para preparar metanfetamina. Um dia, quando chegou ao veículo, diz, Greene estava morto. Ele conta que decidiu enterrá-lo para impedir que a polícia descobrisse seu laboratório clandestino.

"Gostei da ideia de viver fora da lei", disse Dozier em uma entrevista publicada em janeiro passado na revista Mother Jones.

"Eu não estou buscando clemência. (O Estado de) Nevada me disse 'pare de se comportar assim ou vamos matá-lo se continuar'", acrescentou.
Voluntário

Em 31 de outubro de 2016, Dozier escreveu uma carta à juíza Togliatti pedindo que sua sentença de morte fosse logo levada adiante.
Dozier foi condenado à pena de morte em 2002 DEPARTAMENTO DE EXECUÇÃO PENAL DE NEVADA

A decisão faz de Dozier um "voluntário", como são chamados nos EUA os condenados à morte que renunciam a continuar lutando para preservar suas vidas.

Não há muitos deles. Desde que o país restabeleceu a pena de morte nos anos 1970, apenas 144 condenados se tornaram "voluntários".

No mesmo período, foram realizadas 1.477 execuções, segundo dados do Centro de Informação sobre a Pena de Morte (DPIC), organização não-governamental dedicada à pesquisa e à análise da pena de morte.

Mas o que o levou a pedir para morrer?

Meredith Rountree, pesquisadora da Faculdade de Direito da Universidade Northwestern, nos EUA, publicou em 2014 um trabalho focado em casos de "voluntários" condenados à morte no Texas para tentar investigar as razões deles.

Segundo a especialista, existem diferentes interpretações sobre o que acontece com essas pessoas. Alguns apontam para problemas de saúde mental ou para o impacto da rotina no corredor da morte, em que os presos geralmente vivem confinados e com muito pouco contato social.

Outros, pelo contrário, consideram que é uma decisão racional baseada na defesa da autonomia pessoal. Nesses casos, solicitar a execução seria um sinal de que o detento exerceria controle sobre seu destino final, reivindicando sua autonomia.
Nos últimos 40 anos, o Estado onde mais se aplicou a pena de morte nos EUA foi o Texas GETTY IMAGES

Segundo Rountree, "voluntários" compartilham algumas características com aqueles que tentam cometer suicídio na prisão. E Dozier é um deles.

Enquanto estava na prisão, ele tentou tirar a própria vida com uma overdose de antidepressivos. A tentativa o deixou em coma por duas semanas e o fez perder 30 kg. Após esse episódio, ele disse que não tentaria mais o suicídio.

Na prisão, ao contrário de outros condenados, Dozier conta com o apoio constante de seus irmãos. Pelo menos por um tempo, eles conseguiram dissuadi-lo de se tornar um voluntário.

O condenado também manteve contato com sua ex-mulher, Angela Drake, com quem tem um filho. Agora, ele também é avô.

À revista Mother Jones, ele disse que o preocupa que a neta só o conheça como um prisioneiro, bem como a possibilidade de que, permanecendo vivo, ele acabará se tornando um fardo emocional para toda a família.

"Estou cansado de ser o peão dos outros, eles (as autoridades) gastaram milhões de dólares para me condenar à morte e depois milhões de dólares não me matando. Isso não faz sentido", disse, sobre os adiamentos de sua execução.
Injeção letal

Apesar de seu desejo de ser executado, há um elemento que ainda lança dúvida sobre a possibilidade de isso acontecer: a controvérsia sobre a mistura de drogas que as autoridades planejam usar em uma injeção letal.
Caso execute Dozier nesta quarta-feira, o Estado de Nevada usará pela primeira vez a nova sala de execuções da prisão de Ely, que custou US$ 860.000 DEPARTAMENTO DE EXECUÇÃO PENAL DE NEVADA

O Departamento de Execução Penal de Nevada anunciou no início de julho que aplicará um coquetel que nunca foi testado, que mistura midazolam (um sedativo), fentanil (um opióide) e cisatracúrio (um agente paralisante neuromuscular).

Uma mistura semelhante foi alvo de contestação judicial no final do ano passado - razão pela qual a execução de Dozier foi adiada.

No centro da disputa estava o uso do cisatracúrio, uma droga que poderia causar uma sensação de afogamento em Dozier, mas sem ele estar ciente do que estaria acontecendo com ele.

Um anestesista compareceu ao tribunal e disse que o uso da substância poderia causar "sofrimento e dor cruel", levando o prisioneiro a ter "uma experiência horrível".

A União Americana pelas Liberdades Civis também questionou a aplicação do midazolam, usado anteriormente em execuções problemáticas que ocorreram em pelo menos sete estados do país, nas quais os presos demoraram a morrer e apresentaram sinais visíveis de sofrimento.

Dozier não parece se preocupar com essa discussão e segue disposto a correr o risco de uma morte desse tipo.

"Não há nada que tenha acontecido no ano passado, incluindo as discussões sobre drogas, sua eficácia... o fato de que aquelas (drogas) que foram usadas em outros Estados levaram a execuções problemáticas, longas e talvez dolorosas, nada disso te dissuadiu de me pedir para assinar este pedido (de execução)?", questionou a juíza Togliatti a ele em julho do ano passado antes de dar sinal verde para sua morte.

"Francamente, meretíssima, todas aquelas pessoas acabaram mortas e esse é o meu objetivo aqui", respondeu Dozier.

AUTOR: BBC

sábado, 7 de julho de 2018

EXCLUSIVO: 'PASSEI A INFÂNCIA EM UMA SEITA QUE INCENTIVAVA O ABUSO DE CRIANÇAS'

Verity Carter foi vítima de abusos sexuais desde os 4 anos de idade

Quando a britânica Verity Carter viu seu pai, Alexander Watt, ser condenado por ter abusado sexualmente dela e de outra criança nos anos 1980, ela passou a ter esperança de que outras pessoas venham à público para expor os crimes de membros da seita Children of God (Crianças de Deus), na qual ela cresceu.

Carter, de 38 anos, diz que sofreu abusos sexuais desde os quatro anos de idade de diversos membros da seita, incluindo seu pai. Ela afirma que crescer em meio ao grupo, que incentivava a prática, foi um "inferno na terra".

Watt foi condenado em fevereiro deste ano depois de confessar os crimes, cometidos na Escócia. A sentença determinou que ele cumpra 240 horas de serviço comunitário e compareça a um curso de reabilitação. Ele também foi incluído na lista de criminosos sexuais.

Carter diz que durante anos ouviu que era louca e que o abuso nunca havia acontecido. "Só de ter o fato reconhecimento já é uma grande coisa", afirma. "(Mas) para mim, emocionalmente, a questão não ficou totalmente resolvida. Eu esperava mais".

Carter diz que o pai não foi o único que a molestou quando ela era pequena. "Coisas muito piores foram feitas comigo por muitos outros."

Abuso sexual de crianças

A seita Meninos de Deus começou nos Estados Unidos no fim dos anos 1960, fundada pelo americano David Berg. O grupo cresceu e, no fim dos anos 1970, alegava ter 10 mil membros em 130 comunidades ao redor do mundo.

Os atores de Hollywood Rose McGowan e Joaquin Phoenix nasceram em famílias que faziam parte da seita.

Berg dizia aos seus seguidores que Deus é amor e amor é sexo, então não deveria haver limites em termos de idade ou de tipo de relacionamento.

"A seita ativamente incentivava práticas sexuais com crianças a partir dos dois ou três anos", diz Carter.

Tanto o pai quanto a mãe de Verity Carter eram participantes ativos do grupo quando ela nasceu.
Rose McGowan fez parte da seita até os nove anos de idade GETTY IMAGES

Além do abuso sexual, Carter diz que era constantemente espancada por qualquer transgressão.

"Era um inferno na terra. Mas aconteceu pouco a pouco, e muitos adultos não tinham percebido a quão extremo (o grupo) havia se tornado até ser tarde demais", afirma ela.

O pai dela saiu da seita quando ela tinha nove anos, mas sua mãe continuou dentro do grupo com Carter e seus irmãos.

No início, a família morava em um pequeno apartamento, mas tinha uma vida parecida com a dos membros que viviam em comunidade. "Não tínhamos contato com o mundo exterior", diz Carter. "Não tínhamos TV, não ouvíamos música nem tínhamos acesso à cultura. Não tínhamos ideia de como o mundo funcionava."

Carter não recebeu nenhuma educação formal. Mas aprendeu a mentir para quem era de fora – especialmente para o serviço social.

"A gente sofria graves consequências se não sorrisse e não dissesse exatamente o que mandavam", diz ela. As crianças eram ensinadas que coisas horríveis iriam acontecer com elas se saíssem de casa.

"Eu não estava confortável com as coisas que eram feitas comigo. Se questionasse, eu apanhava ou ficava de castigo", conta. "E como não conseguia ficar quieta, era sempre punida."

Fuga

Carter deixou a seita por volta dos 15 anos, em uma época em que "já não me importava se algo horrível acontecesse comigo, se eu morresse no 'mundo exterior'. Porque eu já queria morrer, então que diferença isso iria fazer?", diz ela.

No começo ela foi morar com o pai, que gastava bastante dinheiro com ela. "Acho que ele estava tentando compensar o passado", diz.

"Eu perguntei para ele sobre o que tinha acontecido e ele pediu desculpas e disse que era tudo culpa dos ensinamentos da seita."

Quando ela tinha 16 anos, os dois brigaram e Carter decidiu sair de casa.

Ela diz que teve depressão e pensamentos suicidas, além de pesadelos e insônia. Durante muito tempo, teve medo de falar a respeito, já que seus irmãos ainda estavam dentro da seita.

Sete anos atrás ela decidiu vir a público e contar o que aconteceu em sua infância. O caso criminal revelou mais sobre os estupros cometidos por seu pai do que ela imaginava.

"Ele não reconheceu o mal que causou com seus atos. Parecia não entender o impacto que teve."

Muitos casos

Desde os anos 1970, dezenas de outras pessoas cujos pais eram membros do grupo relataram os abusos sexuais que sofreram na infância.

Entre elas estão duas netas do criador da seita, David Berg. Uma delas falou sobre os abusos em um processo judicial e outra, em uma rede de televisão americana.

Um dos casos mais dramáticos da seita é o de Ricky Rodriguez, filho da segunda mulher de Berg, Karen Zerby. Ele foi molestado constantemente quando era pequeno e a seita chegou a publicar uma revista relatando os episódios como exemplo de criação de filhos.

Em 2005, aos 29 anos, ele se encontrou com uma das babás envolvidas nos abusos sexuais que sofreu na infância e a matou a facadas. Em seguida, se suicidou.

De acordo com uma reportagem da época do jornal The New York Times, Rodriguez fez um vídeo pouco antes do crime dizendo que se via como um "justiceiro buscando vingança" para crianças como "ele e suas irmãs, que foram vítimas de estupros e espancamentos".

Além de incentivar o estupro de crianças, os textos de Berg tinham conteúdo racista e antissemita.

Em 1986, depois de diversos escândalos envolvendo estupros e abusos de crianças, a Igreja revogou os ensinamentos de Berg quanto à sexualidade e proibiu o contato sexual de adultos com menores de idade.

David Berg morreu em 1994, aos 75 anos, e sua segunda mulher se tornou a líder do culto, posto que ocupa até hoje.

Ativos até hoje

Verity Carter não fala com sua mãe, mas diz ter um bom relacionamento com os quatro irmãos e duas irmãs, que depois de adultos saíram da seita.

A mãe de Carter participa até hoje do movimento, que mudou de nome e, desde 1978, se chama A Família Internacional.

Apesar de prisões de líderes e diversos processos criminais contra membros do grupo em países como México, Reino Unido e Estados Unidos, a seita continua com suas atividades em diversos países, incluindo o Brasil. A Família Internacional está no país desde 1973.

Procurada pela BBC News Brasil, A Família Internacional (AFI) disse que sofreu "uma reestruturação monumental em 2010, a qual levou ao desmantelamento de sua estrutura organizacional e lares comunitários".

"Os membros atuais são frouxamente afiliados através do site comunitário. A organização atualmente existe como uma pequena comunidade virtual com menos de 1,9 mil membros dispersos em 80 países", disse a entidade.

A porta-voz da entidade, Carol Cunningham, afirmou que não conhece a história pessoal de Verity Carter, mas pode dizer que "o pai dela foi excomungado da Família há quase três décadas, em 1989".

"A AFI expressou suas desculpas em várias ocasiões a qualquer membro que sinta que sofreu danos durante a sua afiliação, as quais também são estendidas a Verity", afirmou a porta-voz.

A entidade também diz que "embora tenha pedido desculpas a ex-membros em diversas ocasiões por qualquer dano sofrido, real ou sentido, não dá credibilidade a histórias de abusos institucionalizados, que não têm nenhuma base em fatos."

AUTOR: BBC

CONHEÇA 7 CASOS ASSUSTADORES ENVOLVENDO SEITAS, QUE JÁ ACONTECERAM NO BRASIL

Certas seitas certamente podem assustar a muitos: quem nunca ouviu falar de rituais de sangue, cultos satânicos e sacrifícios? Apesar de toda a discussão por trás desses atos ocultos, assim como em qualquer religião, existem extremos. Já ocorreram casos em que certos religiosos realmente agiram de formas horripilantes, fazendo coisas absurdas.

E esses são os 7 casos verdadeiramente assustadores envolvendo seitas que já aconteceram no Brasil:

1 – Mensagens indesejadas
A história se inicia assim que uma advogada começa a trabalhar com um jurista em São Paulo. Eles começam a receber mensagens agressivas, fotos íntimas e “invocações do mal”. Certo dia ela recebe na sua caixa de correio uma caixa contendo um coração de boi furado com pregos e uma boneca espetada com agulhas. Quem estava direcionando os supostos “presentes”?

A filha do jurista, que achava que os dois estavam em um relacionamento extraconjugal. A advogada entrou com um processo por danos morais e recebeu 30.000 reais.

2 – Crânios roubados
Vivaldino Beira-mar havia invadido túmulos para vender crânios para Zakia Andreza de Amorim. Os dois foram pegos pela polícia, mas só Vivaldino teve que responder pelo crime. A mulher declarou que sua religião não possuía relação com “satanismo” ou “magia negra” e Zakia, deixando bem claro que o homem ofereceu o crânio a ela. Ela foi solta e o homem cumpre pena por violação de sepultura e ocultação de cadáver.

3 – “SS”
Dentro de certas penitenciárias existe uma ordem chamada de nome “SS”, que significa Seita Satânica. O grupo faz rituais de tortura e assassinatos dentro da prisão. Em 2003, algumas reportagens foram divulgadas afirmando que eles teriam se juntado ao PCC – o Primeiro Comando Central. A SS está por trás de diversas atividades consideradas brutais e alguns crimes que vieram a público.

4 – Ordem de assassinato


Um homem pagou 25.000 reais para que uma seita satânica do Rio Grande do Sul sacrificasse duas crianças em um ritual. Um garoto de 8 anos e uma menina 12 foram achados esquartejados no interior de uma caixa de papelão em um local deserto do bairro. Três pessoas da seita foram presas, inclusive seu líder.

5 – Crucificação
Ao Sul da Bahia, um homem de 23 anos foi achado morto de modo crucificado escrito “satanás” perto de seu cadáver. A polícia acredita que a morte do jovem esteja ligada a algum ritual religioso.

6 – Assassinato


Em Aparecida de Taboado, no Mato Grosso do Sul, um homem que estava envolvido em seitas satânicas (segundo ele), matou a própria mãe com 7 facadas no peito. O que causou o crime foi uma briga familiar, com ele dizendo que sua mãe acreditava em Jesus.

7 – Suicídio
Um tatuador de 22 anos de idade, já por dentro de cultos por um certo tempo, tentou assassinar sua mãe, porém foi impedido por seu pai e irmão. Com a mesma arma que tentou executar sua família, ele se matou. A polícia acha que o suicídio foi induzido pela seita que participava.

AUTOR: [Estadão][Correio 24 horas]

segunda-feira, 2 de julho de 2018

ATENÇÃO!!! ESSAS PESSOAS CONSEGUIRAM VENCER A DEPRESSÃO E TEM ALGO IMPORTANTE A DIZER PARA VOCÊ

“A depressão pode parecer um tópico incontestável para um livro edificante”, diz Daniel Jackon, professor do MIT e autor do novo livro Portraits of Resilience.

“Mas quando eu desenhei essa jornada, tive uma impressão de que os membros da minha comunidade – estudantes, professores e administradores do MIT – teriam mais para compartilhar do que histórias tristes. Talvez, tendo entrado nesse lugar escuro, eles emergiriam com sabedoria e clareza – não apenas sobre a depressão, mas sobre a própria adversidade da vida em si” – completou o autor.

“À medida que minha comunidade universitária lutou para chegar a um acordo com uma série de suicídios e uma pesquisa que descobriu que menos da metade de nossos alunos atendiam aos critérios para uma saúde mental ‘florescente’, me pareceu que aqueles que experimentaram a depressão, a ansiedade, os traumas, ou desafios semelhantes não foram derrubados por esses problemas. Afinal, eles estavam na linha de frente da nossa luta, e suas ideias e experiências são capazes de ajudar a todos”.

Com isso em mente, Daniel decidiu criar um livro, “Retratos de Resiliência” em tradução livre, para capturar os rostos e as histórias daqueles que enfrentaram lutas contra sua saúde mental. Ele espera que a série resultante de retratos traga “força e tranquilidade para aqueles que estão sofrendo, e uma compreensão mais profunda para todos nós acerca do problema”.

Essas pessoas conseguiram vencer a depressão tem algo importante para dizer a você. Veja só:

14 – Emily Tang
“Eu sou melhor para mim mesma agora, o que é uma grande coisa. Agora, é menos importante que eu tire um tempo egoísta para mim mesma. Eu sou melhor em lutar contra o monstro da ansiedade. Eu sou melhor para vencer a depressão, diariamente. Não sou perfeita nisso, mas considerando o fato de ter chegado à metade das aulas durante as três últimas semanas, e ter ficado deprimida no último semestre… é, acho que fiquei, sim. Se isso acontecesse há dois anos, não teria ido a nenhuma das aulas. Eu teria acabado de desaparecer do mapa. Estou conseguindo”.

13 – Justin Bullock
“Cheguei a dormir de treze a dezesseis horas por dia. Quando penso naquele tempo, o pensamento mais doloroso é que eu pude ver que meus amigos estavam tentando tanto me ajudar… Eles entravam no meu quarto e eu só olhava o computador e não os olhava e não falava com eles. Eu simplesmente não podia, ou não… Eles iam embora e eu gostaria que eles ficassem. Mas por que eles ficariam quando eu não estava interagindo com eles?”

12 – Anita Hom
“O que você vê em outras pessoas não é tudo o que existe. Você pode estar pensando que todos os outros que o cercam têm isso, mas eles realmente não vivem assim. Você descobrirá isso. Eu costumava pensar que o objetivo era ser perfeita e que todos esperavam que eu fosse perfeita. Eu não me sinto mais dessa maneira. Posso fazer coisas que estão erradas, não há problema algum. Posso cometer erros e lamentar sobre eles e pedir desculpas por eles…não se trata de ser perfeita. Esse não é o objetivo, isso não é humano”.

11 – Eva Breitenbach
“A parte realmente difícil era que eu estava me sentindo como se não pudesse me comunicar com as pessoas à minha volta. Fiquei bastante quieta, mas sorria muito. Meu sorriso era como uma careta e não era reconhecível como um sorriso. Isso me deixou muito consciente de mim mesma, então eu geralmente não fazia nenhuma expressão, porque se meu rosto estivesse descansando, aí não podia dizer que nada estava acontecendo”.

10 – John Belcher
“O que eu não percebi foi a importância de se envolver com as pessoas. A depressão acontece quando você fica preso dentro de sua própria cabeça. Você tem que sair da sua cabeça, porque sua cabeça é um lugar muito estranho. Se você está conectado às outras pessoas, é possível obter uma perspectiva maior sobre seus problemas e afastar-se das coisas que levam a essa espiral descendente. É uma maneira muito melhor de viver”.

9 – Haley Cope
“Comecei a escrever a história da minha vida e a tentar entender o que deu errado. Minha intenção era escrever essa história e depois me suicidar. Mas eu não tinha terminado a história quando chegou a hora do que eu planejei. A sensação de não ter terminado algo é muitas vezes o que me impediu”.

8 – Lydia Krasilnikova
“A mente é como o solo de uma floresta. Quanto mais você caminha, mais profundo chega e é mais fácil andar novamente. Quando eu não estava tão bem, havia um caminho caindo na infelicidade, e quanto mais eu caminhava sobre ele, mais profundo era esse caminho”.

7 – Samuel Jay Keyser
“Um médico entrou no meu quarto. Ele ficou no pé ao lado da minha cama. Ele estava com uma prancheta, um estetoscópio, tinha uma plaquinha com o nome, um casaco branco e todos os atributos de sua autoridade, e disse: ‘Sr. Keyser, sua operação foi um sucesso, mas sinto muito dizer-lhe que nunca mais irá caminhar’. Agora, quando ele disse isso para mim, o que eu disse dentro da minha cabeça era foi um “f**a-se”. Mas o que eu disse a ele foi: ‘Sinto muito por ouvir isso’”.

6 – Grace Taylor
“Ter essa experiência com a depressão me permitiu ter mais compreensão de que a vida é complicada e aceitar esse fato. Além disso, quando as pessoas estão lidando com problemas semelhantes, eu sempre hesito em dizer ‘Oh, você está deprimido’. Eu nunca quero presumir que todos experimentaram a minha experiência, mas certamente sinto que isso pode acontecer com qualquer um”.

5 – Karen Hao
“A parte mais assustadora da minha depressão estava me olhando no espelho e não reconhecendo mais quem eu era”.

4 – Mary Tellers
“Você tem que acreditar que há uma luz no final do túnel. Não tenho certeza de que ela existe para todos. A doença não é algo que as pessoas sempre se livram, mas eu acreditei que poderia, e pode ser por isso que estou tão bem agora. Talvez eu não seja ótima para sempre, mas se eu alguma vez estiver naquele poço escuro novamente, eu tenho as ferramentas para sair dele”.

3 – Barbara Johnson
“Sempre tem algo acontecendo. Todo mundo terá alguma coisinha. Ninguém é imune. Eu digo às pessoas: ‘se alguém lhe disser que não tem nada, então está mentindo’. De verdade. Todos têm desafios, certo?”

2 – Sathya Silva
“Eu perdi toda a minha confiança e unidade e tudo o que me faz quem eu sou. Eu me tornei um zumbi que viu apenas o pior nas pessoas. Olhando para trás, não posso culpar meus amigos por não quererem sair comigo. Percebi que precisava de uma mudança”.

1 – Dylan Soucup
“Em nenhum momento eu procurei tratamento formal de saúde mental, mas ao mesmo tempo, se eu olhar para trás, eu tinha tratamento de saúde mental, de certa forma, através dos meus colegas. Eu tive aconselhamento algumas vezes nesses pequenos momentos em que meus colegas puderam estar lá para mim, conversar sobre como eles estavam lidando com isso, quais eram suas emoções na época, compará-los com as minhas e conhecer, no final, que todas eram boas emoções”.

Afinal, somos seres humanos. A única dor é, na verdade, não sentir nada. Caso você esteja enfrentando uma depressão, tenha certeza de que nunca estará sozinho e que, independentemente de como se sinta, tudo isso irá passar.

AUTOR: MISTÉRIOS DO MUNDO

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