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MUNDO REAL 21 - ÚLTIMAS NOTÍCIAS

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

CONHEÇA 5 CASOS REAIS COM CRIANÇAS ASSUSTADORAS

 

Histórias de assassinatos e assombrações são assustadoras por si só, mas quando os casos envolvem crianças, tudo se torna ainda mais apavorante. 

Em O que aconteceu com Annie, livro da autora de O Homem de Giz e, mais recentemente, As Outras Pessoas, Joe Thorne recebe um e-mail que o leva de volta para o passado: “Eu sei o que aconteceu com sua irmã. Está acontecendo de novo”. Obrigado a desenterrar segredos de décadas atrás, ele vai descobrir que algumas feridas não se fecham. 

Inspirados na pequena e não-tão-meiga Annie, separei cinco casos reais de crianças macabras. Mas aviso: não me responsabilizo pelos pesadelos que você pode ter após ler essa lista.

1. Beth Thomas, a menina psicopata

Ainda pequena, Beth e seu irmão foram adotados por um casal amoroso, pronto para dar todo o carinho possível para as crianças. Poucos meses depois, porém, ela apresentou indícios de que queria matar sua família. A criança de aparência angelical batia a cabeça do irmão no concreto, esfaqueava animais de estimação e se masturbava em público compulsivamente.

Um trecho de uma entrevista de A Ira de um Anjo, documentário de 1992 feito sobre a garotinha, mostra sua falta de remorso:

Dr. Ken: Seus pais têm medo de você?
Beth: Sim.
Dr. Ken: O que você quer fazer com eles?
Beth: Esfaqueá-los.

O casal não sabia, mas, antes de serem adotadas, as crianças foram abusadas pelo pai biológico. Beth tinha sonhos constantes em que um homem estranho caía em cima dela ou escalava seu corpo. Assim que os pais perceberam o comportamento agressivo, a internaram em um clínica especializada e iniciaram o tratamento. Beth cresceu, se recuperou, e hoje em dia é enfermeira, ajudando pessoas que passaram pela mesma situação que ela.
2. Os assassinos de 10 anos de idade
Em 1993, James Bulger, de três anos, passeava com a mãe no shopping da cidade.  Dois meninos, Jon Venables e Robert Thompson, o viram brincando sozinho afastado dos adultos e o levaram para longe. De mãos dadas, os três caminharam por 40 minutos, se distanciando do shopping. 

Quando adultos perguntavam o que estavam fazendo sozinhos, os mais velhos respondiam que eram irmãos voltando para casa. Chegando a uma estação de trem abandonada, Jon e Robert jogaram tinta, pedras e tijolos, chutaram, bateram e até a acertaram uma barra de ferro de mais de 10 quilos na cabeça do mais jovem. 

Mais de 42 lesões foram encontradas no corpo. O pequeno cadáver foi amarrado aos trilhos do trem, onde foi decepado ao meio.
Reconhecidos por testemunhas, os dois estão na lista de pessoas mais jovens a ir para cadeia, onde ficaram até atingir 18 anos, quando foram libertados e ganharam novas identidades. Em 2010, Jon Venables foi preso novamente, dessa vez por posse e distribuição de pornografia infantil, sendo condenado a dois anos de cadeia. Em 2018, ele foi preso mais uma vez pelo mesmo motivo.

3. A menina com 7.000 baratas de estimação
Desde que aprendeu a falar, Shelby Counterman pedia por insetos de estimação. Quando completou três anos, sua mãe finalmente atendeu ao pedido e a presenteou com cinco baratas.

Após Shelby secretamente misturar os machos e as fêmeas, a coleção cresceu e hoje conta com mais de 7.000 espécimes, que ficam em potes especiais e aquários com vaselina, para impedi-las de escapar e andar pela casa. Algumas baratas até dormem no quarto com a menina, que já está com 12 anos de idade. Ela tem tantos insetos que alguns servem de alimento para seu lagarto e sua tarântula.
4. A vida passada de James Leininger
O pequeno James começou a ter pesadelos frequentes em que se encontrava preso em um avião em chamas. Após meses do mesmo pesadelo, relatou para seus pais que seu avião Corsair foi abatido perto de Iwo Jima em uma base militar chamada Natoma, ao sul do Japão, e que seu colega se chamava Jack Larsen.

Curiosos, os pais pesquisaram sobre a Segunda Guerra Mundial e o local mencionado. Ao passar por imagens de Iwo Jima, o menino apontou e afirmou que aquele era o local em que havia morrido. Pesquisando mais, descobriram que em 3 de março de 1945, um homem morreu na base Natoma: 

James M Hudson teve seu avião atingido, pegando fogo e caindo no Pacífico quando tinha apenas 21 anos. O jovem fora fotografado pilotando um Corsair e combateu ao lado de Jack Larsen.
Além dos pesadelos, a criança tinha um conhecimento avançado sobre aviões, estranho para um menino que só assistia desenhos animados. Quando a mãe lhe deu um avião de brinquedo, apontou e falou “aqui fica a bomba”, e o menino respondeu “Isso não é uma bomba, mamãe. É um tanque”. 

Além de estar correto em sua observação, ele sabia nomes específicos de aviões de guerra americanos e japoneses utilizados na época. Os pais levaram o garoto a um encontro de veteranos de guerra, durante o qual o menino reconheceu cada um dos ex-soldados pelo nome, sem nunca ter encontrado com eles.

A família entrou em contato com Anne Barron por telefone, a irmã do falecido James Hudson. Durante a conversa, a criança contou detalhes da vida pessoal do soldado, que Anne confirmou serem verdadeiros, como brinquedos de infância e o alcoolismo do pai. Depois de falar com James, ela ficou convencida de que ele era seu irmão renascido.

5. A verdadeira história do boneco Chucky
Poucos sabem, mas o filme Chucky – Brinquedo Assassino foi inspirado em um caso real. Em 1906, uma família endinheirada tinha o costume de maltratar suas empregadas. Uma delas, que entendia de magia negra e vodu, presenteou um dos membros da família, um garotinho de seis anos, com um boneco amaldiçoado. Logo os dois se tornaram inseparáveis. A criança deu seu primeiro nome – Robert – para o boneco, e pediu para o chamarem apenas de Gene, seu apelido.

A partir de então, os fenômenos mais bizarros passaram a acontecer. O pai percebeu que Gene falava com o boneco constantemente, e respondia a si mesmo com uma voz completamente diferente. Robert fora encontrado várias vezes em lugares onde não havia sido deixado. Vizinhos relataram avistar o boneco em pé olhando pela janela. Com medo, a mãe trancou o boneco em um quarto, e os vizinhos o avistaram rindo e se movimentando. Quando entraram para verificar, o quarto estava bagunçado, mesmo sem ninguém dentro.
Anos mais tarde, a família faleceu e o boneco permaneceu na casa, sendo encontrado pelos novos proprietários, que tinham uma filha pequena. A menina o elegeu como seu boneco preferido, mas, depois de um tempo, começou a acordar gritando alegando que Robert estava tentando matá-la.

Hoje em dia, o boneco está no Museu East Martello, na Flórida, onde os visitantes precisam pedir sua permissão para tirar foto. A lenda diz que quem tirar uma foto sem a autorização de Robert será amaldiçoado. 

 FONTE: INTRINSECA.COM

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

NOS EUA, HOMEM PASSA 68 ANOS PRESO APÓS SER CONDENADO A PRISÃO PERPÉTUA NA ADOLESCÊNCIA

 

Joe Ligon posa para foto em frente ao escritório de seu advogado em Filadélfia, nos EUA. Ele foi condenado à prisão perpétua ainda na adolescência, mas foi solto nesta quinta-feira (18) — Foto: Jessica Griffin/The Philadelphia Inquirer via AP

Joe Ligon tinha 15 anos quando foi preso por participar de uma série de roubos e agressões que provocaram a morte de dois idosos. Ainda hoje, aos 83, ele diz que ajudou nos roubos, praticados por um grupo de adolescentes alcoolizados, mas que não teve nenhum envolvimento com as mortes. Ainda assim, passou 68 anos preso por causa dos crimes.

Ele foi a pessoa mais velha nos EUA a ser detida na adolescência e também a que passou mais tempo presa. Perdeu a chance de sair antes porque não queria liberdade condicional, mas desejava ser “livre de verdade”. O que agora conseguiu.

Seu destinou começou a mudar em 2017, depois que sua pena de prisão perpétua foi comutada para "35 anos a perpétua", o que lhe daria o direito de solicitar a condicional após o cumprimento de 35 anos. Isso aconteceu porque a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que a prisão perpétua automática para crianças (que ele tinha recebido aos 15 anos) é cruel e incomum.

Preso aos 15 anos, Joe Ligon é a pessoa que passou mais tempo presa nos EUA: 68 anos — Foto: Montagem/G1

“Com a liberdade condicional, você tem que ver o pessoal da condicional de vez em quando. Você não pode deixar a cidade sem permissão da liberdade condicional. Isso é parte da liberdade para mim”, disse Ligon ao jornal “The Philadelphia Inquirer”, admitindo que é “muito teimoso”.

Colegas beneficiados pela mesma medida tentaram convencê-lo de que ele poderia tentar recorrer já fora da prisão, mas ele preferiu continuar sua luta de dentro da cela.

Foram necessários mais três anos para que seu advogado ganhasse em corte uma ação na qual alegou que sua prisão perpétua era inconstitucional e que sua pena já havia sido integralmente cumprida.
VÍDEO: Homem é libertado após 68 anos na prisão nos EUA

No dia 11 de fevereiro de 2020, Joe Ligon se tornou um homem verdadeiramente livre, da forma como desejava.

Ligon, que era analfabeto quando foi preso, aprendeu a ler e escrever na prisão, onde aprendeu a lutar boxe e desenvolveu uma rotina de treinos físicos que mantém ainda hoje, aos 83 anos de idade.
Ele disse ao “The Philadelphia Inquirer” que lamenta apenas que seus pais e seu irmão não possam vê-lo fora da cadeia, mas que não está triste.

Apesar de estranhar a paisagem ao sair da Instituição Correcional Estadual Phoenix, especialmente os grandes prédios que nunca tinha visto de perto, ele acredita que vai se adaptar bem à vida do lado de fora, onde será acomodado temporariamente com uma família voluntária. Para isso, assistia a muitos noticiários na TV em sua cela e garante que acompanhava tudo que acontecia pelo mundo.

FONTE: G1/VÍDEO: YOUTUBE


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

SAIBA DE 7 SEGREDOS DA NASA, EM QUE VOCÊ PODE OU NÃO ACREDITAR

 

A NASA é a Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço, ligada ao governo norte-americano. Segundo o órgão, seus materiais em vídeo com descobertas sobre o espaço são publicados imediatamente, sem nenhum tipo de alteração. Será mesmo? Ou será que os funcionários escondem algo para nosso próprio bem?

O MUNDO REAL 21, reuniu alguns acontecimentos interessantes sobre a NASA. Segredos que, segundo adeptos de teorias da conspiração, a instituição adoraria esquecer. E é pouco provável que possamos encontrar razões para tanto mistério. O que você acha? Leia o post e dê sua opinião.

1. Interrupção de uma transmissão. Por quê?

 youtube

Foram detectados alguns casos em que a NASA interrompeu transmissões ao vivo quando um objeto misterioso apareceu na tela. Oficialmente, foi dito que o sinal tinha se perdido, mas adeptos da teoria da conspiração consideram a atitude como proposital, pois envolveria informações confidenciais. Poderia ser uma coincidência ou vontade deliberada de desligar a transmissão? Ninguém consegue responder de forma exata.

2. Gravações da aterrissagem na Lua intencionalmente eliminadas
wikipedia

Infelizmente, as gravações originais dos primeiros passos da humanidade na Lua, em 1969, foram perdidas dos arquivos da NASA. No entanto, o órgão pensou numa solução e procurou uma empresa de Hollywood chamada Lowry Digital, especializada em recuperar filmes antigos. Os especialistas restauraram as gravações dos vídeos e as entregaram uma emissora de TV em 1969. Hoje, no site da NASA, é possível ver os históricos filmes rodados na Lua com uma qualidade muito melhor que antes. Mas é óbvio que os historiadores consideram um crime o fato de os originais terem se perdido. E nós concordamos com eles. Na redação do Incrível, alguns acreditam que o homem pisou, de fato, na lua. Mas alguns duvidam.

3. Operação Paperclip
wikipedia

A Operação Paperclip foi um programa realizado pelo Serviço Secreto dos EUA para retirar cientistas nazistas do Terceiro Reich e levá-los para trabalhar para os norte-americanos, logo após a Segunda Guerra Mundial. O resultado disso foi a criação da NASA. Verdade seja dita, boa parte dos fundadores eram cientistas americanos. Mas outros tantos eram desertores do nazismo. Incrível, não? De forma geral, os cientistas se dedicavam à construção de naves espaciais. Por outro lado, detalhes sobre a "Paperclip" continuam um mistério até os dias atuais.

4. A NASA esconde restos de uma civilização
 youtube

Um prato cheio pra quem gosta de teorias da conspiração. Esta versão foi proposta pelo especialistas em Ciências Geológicas russo Alexandr Nikolaevich Portnov. Em 26 de novembro de 2011, a NASA lançou o rover Curiosity. A missão foi completada com sucesso e o rover enviou à Terra diversas fotografias, entre elas algumas misteriosas. Contudo, a agência é cuidadosa com o que será disponibilizado para o público. Segundo a opinião de Portnov, o Curiosity deveria ter enviado muito mais imagens do que as que conhecemos agora. Como a informação não foi divulgada em sua integralidade, talvez a NASA tenha muito o que esconder.

5. Existem ETs na Lua?
youtube

O Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) foi lançado em 2009, e desde então envia à Terra imagens muito interessantes que adeptos das teorias da conspiração classificaram como uma prova de vida na Lua. Os integrantes da SecureTeam10 deram especial atenção a uma formação circular na superfície lunar, afirmando que poderia se tratar de uma base extraterrestre. Mas talvez seja apenas uma formação natural.

6. Um OVNI perto do Sol?
youtube

No site oficial da NASA e da Agência Espacial Europeia, onde são publicadas imagens em tempo real do Sol, um blogueiro enxergou um objeto estranho junto ao astro e publicou suas impressões no YouTube. Logo após, o objeto foi eliminado da página oficial. Por quê? Infelizmente, não existe até agora uma explicação satisfatória.

7. Por que o avião norte-americano X-37B voou ao espaço sem uma explicação da NASA?
bbc

Que tipo de programa militar mandou o mini-transbordador X-37B ao espaço aparentemente sem nenhuma explicação? Muitas hipóteses já foram discutidas, mas nenhuma confirmada. Oficialmente, o X-37B estava testando um motor iônico (foi algo que causou furor, pois até então considerava-se que um motor desse tipo não poderia funcionar sob o efeito Hall). 

A estranheza surgiu com o fato de que o avião não é mencionado em relatórios da NASA. O projeto foi declarado confidencial ao ser entregue à Agência de Projetos Avançados de Investigação de Defesa e à Força Aérea dos Estados Unidos.

FONTE: incrivel.club

sábado, 13 de fevereiro de 2021

NOS EUA, YOUTUBER É MORTO DURANTE "PEGADINHA" QUE SIMULAVA ASSALTO

 

Timothy Wilks foi morto a tiros enquanto ameaçava pessoas com uma faca de açougueiro  REPRODUÇÃO/YOUTUBE (VIA THE SUN)

O jovem youtuber Timothy Wilks foi morto a tiros na última sexta-feira (5), durante a gravação de uma "pegadinha" que simulava um assalto.

Durante a brincadeira, o jovem e um amigo ameaçavam pessoas no estacionamento do parque Urban Air, em Nashville (EUA).

David Starnes Jr., 23 anos, que estava no grupo de pessoas ameaçadas, sacou uma arma e disparou contra Timothy. Em depoimento aos policiais, ele afirma que não sabia que era uma pegadinha e agiu em legítima defesa.

O incidente permanece sob investigação policial e por enquanto Starnes não foi acusado, segundo a NBC News.

"Essa é uma enorme área infantil. No momento do incidente, havia uma tonelada de crianças lá [no estacionamento]. Essa [a pegadinha] simplesmente não foi uma boa ideia", afirmou a cliente Emily Yeager, ao canal News 2.

A polícia local não informou se Starnes possui porte de arma, ou mesmo o estado de saúde do amigo de Timothy, que não teve o nome revelado.

FONTE: R7

domingo, 7 de fevereiro de 2021

SAIBA QUEM FOI O SERIAL KILLER NAZISTA QUE MATOU PELO MENOS 22 JUDEUS E NEGROS

 

(Fonte: YouTube/Reprodução)

No período de três anos, entre 1977 e 1980, Joseph Paul Franklin viajou pelos Estados Unidos assassinando negros e judeus com um rifle. O serial killer passou por mais de 11 estados, deixando para trás, pelo menos, 22 pessoas mortas. Durante todo esse tempo, ele se autoproclamou como racista e um membro do Partido Americano Nazista.

Além disso, Franklin confessou também a tentativa de assassinato de Vernon Jordan Jr., líder de um movimento de direitos civis, e de Larry Flynt, editor de uma revista, que ficou paralisado da cintura para baixo após os tiros.

Conheça o passado de Joseph Paul Franklin

O serial killer nasceu no Alabama, em 1950 e seu nome verdadeiro era James Clayton Vaughan Jr. Seu pai, James Vaughan Sr., foi um veterano da 2ª Guerra Mundial e sua mãe trabalhava como garçonete. Porém, seu pai virou um alcoólatra e costumava desaparecer por meses a fio. Então, quando James tinha apenas 8 anos, ele foi embora.

Sua mãe se tornou agressiva após ser abandonada e eles não tinham muito dinheiro. Enquanto adolescente, Joseph foi um membro da Igreja de Deus, um culto evangélico fervoroso. Então, em 1967, ele saiu da escola e se casou com Bobbie Louise Dorman, a quem conheceu há apenas duas semanas.

Segundo Dorman, ele foi um cavalheiro por pouco tempo e, então, começou a bater nela. Os dois se divorciaram depois de 4 meses.
Adolescentes Darrell Lane e Dante Evans Brown, que foram mortos enquanto iam comprar doces. (Judge Melissa Powers/Reprodução)

No final dos anos 60, Joseph Paul Franklin começou a participar de organizações de supremacia branca. Ele começou a estudar literatura racista e mostrou tendências nazistas, inclusive bordando a suástica em suas roupas. Não demorou muito para que ele começasse a sua viagem de caça aos negros e judeus pelo país.

A idade, condição econômica e gênero das vítimas variava, mas todos eram negros ou judeus. Durante a viagem, Franklin levou diversos rifles de caça e assassinou as vítimas sem arrependimento. O objetivo dos assassinatos era começar uma guerra racial – da qual ele esperava que os negros e judeus não saíssem vivos.

Joseph Paul Franklin foi finalmente capturado em 1980. Ele foi condenado por diversos homicídios e recebeu a pena de morte. Em 2013, o serial killer foi assassinado com injeção letal. 

FONTE: MEGACURIOSO

domingo, 31 de janeiro de 2021

INCRÍVEL: ELES A ADOTARAM PENSANDO QUE ERA UMA MENINA, MAS DESCOBRIRAM QUE ERA UMA PSICOPATA DE 22 ANOS QUE QUERIA MATÁ-LOS

 

DaiylMail

Uma mãe e um pai de três filhos foram processados por negligenciar a filha adotiva, que na verdade era um sociopata de 22 anos  que fingia ter 9.

Kristine Barnett, de 45, e seu ex-marido Michael Barnett, de 43, supostamente abandonaram a ucraniana Natalia Grace em um apartamento em Lafayette, Indiana em 2013, antes de se mudar para o Canadá, segundo uma reportagem recente do Daily Mail.

A certidão de nascimento de Natalia Grace era 4 de setembro de 2003, mas o Tribunal Superior do Condado de Marion, em Indianápolis, determinou em 2012 que Natalia Grace nasceu de fato em 1989, tendo 22 anos na época.

DailyMail

Apesar dessas descobertas, o Departamento do Xerife do Condado de Tippecanoe apresenta uma versão muito diferente dos eventos para a história de Kristina Barnett.

Uma especialista do Hospital Infantil de Peyton Manning realizou testes de densidade óssea em Natalia Grace em junho de 2010, concluindo que ela tinha aproximadamente 8 anos.

A menina, que tem uma forma rara de nanismo e apenas 91 cm de altura, ficou sozinha por três anos, disseram a polícia. Seu distúrbio de crescimento ósseo causa baixa estatura, anormalidades esqueléticas e problemas de visão.

 Na entrevista ao DailyMail, Kristine Barnett revelou um grande erro no caso deles.
Kristine Barnett

Barnett afirma que por anos sua família foi aterrorizada por Natalia Grace, que “ameaçou esfaqueá-los durante o sono, empurrou-a para uma cerca elétrica e derramou alvejante em seu café”.

“Ela fazia declarações e desenhos dizendo que queria matar membros da família, enrolá-los em um cobertor e colocá-los no quintal”, disse Barnett ao DailyMailTV.

“Ela ficava de pé sobre as pessoas no meio da noite. Você não conseguia dormir. Tivemos que esconder todos os objetos afiados. Eu a vi colocando produtos químicos, água sanitária, Windex algo assim, no meu café e perguntei a ela, o que você está fazendo? Ela disse: ‘Estou tentando envenenar você’.”

“A mídia está me acusando de abandonar uma criança, mas não há criança aqui”, disse a mãe de três filhos.
Kristine Barnett

“Natalia era uma mulher. Ela tinha menstruação. Tinha dentes adultos. Ela nunca crescia um centímetro sequer, o que aconteceria mesmo com uma criança com nanismo. Todos os médicos confirmaram que ela sofria de uma doença psicológica grave, diagnosticada apenas em adultos. Ela pulava de carros em movimento. Manchando espelhos de sangue. E estava fazendo coisas que você nunca poderia imaginar uma criança fazendo.”

Natalia Grace foi adotada pelos Barnetts em 2010, onde Kristine acredita que tratou a garota nascida na Ucrânia “como se ela fosse sua filha biológica”.

Natalia Grace tinha uma certidão de nascimento ucraniana e estava nos EUA há dois anos. A menina precisava de uma adoção emergencial porque seus pais adotivos anteriores a abandonaram repentinamente – por razões não reveladas.

Quando os Barnett levaram Natalia Grace, os pais ficaram alarmados ao ver a menininha nua pela primeira vez.

“Eu estava lhe dando um banho e notei que ela tinha pêlos pubianos. Fiquei chocada. Acabaram de me dizer que ela tinha 6 anos e era muito evidente que ela não tinha”, disse Barnett.

Havia outras coisas que fizeram os Barnetts questionarem a identidade real de Natalia Grace, pois ela não tinha nenhum traço de sotaque estrangeiro, e ela não podia falar ou descrever sua terra natal.

“É muito difícil decifrar quantos anos ela tem porque ela tem uma aparência única. Mas naquela época eu comecei a acreditar que ela provavelmente era adolescente”, acrescentou a mãe.

Barnett levou Natalia Grace ao médico de família que solicitou testes de densidade óssea para estabelecer a idade de Natalia Grace.

Os resultados revelaram que a menina tinha pelo menos 14 anos ou mais, então Barnett tentou mudar as aparências de suas roupas para algo mais apropriado para a idade da menina.

Quando as perguntas começaram a crescer em torno da verdadeira idade e identidade de Natalia Grace, seu comportamento começou a ficar fora de controle.

Barnett disse que em 2011, Natalia Grace estava “sujando as paredes com fluidos corporais, fazendo ameaças de morte e ouvindo vozes enquanto sua saúde mental se deteriorava”, diz o Daily Mail.

A menina passou o ano seguinte sendo tratada de vários distúrbios psiquiátricos, passando períodos no St Vincent Indianapolis Stress Center.

Barnett afirma que Natalia Grace tentou “arrastá-la para uma cerca elétrica durante um passeio de aniversário em 2012”, então ela foi colocada em uma unidade psiquiátrica de longo prazo, pois representava um risco para os outros.

Foi durante o tratamento que Barnett insiste que a garota finalmente confessou ser muito mais velha do que ela disse que era.

A mãe apresentou uma grande quantidade de papelada ao DailyMailTV que, supostamente, confirma sua versão dos eventos.

O mais revelador de toda a papelada é uma carta, datada de 2012, do médico de Barnett que afirma que a data de nascimento de Natalia Grace em 2003 era imprecisa e que ele acreditava que a garota havia feito uma carreira fingindo ser criança. Ele disse que Natalia Grace o enganou, seus pais e outros médicos.

Após o relatório, os Barnetts se inscreveram com sucesso no Tribunal Superior do Condado de Marion, em Indianápolis, para corrigir a idade de Natalia Grace, para que ela pudesse receber os cuidados de saúde necessários para a condição de adulta.

Como Natalia Grace era vista como adulta pelo estado, os Barnetts alugaram um apartamento para ela quando recebeu alta dos cuidados psiquiátricos e foi colocada sob a supervisão dos cuidados de saúde do estado.

A garota de 22 anos causou problemas no apartamento e foi despejada, então os Barnetts entraram novamente em cena para impedir que ela ficasse desabrigada, alugando um apartamento novo para ela.

“Eu co-assinei o contrato e paguei o aluguel antecipadamente por um ano. Fiz tudo o que você faria ao enviar seu filho para a faculdade, ajudei-a com as compras e comprei móveis para ela.”

No ano seguinte, a família Barnett mudou-se para o Canadá sem Natalia Grace, que desapareceu e cortou toda a comunicação com seus pais adotivos.

“Não abandonei ninguém. Fui ao Canadá para aprofundar a educação de meu filho. Essas acusações são absolutamente devastadoras”, revela Barnett.

Uma declaração de causa provável obtida pelo DailyMail revela que foi Natalia Grace quem procurou a polícia dizendo que havia sido deixada enquanto seus pais adotivos se mudavam para o Canadá.

No capítulo final de seu relacionamento confuso sendo decidido no Tribunal do Circuito de Tippecanoe em 2016, um casal inesperadamente se candidatou a se tornar guardião de Natalia Grace, o que significava provar que ela era menor e restaurar sua data de nascimento original.

“Natalia estava morando sozinha e um casal queria se tornar seu guardião. Pensando que ainda era criança, o casal tentou derrubar o resultado de 2012”, explicou o advogado de Michael Barnett.

O juiz confirmou as conclusões originais da identidade de Natalia Grace e o casal desistiu do pedido de tutela.

Enquanto Kristine e Michael Barnett tentam provar sua inocência, ambos foram acusados ​​pelo estado de Indiana por crimes contra uma criança.

Kristine Barnett se rendeu no dia 19 de setembro e foi libertada depois de uma fiança de US$ 55.000. O ex-marido Michael Barnett foi imediatamente libertado após pagar uma fiança de US$ 5.000.

O caso até hoje continua um mistério.

FONTE: DAILY MAIL

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

RELATÓRIO AFIRMA QUE: TUBARÕES ESTÃO DESAPARECENDO, E FENÔMENO DEIXARÁ 'ENORME BURACO' NOS OCEANOS

 

Foto: Shutterstock

A sobrepesca global causou o desaparecimento de mais de 70% dos exemplares de algumas espécies de tubarões e raias, um "enorme buraco" na vida dos oceanos de consequências desconhecidas. O alerta consta em relatório divulgado nesta quarta-feira (27) pela revista Nature. O documento foi elaborado pelo departamento de Ciências Biológicas da Universidade Canadense Simon Fraser.

O declínio de espécies como o tubarão-martelo ou a arraia-manta é preocupante. Outros, como o tubarão oceânico, estão à beira da extinção. Os pescadores procuram por suas barbatanas, que são muito valorizadas na culinária. Em 60 anos, sua população caiu 98%.

"É um declínio pior do que o da maioria dos grandes mamíferos terrestres e semelhante ou igual ao da baleia-azul", disse à AFP o professor Nick Dulvy. Sua equipe coletou e analisou dados para produzir um retrato confiável de 31 espécies de tubarões e raias. Três quartos estão em perigo de extinção.

“Sabíamos que a situação era ruim em muitos lugares, mas isso veio de vários estudos e relatórios, era difícil ter uma ideia da situação global”, afirma o cientista Nathan Pacoureau, que co-assinou o estudo.

"Revelamos um risco crescente de extinção para grandes espécies nos maiores e mais isolados habitats do planeta, que muitas vezes pensamos estar protegidos da influência humana", disse Pacoureau à AFP. “Os dados revelam um buraco enorme e crescente na vida do oceano”, denunciam os especialistas, que pedem o fim da pesca excessiva.

Para as 18 espécies para as quais há mais dados disponíveis, os pesquisadores estimam que suas respectivas populações tenham caído mais de 70% desde 1970.

Os resultados surpreenderam os especialistas, explica Pacoureau.

Além do tubarão do oceano, o tubarão-martelo comum e o martelo gigante chegaram a uma situação crítica: suas populações caíram mais de 80%. Tubarões e raias são espécies particularmente vulneráveis porque crescem lentamente e se reproduzem pouco.

De acordo com o estudo, o uso de palangres e redes de cerco - tipos de equipamentos de pesca - dobrou em 50 anos, capturando a vida marinha sem discriminação. E os órgãos regionais que regulam as empresas internacionais de pesca "não listaram a proteção de tubarões e raias como uma prioridade", disse Pacoureau.

Aplicar regras de proteção funciona, e um exemplo disso está no grande tubarão-branco, espécie lendária que voltou às águas americanas, cita o especialista.

FONTE: DN

domingo, 24 de janeiro de 2021

CONHEÇA A GALÁXIA QUE ENTRA EM ERUPÇÃO A CADA 114 DIAS

 

Reprodução/Nasa "Gêiser cósmico", que recebeu o nome de ASASSN-14ko, foi detectado pela primeira vez em novembro de 2014

Um estudo divulgado por uma equipe de astrônomos nesta semana trouxe novas informações sobre uma galáxia recém-descoberta que fica localizada a 570 milhões de anos-luz da  Terra e tem um potente "gêiser cósmico", que faz com que ela entre em erupção a cada 114 dias.

Segundo informações do site Sputnik, os pesquisadores utilizaram dados de diferentes missões espaciais sobre as constantes explosões do  ASASSN-14ko , detectado pela primeira vez em novembro de 2014 e que fica localizado em uma galáxia ativa que recebeu o nome de ESO 253-3.

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Em entrevista, Anna Payne, astrônoma da Universidade do Havaí e coautora do estudo, explicou que tais explosões podem ser ocasionadas pela proximidade da galáxia com um imenso buraco negro, localizado exatamente em seu centro, e que "consome parcialmente uma estrela gigante em órbita".

Ainda de acordo com a publicação, os dados coletados na região mostraram que houve interações entre dois buracos negros supermassivos na órbita da  ESO 253-3 . Porém, suas órbitas estão afastadas o suficiente para que os cientistas descartassem sua responsabilidade pelas explosões.

Com isso, surgiu a possibilidade de uma segunda opção para explicar tal cenário: a ruptura parcial de marés. Neste evento, uma estrela se aproxima e faz com que as forças gravitacionais de um buraco negro criem "marés" que a rompem em um fluxo de gás . Ao girar em torno do buraco, esses gases podem acabar criando as brilhantes erupções captadas pelos pesquisadores.

FONTE: IG

AUTOR: MUNDO REAL 21

domingo, 16 de fevereiro de 2020

CONHEÇA OS GRUPOS MARGINALIZADOS QUE DIFUNDIRAM A TATUAGEM NO BRASIL

Nesta foto de 1939, os dois temas mais recorrentes da tatuagem brasileira: religiosidade e afeto DIVULGAÇÃO – EDITORA VENETA

Corria o ano de 1976. Em plena madrugada, dois jovens cariocas perambulavam pela zona portuária de Santos, no litoral paulista. Ainda sob efeito dos drinques consumidos nos bares da região, decidiram atravessar a porta da loja de tatuagens. O dono, sujeito forte e calvo, de cabelos louros e pele bem clara, puxou conversa.

Chamava-se Knud Gregersen e era dinamarquês. Na pele de um daqueles rapazes, traçou um sol estilizado. Diversas solicitações interromperam o serviço: uma prostituta erguia a saia, exigindo que lhe fizesse um coração no traseiro; próximos à entrada, marujos filipinos iam se aglomerando em filas.

Gregersen se exasperou. Temia passar o resto da noite desenhando baleias. O mamífero aquático, afinal de contas, era mascote do Santos Futebol Clube, time que revelou Pelé. 

De tempos em tempos, marinheiros das mais variadas nacionalidades davam as caras no estabelecimento, decididos a homenagear o jogador. Daquela vez, resmungou Gregersen, não seria diferente. Ele contava quase cinco décadas de vida e sabia do que estava falando.

Com o pai, aprendera o básico do ofício. Terminada a Segunda Guerra, mudou-se para Hamburgo e teve aulas com Christian Warlich, um dos mais importantes tatuadores da Alemanha. Depois, na companhia de um cachorro, deu a volta ao mundo. 

Tatuou na Austrália e boa parte da Europa Ocidental. Atendeu marujos nas Ilhas Canárias e trabalhou em feiras do continente africano. Contornou a Argentina, o Uruguai, e acabou se apaixonando pelo Brasil.

Em 1959, desembarcou no porto de Santos e logo abriu um ateliê. Trazia consigo um artefato até então desconhecido por aqui — uma máquina elétrica, própria para tatuagens.

Tornava-se assim o primeiro (e, por muito tempo, o único) tatuador a possuir um estabelecimento do gênero no país. Sob o pseudônimo de Lucky Tattoo, angariou fama nacional nos anos 1960. 

Quando morreu, vitimado por um ataque cardíaco em 1983, já havia se convertido em figura de culto entre adeptos das artes corporais. Hoje, seu nome desponta como elo fundamental entre o passado e o presente da tatuagem brasileira.
O dinamarquês Knud Gregersen, conhecido como Lucky Tattoo, chegou ao Brasil em 1959 DIVULGAÇÃO – EDITORA VENETA

"A tatuagem se desenvolvia em lugares de confinamento, como navios, quartéis e prisões", explica Silvana Jeha, doutora em História Social pela PUC-Rio. "Por outro lado, ela também aparecia na praça pública, na rua, no bar. Não existiam estúdios de tatuagem. Até então, o tatuador era um cara qualquer, que desenhava ali na esquina."

O repertório iconográfico pouco diferia do atual. Há cem anos, a pele dos tatuados já ostentava âncoras, animais, mulheres nuas, símbolos políticos ou religiosos, personagens de histórias em quadrinhos, nomes e iniciais de pessoas queridas. Os traços, porém, evidenciavam certo amadorismo, ligado a uma prática quase ritualística, infinitamente mais bruta e perigosa que os procedimentos de hoje em dia.

Agulhas, espinhos e cacos de vidro eram alguns dos apetrechos utilizados na feitura dos desenhos. Cinzas de cigarro, graxa de sapato, carvão vegetal, fuligem e nanquim compunham fórmulas de pigmentos improvisados. Aos arrependidos, sobravam métodos de remoção igualmente dolorosos, baseados em queimaduras de ácido ou de castanha de caju.

"A tatuagem era uma prática horizontalizada e sofreu enorme discriminação. Perdemos o fio dessa meada e só retomamos muito tempo depois, via cultura pop", afirma Jeha, que pesquisou o tema por mais de cinco anos.

No livro Uma História da Tatuagem no Brasil, publicado no final de 2019 pela editora Veneta, a historiadora compartilha suas descobertas e analisa as transformações sofridas por essa arte entre a primeira metade do século 19, período em que se firma como cultura popular urbana, e meados da década de 1970, quando cai no gosto da classe média.

Imaginário

"O livro é filho do meu doutorado", diz. A tese que defendeu em 2011 versa sobre a Marinha Imperial brasileira e as contribuições de seus recrutas para o desenvolvimento de uma cultura cosmopolita no país. "Eu entrei nessa onda do marinheiro ser um tipo meio extraordinário e mítico", afirma.

Um livro de registros da fragata de guerra Imperatriz, contendo informações sobre 900 marujos, ganhou espaço na tese. Trata-se do documento mais antigo que a autora já encontrou acerca da presença de tatuados no Brasil.

Os tripulantes que embarcaram no navio entre 1833 e 1835 foram catalogados em função de seus atributos físicos — altura, cor dos olhos e da pele, cicatrizes, formato da cabeça e, vez ou outra, desenhos descritos como "marcas" ou "sinais". A palavra "tatuagem" surgiria apenas algumas décadas depois.
Mickey Mouse, icônico personagem de Walt Disney, tatuado nos braços de um marinheiro paulista na década de 1930 DIVULGAÇÃO – EDITORA VENETA

Intrigada, a historiadora decidiu iniciar uma pesquisa sobre o tema. "Eu não sabia muito bem como isso funcionava socialmente. Aliás, acho que quase ninguém sabia", diz. "Há um imaginário de que tatuagem era apenas coisa de marinheiros, bandidos e putas. Mas não foi bem assim."

A pesquisa, financiada pela Biblioteca Nacional, se apoiou em duas fontes principais: a coleção de jornais da instituição e o acervo do Museu Penitenciário Paulista, que abriga 2.600 fotografias de detentos do Carandiru, tiradas entre as décadas de 1920 e 1940.

Muitos desses indivíduos, ressalta Jeha, já chegaram tatuados ao complexo penitenciário. "É preciso entender que essas pessoas tiveram uma existência anterior à cadeia", diz. "Elas trabalharam, andaram pelo mundo, e, depois de presas, reafirmaram seu domínio sobre a única coisa que ainda tinham — o corpo."

Cruzando informações de seus prontuários com textos encontrados nas páginas dos jornais, a autora pôde mapear os principais grupos envolvidos na difusão da tatuagem no Brasil e entender como foram vistos pela sociedade da época.

Os marinheiros, como esperado, marcavam forte presença. "Os marujos não são necessariamente os pioneiros da tatuagem dita ocidental", esclarece a historiadora. "Mas foram eles que espalharam essa cultura pelo mundo."

Eram sujeitos como Joaquim, que, tentando driblar uma rotina de castigos físicos, tatuou um crucifixo nas costas e a imagem de Cristo no peito. Segundo relatos de 1904, os capatazes do navio temiam agredi-lo — acreditavam que os golpes feriam Jesus.

Ou como o idoso que, à beira da morte num leito de hospital, narrou a Jeha a origem da frase "Amor à Cuba", que trazia inscrita na mão. Por dois meses, seu navio permanecera atracado na ilha. Enquanto a embarcação sofria reparos, o tripulante saiu, dançou salsa e conheceu Fidel Castro. 

A tatuagem, garantiu o marinheiro à pesquisadora, seria uma "lembrança daqueles dias maravilhosos".
Ariosto, detento do Carandiru, tinha na coxa o desenho de uma mulher nua. Ele fez a tatuagem em casa, no ano de 1934 DIVULGAÇÃO – EDITORA VENETA

Já nas páginas dos tabloides, manchetes sanguinolentas davam testemunho dos supostos vínculos entre a tatuagem e a criminalidade: "Tatuado no assalto ao armazém"; "Dois tatuados e um bicheiro assassinados a bala e faca"; "Massacre do homem tatuado só poupou um bebê"; "Jovem tatuado agonizava na rua com três rombos de bala na cabeça".

Tangenciando ambos os universos, reportagens sobre prostituição documentavam as trajetórias erráticas de mulheres que transgrediam as normas de seu tempo.

A alagoana Beatriz Barbosa, por exemplo, pautou dezenas de textos jornalísticos entre 1919 e 1948. Suas andanças pelo Rio de Janeiro, então capital federal, costumavam terminar em delegacias e faziam as delícias do noticiário sensacionalista. Foi presa mais de vinte vezes, sempre por delitos menores: furtos, brigas, bebedeiras, vadiagem, meretrício. Viciada em cocaína, chegou a ser descrita como "recordista de entradas na detenção e campeã de tatuagens".

Fervor e pertencimento

Nem só de mar, crime e sexo pago viviam os tatuados nos grandes centros urbanos. Militares de baixa patente, trabalhadores braçais, artistas circenses, imigrantes e degredados também ostentavam desenhos no corpo.

Muitos soldados se tatuavam com bandeiras nacionais, siglas de batalhões, slogans ufanistas e emblemas patrióticos em geral. Outros, porém, escolhiam símbolos e imagens não vinculadas às questões bélicas.

O praça Marcelino Bispo de Mello era um deles: possuía estrelas de cinco pontas tatuadas no peito, cotovelo e braço. Em novembro de 1897, ele assassinou o marechal Carlos Machado de Bittencourt, ministro da Guerra, num atentado contra Prudente de Morais, presidente da República. 

Os desenhos foram constatados no exame de corpo de delito e citados pela imprensa em janeiro do ano seguinte, após Marcelino cometer suicídio na cadeia, enforcando-se com um lençol.
José, um estivador português, tatuou no braço a frase 'Tudo por São Paulo', lema da Revolução Constitucionalista de 1932, mas errou a data do levante, que teve início no dia 9 de julho daquele ano DIVULGAÇÃO – EDITORA VENETA

Não foi o único momento de turbulência a contar com a participação de tatuados: os levantes tenentistas da década de 1920, bem como as revoluções de 1930 e 1932, estimularam diversos trabalhadores a expressarem na pele suas convicções políticas. Outros perderam a vida, tendo seus corpos reconhecidos a partir das tatuagens que carregavam.

O marceneiro Manoel Moreira da Costa, vulgo Costeleta, foi preso, torturado e morto em outubro de 1931, ao se manifestar contra o governo que Getúlio Vargas instituira no ano anterior. Seu cadáver degolado, disposto numa linha de trem em Recife, foi identificado pela mãe e pela namorada graças a uma inscrição contendo o nome de uma terceira mulher — Adélia. Também movido pelo repúdio ao getulismo, o estivador José tatuaria no braço a frase "Tudo por São Paulo", lema do movimento constitucionalista de 1932.

Na outra ponta, alheios ao caos social e imersos em exotismo escapista, profissionais de freak shows empreendiam turnês internacionais que incluíam os circos, cinemas e teatros das cidades brasileiras. Em 1890, o greco-albanês George Costentenus, um dos mais célebres artistas itinerantes do século 19, chegou a participar de espetáculos em São Paulo e no Rio de Janeiro. Às plateias, exibia seu corpo inteiramente tatuado e narrava as aventuras mirabolantes que teria vivido ao redor do globo.

Trajetórias tão diversas, relata Jeha, transformaram radicalmente o seu olhar sobre o tema, culminando num processo de autoconhecimento. "Eu fiquei muito fascinada. Enquanto historiadora, sempre estive acostumada a estudar o outro", diz. 

"E, de repente, descobri que meus antepassados se tatuavam."
Retrato do greco-albanês George Costentenus, artista circense que rodou o mundo exibindo seu corpo tatuado DIVULGAÇÃO – EDITORA VENETA

A pesquisadora, descendente de libaneses, soube que o avô de um primo possuía uma cruz tatuada na mão. O desenho cumpria um objetivo específico, confirmado por fotografias e depoimentos de patrícios: impossibilitar a negação da fé cristã em eventuais embates contra muçulmanos.

"Há algo de emotivo, um sentimento incrível de saber que essa cultura também pertence a mim", diz. "Depois, fui percebendo que ela pertence a todo mundo que vive aqui. Portugueses, italianos, japoneses, alemães, indígenas, africanos."

Se existe algum vínculo a unir todas essas pessoas, afirma Jeha, trata-se do terreno por onde elas se movem — uma tênue e ambígua fronteira entre as dimensões do erótico e do sagrado.

"Embora se mostre tão escancarada atualmente, a tatuagem sempre foi algo muito íntimo. As mulheres tatuavam muito os seios, alguns homens chegavam ao extremo de tatuar o pênis", explica. "É uma prática relacionada ao fervor e às paixões. 

O nome da pessoa que você ama, os símbolos da sua religião, o time para o qual você torce."

Um sinal de suspeição

Para além dos registros policiais e jornalísticos, o universo literário forneceu pistas igualmente valiosas à historiadora. 

Nos escritos de Jorge Amado, Mário de Andrade, Guimarães Rosa, Plínio Marcos e João do Rio, ou até mesmo do americano Herman Melville, Silvana Jeha encontrou dezenas de referências aos tatuados brasileiros.
Adib, imigrante sírio-libanês, teve a mão tatuada com uma pequena cruz quando criança. Imigrantes de diversas nacionalidades contribuíram para o desenvolvimento da tatuagem brasileira DIVULGAÇÃO – EDITORA VENETA

"A literatura é o retrato de uma época", diz. "Acredito que os escritores possuem uma sensibilidade maior. Boa parte deles via a tatuagem com muita curiosidade, como uma cultura dotada de beleza própria. Eram muito mais atentos às nuances, se comparados aos demais narradores."

Machado de Assis, o mais antigo escritor brasileiro a ser analisado pela pesquisadora, já descrevia tatuagens na novela O Alienista, de 1882. Em certo trecho da obra, protagonizada por um médico que inaugura um manicômio e se afunda na própria insanidade, o romancista carioca menciona brevemente uma estrela de cinco pontas "impressa no braço" de um personagem secundário.

Treze anos depois, Manuel de Souza, imigrante português preso sob acusação de homicídio, seria retirado da delegacia onde cumpria pena e utilizado como modelo vivo numa aula da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Na ocasião, o professor Souza Lima, precursor da medicina legal no Brasil, expôs aos alunos as tatuagens do acusado. 

Baseando-se nelas, emitiu seu veredicto: ainda que não tivesse cometido crime algum, Manuel deveria ser tratado como um suspeito em potencial.
Lauro, detento do Carandiru, tatuou no peito um coração trespassado por um punhal e o nome de sua amada DIVULGAÇÃO – EDITORA VENETA

Machado de Assis, então, retornou ao tema. Em crônica publicada pela Gazeta de Notícias no dia 23 de julho de 1895, disse: "Foram as tatuagens do corpo do homem que me deslumbraram. 

As tatuagens são todas ou quase todas amorosas. Braços e peitos estão marcados de nomes de mulheres e de símbolos de amor".

Por fim, o escritor lançava um questionamento: como poderia "um homem tão dado a amores, que os escrevia em si mesmo", ser também um assassino?

Jeha explica: "Nosso país sempre esbarrou em questões de classe e raça. Os cidadãos são discriminados pela cor, pela aparência, pela posição social. E a tatuagem, no contexto daquela época, se destacava como um sinal de suspeição. Era algo literalmente marcado na pele."

A sorte que o Brasil do século 20 reservou aos seus tatuados não foi muito melhor.

Na década de 1930, um trabalhador rural baiano, identificado apenas pelas iniciais J.R.B., tentaria a todo custo remover os desenhos que carregava na pele. Alegava que teriam lhe trazido "pinta de malandro".

O sambista carioca Guilherme de Brito, parceiro de Nélson Cavaquinho, também se arrependeria de uma tatuagem feita na juventude — um índio, traçado no braço por um morador da favela do Tuiuti.

Pelo resto da vida, o músico esconderia o membro tatuado — temendo represálias, nunca mais vestiu uma camisa de manga curta.

Feminicídios e execuções policiais foram o destino final de alguns tatuados, mas o livro nem sempre expõe as circunstâncias de suas mortes.

"Tentei descriminalizar a tatuagem", explica a autora.

"Se o cara pertencia a uma escola de samba e torcia para um time de futebol, por que me referir a ele como o sujeito assassinado pelo Esquadrão da Morte? Os jornais costumam criar admiração e fascínio mórbido por notícias de crime, quando isso não passa de uma doença social."

AUTOR: BBC

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